Carta à Igreja em Éfeso: Onde Está o Amor?
É importante notarmos, antes de estudarmos o texto, algumas características da cidade de Éfeso e da igreja que ali se instalou. Convém lembrar a princípio que Éfeso era a maior e mais rica de todas as cidades da província romana da Ásia, na época em que o Apocalipse foi escrito. Embora Pérgamo fosse a capital administrativa, Éfeso era a capital social, a grande cidade, a sede do comércio de bens... e de gente. Sua posição geográfica privilegiada tornara-a ponto de passagem a quem quer que desejasse ir ao oriente e à Mesopotâmia, sendo Colossos e Laodicéia as cidades intermediárias. Porto marítimo, tornara-se também a porta obrigatória a quantos quisessem ir da Ásia e do oriente para Roma. Era chamada de "Porta de Roma", sendo mais tarde, na época em que muitos cristãos da Ásia foram levados cativos para morrerem no coliseu romano, diante da excitada e embriagada população romana, renomeada por Irineu como "A Porta dos Mártires".
É fácil perceber à vista disto por que Éfeso tornou-se uma cidade tão importante na propagação do Evangelho. O plano do Espírito Santo já estava bastante claro, desde o início: “... tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (At 1.8). A estratégia do livro de Atos, consciente ou inconscientemente, voluntariamente ou com a "ajuda" de perseguições, desenvolveu-se na mesma direção do plano original. Afinal, quem pode frustrar os planos de Deus? Tanto é assim que nos capítulos 18 e 19 nota-se o evangelho penetrando na “rainha da Ásia”. Éfeso, capital do comércio e do prazer, cidade de Diana ou Artemis, deusa da beleza e da fertilidade, em cujo templo sacerdotisas consideravam ato de culto entregarem seus corpos aos homens vorazes, aos viajantes, aos enfeitiçados pela escravidão de uma vida sem Deus.
Há muito que aprender só ao pensarmos na cidade de Éfeso; como era espiritualmente importante alcançá-la para Cristo; como Deus a amaria tanto quanto à Nínive dos idos tempos do profeta Jonas... Como era social e estrategicamente importante alcançá-la para Cristo, uma vez que, dali, muitos sairiam a semear o evangelho por todas as cidades da província da Ásia e... "até aos confins da terra".
Atualmente, há uma forte tendência na área de missões em considerar-se excelente a oportunidade que cidades metropolitanas e cosmopolitas, grandes centros urbanos, oferecem para a divulgação do evangelho.
Da igreja em Éfeso, sabe-se que à sua frente estiveram homens da estatura do próprio Paulo, que estabeleceu a igreja ali, tendo ensinado por quase dois anos "todo desígnio de Deus", homens como Timóteo, o próprio apóstolo João, evangelistas como Apolo e membros como Maria, a mãe de nosso Senhor.
Quando Paulo considerou estabelecida ali a igreja e se dispôs a partir, houve choro da parte dos presbíteros dedicados, a liderança múltipla da igreja, e alertas da parte do apóstolo: “Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual Ele comprou com seu próprio sangue. Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes que não pouparão o rebanho” (At 20.28,29).
Quase vinte e cinco anos se passaram desde que estas palavras foram proferidas até o Espírito Santo dirigir à igreja em Éfeso outra mensagem de estímulo e exortação. O que se passou neste tempo, neste quarto de século, os livros não relatam, mas Cristo conhece porque Ele é quem “conserva na mão direita as sete estrelas” (os anjos ministradores da parte de Deus às Suas igrejas) e “anda no meio dos sete candeeiros” (que são as próprias igrejas, v.1). Que pensamento notável: igrejas vacilantes como Éfeso e Pérgamo, mornas como Laodicéia, frias e mortas como Sardes, infiéis como Tiatira e fidelíssimas como Esmirna e Filadélfia... Tendo todas igualmente a presença do Senhor, o qual não visita somente as igrejas boas, fortes e vivas, mas todas, ainda que para repreendê-las como Pai ao filho que ama. Jesus é o Senhor da Igreja.
“Conheço as tuas obras”, diz Ele à Éfeso, e diz exatamente o mesmo a cada uma das outras. Conheço as tuas obras, mas o teu ativismo não me impressiona! Há três etapas no discurso de Cristo à igreja de Éfeso. Na primeira, Ele realça:
I. OS PONTOS FORTES DE ÉFESO (vv. 2,3)
O Serviço
“Conheço as tuas obras”. A palavra obra significa o serviço que é fruto de uma conversão a Cristo (Ef 2.10). Deus tem preparado “boas obras” para que Seu povo ande nelas. Deus quer para Si um povo “zeloso de boas obras”. Elas são evidências da salvação; não causam a salvação, nem compram jamais o céu, mas evidenciam uma conversão genuína. Todavia, não devem tomar o lugar de Deus. Ah, quantas vezes trocamos o excelente pelo bom. Marta e Maria escolheram servir a Cristo. Maria sentou-se para ouvi-Lo e beber as Suas palavras, comer o Pão do Céu; a outra levantou-se para servi-Lo e preparar-Lhe o que comer ou beber. Jesus foi claro e contundente na Sua avaliação de ambas: “Maria escolheu a melhor parte”.
O Labor
A palavra grega é kopos e indica serviço intenso, trabalho árduo. Deriva do verbo kopto que designa bater, ferir, indicando um exaurir-se em serviços, um extremar-se por amor à obra de Cristo. A igreja de Éfeso tinha excelentes exemplos e os seguia bem: era batalhadora, ativa, intensa. A frase predileta dos membros da igreja provavelmente era esta: “O que eu posso fazer pela minha igreja?” Vinte séculos de cristianismo mais tarde, e a frase predileta dos cristãos é: “O que esta igreja pode me oferecer?” ou “o que ela pode fazer por mim?” Em Éfeso prezava-se o labor. Cristo preza uma igreja laboriosa. Saldo positivo na balança.
A Perseverança
O vocábulo significa literalmente “estar sob alguma coisa ou algum tipo de pressão”; daí, submeter-se ou sofrer corajosamente. Em Atos 19.23ss., você pode perceber que tipo de pressão a igreja em Éfeso sofrera por causa do evangelho. Havia um confronto e uma tremenda confusão porque a palavra do Senhor crescia e prevalecia, e isso chegou a ameaçar o comércio de nichos de prata de Diana. Um ourives, chamado Demétrio, convocou uma reunião apressada do sindicato dos ourives e estes levantaram grande clamor em público contra Paulo e os seguidores de Cristo. Pressões tremendas requerem perseverança. A igreja em Éfeso era reconhecida pelo Senhor como uma igreja perseverante. Na balança de Deus, seu saldo era positivo, pois não esmorecia diante da adversidade (veja o v. 3).
A Conduta
“Não podes suportar homens maus”, afirma o texto. A palavra kakos (“mau”) indica a falta das qualidades que uma pessoa deveria possuir. Talvez pudéssemos traduzi-la como deficientes morais, referindo-se à maldade no pensar, no sentir e no agir, à injúria, calúnia, dano, dolo que alguns levaram avante, mesmo no seio da igreja. Esta palavra é a mesma usada por Tiago (3.8) para referir-se à língua, que é mal (kakos) incontido, irreprimido. Cristo elogia a atitude dos efésios de não suportarem (literalmente, “darem um basta”) aqueles homens maus, de caráter repreensível e de língua ferina. Éfeso zelava pela pureza na conduta de seus membros. E os elogios de Cristo indicam saldo positivo na balança.
A Doutrina
Finalmente, Cristo também a cumprimenta por sua fidelidade doutrinária: “... puseste à prova os que a si mesmos se declaram apóstolos e não são, e os achaste mentirosos”. Há várias lições que podemos aproveitar desta declaração. Primeira, talvez seja a compreensão de que o dom de apóstolo (citado por Paulo em Ef 4.11; 1 Co 12.28 e várias outras passagens) não cessou. Muitos têm afirmado que este dom só foi necessário para o estabelecimento da Igreja sobre o fundamento dos apóstolos e para a elaboração do texto sagrado do N.T., não havendo mais este tipo de dom e ministério na Igreja, a partir da morte dos doze e de Paulo, apóstolo “chamado fora do tempo”. Há certa verdade nestas cogitações; não existem mais apóstolos no sentido daqueles que viram Jesus, foram testemunhas oculares da Sua morte e ressurreição e O acompanharam de perto no Seu ministério terreno. Não existem mais apóstolos no sentido de autoridade incontestável e canônica, autoridade esta concedida por Deus e confirmada pela Igreja. Mas, em que pese tudo isto, é incontestável que existiram e existem apóstolos no sentido mais geral do dom: alguém que é enviado da parte do Espírito para ministrar às igrejas e levá-las a ganharem almas e a plantarem novas igrejas. Alguém que cataliza homens e mulheres, pelo poder do Espírito, para a tarefa de organizar, estabelecer e solidificar novas igrejas. Alguns preferem chamá-lo de missionário; outros distinguem entre apóstolo e missionário. Seja como for, o fato é que eles existem como existiam no primeiro século e visitavam as igrejas por períodos curtos em suas viagens de ministério. Alguns bateram à porta de Éfeso mas, colocados à prova pela igreja, vieram a demonstrar falsidade nas suas intenções, porque não eram genuínos, eram pseudo-apóstolos. Pelos frutos – frutos de vida, caráter reto, temor de Deus, plenitude do Espírito Santo e fruto de ministério – é que se conhece a eficácia no ministério específico de emotivas pressões, catalizando os esforços para o estabelecimento de igrejas. Confira, por exemplo, com as palavras de Jesus, em Mateus 7.15-20. A igreja em Éfeso não se deixou enganar. Ela sabia que os lobos viriam, estava preparada e não foi pega desapercebida. Conhecia aquilo em que cria. Dominava a doutrina; Cristo a aplaude: saldo positivo na balança daquEle que julga retamente.
Também o versículo 6 faz referência a outro grupo de doutrina e conduta duvidosas: os nicolaítas (alguns asseveram que seriam seguidores de Nicolau, o diácono que aparece em Atos 6.5 e que teria apostatado da fé, levando consigo muitos incautos, iniciando uma nova seita que recebeu o seu próprio nome. Esta é uma hipótese que não é possível se confirmar até o dia em que todas as nossas dúvidas serão respondidas). Diz a Palavra que o Senhor odeia estas pessoas e que Sua igreja faz bem em odiá-las também. Isso demonstra que esta espécie de ecumenismo que não leva em conta caráter, nem conduta, nem preceitos da Palavra pode ser para alguns bonita e piedosa, mas não é bíblica, nem coerente com Deus, o qual, além de amoroso, é justo e santo. Não é este tipo de amor, que tudo acoberta e que coloca panos quentes sobre a ferida não curada do pecado e da rebelião, que a Bíblia nos exorta a praticar, antes é o amor aliado à verdade. Quando nos esquecemos disto, caímos em ciladas e libertinagem e a consequência a curto prazo é o esfriamento da igreja e a dispersão das ovelhas. Todos nós conhecemos muitas histórias tristes que confirmam esta verdade. Éfeso não suportava os nicolaítas que Cristo odiava. O saldo é positivo a favor desta igreja.
Quem dera houvesse tantos pontos a favor de nossas igrejas, hoje, como havia a favor da comunidade de Éfeso. Mas Cristo não Se impressiona muito com tudo isso. Na segunda etapa de seu discurso, Ele realça:
II. O PONTO FRACO DE ÉFESO (vv. 4,5)
“Tenho, porém, contra ti...” A frase é adversativa e estabelece um drástico contraste entre cinco pontos fortes e altamente recomendáveis e um ponto fundamental, importantíssimo, do qual infelizmente a igreja se esquecera: o amor. “... abandonaste o teu primeiro amor”.
Pode parecer absurdo, mas é possível estar firme em doutrina e conduta, envolvido em labor exaustivo, comprometido a trabalhar, mesmo sob pressão e adversidade e, ao mesmo tempo, perder a motivação sublime do coração, o amor. É possível caminhar na vida cristã como um satélite espacial que inicia a jornada com grande ímpeto e desempenho inacreditável, quebrando a força da gravidade, escapando de tudo o que prende à terra, arrojando-se no espaço infinito e depois... depois entra em órbita constante, monótona, sem motor, sem foguetes, cumprindo apenas um trajeto na mesmice perene do espaço, pelo ímpeto que já não tem, naquilo que a ciência chama de inércia de movimento. Que imagem triste para retratar a Igreja do Senhor Jesus, que é a força mais dinâmica sobre a face da terra, a comunidade da ousadia e do ímpeto por excelência.
E este é o retrato cibernético de Éfeso e de quantas outras mais: “abandonaste o teu primeiro amor”. É como dizer: desligaste a turbina principal. Mas a Bíblia também oferece um retrato romântico desta mesma situação através do profeta Jeremias: “A mim me veio a palavra do Senhor, dizendo: Vai e clama aos ouvidos de Jerusalém: Assim diz o Senhor: Lembro-me de ti, da tua afeição quando eras jovem, e do teu amor quando noiva, e de como me seguias no deserto, numa terra árida em que se não semeia” (Jr 2.1,2). O Senhor está dizendo aqui que Se lembra do primeiro amor que o Seu povo Lhe dedicou. Há três aspectos dignos de nota neste relacionamento: 1º) afeição de uma jovem – a ideia é de carinho, ligação de alma, compromisso como o de alguém que tem ao fundo de todos os seus pensamentos a figura insistente da pessoa amada; 2º) amor de uma noiva – indica a disposição de estabelecer e manter uma aliança permanente, abdicar de seus próprios e solitários caminhos, para trilhar a dois, ao lado do amado, e ainda a entrega voluntária de tudo que temos e somos aos cuidados do Senhor, a fidelidade, o compromisso e a inteireza de devoção; 3º) seguir ao Senhor no deserto – a imagem sugere viver precariamente, sem desejo de luxo ou conforto. É semelhante à expressão usada por Rute a Noemi: “... onde quer que pousares, ali pousarei eu” (Rt 1.16). O verbo pousar, no hebraico, indica habitar em tendas, tabernacular. Tem o nosso amor por Cristo chegado às raias do sacrifício?
Estranho quanto possa parecer, Deus sente saudade (Ele que tudo tem, e em tudo é completo e perfeito), sente falta de nossa afeição primeira: “Tenho contra ti que abandonaste o teu primeiro amor”. E o recado dAquele que nos ama, e é, ao mesmo tempo, firme e severo, consta de uma tríplice exortação:
“Lembra-te, pois, de onde caíste...” Não é difícil constatar que as grandes derrotas de nossas vidas começam com pequenos problemas não solucionados – o incêndio se inicia com uma leve fagulha. Quantas vidas derrotadas, porque vão ficando para trás pequenos detalhes, insignificantes às vezes, mas que geram raiz de amargura, insatisfação no relacionamento com Deus e com os irmãos... e, por incrível que pareça, apesar disso, muitas vezes continuamos ativos, envolvidos e dedicados ao trabalho da Igreja, quando já há muito tempo o fogo do amor se apagou. É preciso detectar estes pontos de queda – “lembra-te, pois, de onde caíste”.
“Arrepende-te...” literalmente significa “pense de novo” (gr. metanoéō), “traga de volta à mente (sede das decisões morais) para ser estabelecido novo rumo, novo curso, nova rota”. Qualquer nave precisa de correção de rumo, mesmo as mais precisas, caso contrário elas errarão o alvo. Por isso a igreja é chamada à constante atitude de exame e arrependimento.
“Volta à prática das primeiras obras...” Se metanoia significa “pensar a posterior”, envolvendo a mente e a volição, a última parte da exortação envolve um renovar de trabalho, um agarrar firmemente no arado, um lançar-se à obra. Não existe cristianismo só de mente, só de convicções; o genuíno se expressa em atos que revelam sempre, e cada vez mais, nosso renovado amor pelo Senhor e pelas pessoas. Note bem que isso também envolve atividades, praticabilidade. A igreja deve ser encontrada ativa, mas não em ativismo de quem já esqueceu o seu primeiro amor. Que diferença isto faz? A resposta nos leva à terceira etapa do discurso de Cristo:
III. AS PROMESSAS FIDEDIGNAS (vv. 5b,7): FATÍDICAS OU FANTÁSTICAS?
No final do v. 5 temos uma promessa fatídica, daqueles que persistem em rejeitar o Noivo e esquecer-se do primeiro amor. “... se não venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas”. Fatídica porque, infelizmente, no caso de Éfeso, foi o que acabou acontecendo: o candeeiro é a igreja; movê-lo do lugar é tirar dela o privilégio de brilhar no tempo e no espaço que Deus lhe havia reservado. Igreja que era promissora, fundada por Paulo, pastoreada por Timóteo e João, frequentada por Paulo e Maria, mãe do Senhor, igreja grande e pujante, ativa e de forte impacto sobre a cidade de Éfeso e que... no correr dos anos perdeu seu privilégio, ao ponto de na Idade Média já não possuir mais nenhum testemunho digno de menção.
Hoje essa grande cidade não existe: “A pequena estação de trem, o hotel e poucas casas residenciais muito pobres de Ayasaluk, que hoje sobrevivem nas ruínas da cidade, são um testemunho eloquente da tragédia que dominou tanto Éfeso quanto sua igreja” (H. B. Swete, “The Apocalypse of St. John”, p. 27). Afirma ainda Trench que alguém que visitou o que restou de Éfeso não foi capaz de encontrar senão três cristãos nominais e estes, mergulhados em tamanha ignorância e apatia que mal sabiam dizer quem era Paulo ou quem era João. Que realidade tremenda, quando pensamos que hoje é o dia, agora é a hora, e que Deus nos tem dado responsabilidade como pastores e como igrejas de “deixar a nossa luz brilhar diante dos homens”. Ah, que o Espírito Santo imprima estas verdades imensas nos nossos corações, para não suceder que, chegando o Noivo, estejamos sonolentos, com as candeias apagadas e ao ponto de ouvi-LO dizer: “Em verdade vos digo que não vos conheço” (Mt 25.12).
Mas, ao final da carta, no versículo 7, brilha de novo um raio de esperança: “Ao vencedor dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus”. É esta a promessa fantástica. Só a Bíblia, Palavra de Deus, poderia fazê-la. Só a Bíblia, Livro dos livros, tem esta coerência temática que revela a unicidade de sua autoria ligando Gênesis ao Apocalipse, fazendo o novo Adão encontrar o caminho de volta para o Paraíso de Deus e participar da árvore que anteriormente não lhe era permitida. Isso significa a vida eterna. Não apenas no porvir e no além, porque: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17.3).
Quando a igreja inteira caminha distante do primeiro amor, inclinada para o ativismo mórbido que caracteriza a sua própria queda, é tempo de tomar posição e dizer não: acender a candeia, comprar mais azeite, trocar o fatídico pelo fantástico, tirar as vestes de luto (por um amor que morreu) e colocar em seu lugar vestes de louvor e vitória.
“Ao vencedor dar-lhe-ei...” De que lado você está?
Soli Deo Gloria!!!
Fonte: Tudo Sob Controle, Guilherme Kerr Neto.

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