DANDO UM BRILHO

Fivela precisando de um "brilho"
Por: Rev. Paulo Sergio da Silva
3ª IPB de Barretos / SP
Pastoral boletim 23.10.11


João 13:4-10

Existe uma necessidade premente de nos mantermos limpos perante Deus. Ele já nos disse: “sede santos porque Eu Sou santo” (1 Pe 1:16). Não podemos servir ao Senhor de um modo compatível com a Sua Palavra e Seu Ser, com a alma afundada na iniqüidade. Nessa questão reside o grande problema dos que servem a Deus com sinceridade: não é possível a qualquer um de nós manter-se totalmente imune ao pecado, assim como purificar-se a si mesmo.

O texto acima traz resposta a essa questão que é tão abrangente. Quando Jesus pegou aquela toalha e a colocou sobre Seus santos ombros, e pegou a bacia e a encheu de água, Ele estava nos dando uma grandiosa lição de humildade. Jesus lavou os pés dos discípulos, Ele que é Senhor e Rei! A grande lição que aprendemos aqui, é que cada um de nós é servo do outro, e ninguém é melhor do que ninguém, exceto Cristo que está acima de todos. A prática da humildade traz crescimento espiritual para o crente.

A primeira reação de Pedro é compreensível do ponto de vista (justamente) da humildade dos servos que reconhecem o Senhorio de Cristo (vs.8a). Assim como João Batista (Mt 3:14). Pedro teve uma reação plausível para com a sua própria pessoa e aquilo que ele julgava ser correto (veja também Lc 5:8). Mas Jesus alertou da necessidade que cada servo de Deus tem de ser purificado (vs.8b). Quem não é purificado por Ele não tem parte com Ele; fica claro que somente Cristo purifica Seus servos. Carecemos da purificação que Cristo quer operar em nós, mas para isso necessitamos nos dispor.

Essa foi a segunda reação de Pedro: total disponibilidade (vs.9). Então Jesus explicou que quem já se banhou, necessita lavar somente os pés (vs.10). Qual é o significado disso? Jesus usou como metáfora um costume do dia a dia daqueles homens. Quem já se havia banhado provavelmente ainda andaria por ruas poeirentas. O “lava-pés” era um costume da época, como um sinal de hospitalidade em um país com ar tão seco e poeirento, onde as pessoas usavam sandálias (Lc 7:44). Porém em tal circunstância não seria necessário se banhar novamente, mas somente os pés. (BEG).

A lavagem completa do discípulo simboliza-se no batismo; nesse ato o crente se identifica pela fé com o batismo de Cristo na Cruz (Jo 3:3,5; At 2:38; Rm 6:1-11; Tt 3:5; Hb 10:22; 1 Pe 3:18ss). Lavar os pés representa a necessidade da confissão diária dos pecados, para manter a comunhão com Cristo (“Se Eu não te lavar, não tens parte comigo” Jo 13:8b). Ainda que o crente peque após o batismo, não deve ser rebatizado, mas pela confissão e arrependimento será restaurado à comunhão com Deus e a Igreja (1 Jo 1:3-9; Tg 5:16). (ABVN).

E Jesus completa: “Ora, vós estais limpos, mas não todos” (Jo 13:10b). Jesus referia-Se a Judas Iscariodes que era o traidor. Como muitos crentes nas Igrejas, Judas estava tão perto de Jesus e ao mesmo tempo tão longe... Quanto aos demais, Ele foi claro ao dizer: “vós estais limpos”. Ele disse isso para Pedro que iria negá-Lo três vezes (Jo 18:25-27), para Tomé que duvidou insistentemente de Sua ressurreição (Jo 20:25), para Filipe que não O reconheceu como Deus encarnado (Jo 14:8-9). Aqueles homens eram pecadores como nós, e estavam em processo de crescimento e santificação, mas Cristo disse que eles já estavam limpos. Certamente há aqui um preciosa lição: fomos lavados pelo Sangue de Cristo que nos salvou, e o nosso Batismo traz esse símbolo, no entanto isso não nos isenta de erros e imperfeições, mas é Ele Quem nos purifica desses erros, e na medida em que crescemos espiritualmente somos modelados e aperfeiçoados por Ele mesmo, Cristo.

Lembro-me que nos tempos do Tiro de Guerra, usávamos um cinto com uma fivela dourada que precisava ser limpa constantemente com um líquido próprio para polir. Se aquela fivela não fosse polida todos os dias, de um dia para o outro apareciam manchas de oxidação, e os soldados que se apresentassem com a fivela manchada tinham que “pagar” abdominais ou flexões como castigo. A expressão corrente para lustrar a fivela era “dar um brilho”. O Sargento dizia: “soldado, vai dar um brilho nessa fivela!” Em nossa vida espiritual necessitamos sempre “dar um brilho” em nossa alma, buscando através da purificação de nossos pecados uma comunhão mais íntima (brilhante) com Deus, comunhão essa que seja como luz em meio às trevas. Que Cristo conduza cada um de nós e nos purifique sempre, para que estejamos limpos em Sua presença.

Queres ter parte com Cristo? Busque a purificação que só Ele pode dar, pois somente os que são purificados é que têm parte com Ele (vs.8).


SOLI DEO GLORIA!!! 

Material usado anteriormente na reunião de oração do dia 04/10/11. 

Material de apoio:
ABVN - A Bíblia Vida Nova
BEG - Bíblia de Estudo de Genebra. 

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