A Restauração do Culto ao Senhor
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Monte Carmelo, norte de Israel, hoje. Não confundir com Carmelo, cidade na região montanhosa de Judá (Js 15:55). |
Como vimos anteriormente, o ambiente em Israel no período de Elias era muito hostil e até perigoso para os servos do Deus vivo. O paganismo e a adoração a baal (demônios) haviam crescido absurdamente em Israel e o remanescente fiel sofria as agruras e a perseguição de uma nação desviada da Verdade.
Isso ocorreu mais explicitamente a partir da divisão entre as tribos do norte e as do sul, mas penso que a admiração pelas trevas já estava dentro daqueles que se submeteram à religião oficial imposta e declarada a partir de Jeroboão. Pois esse é o método que o inimigo sempre usa para enganar os incautos e fracos na fé: a atração e admiração pelas coisas más, depois da sua prática. Aí está o laço do diabo, livre-se dele.
Mas foi no reinado de Acabe que Elias apareceu, isso está registrado a partir do capítulo 17:1.
Elias foi um profeta do Antigo Testamento que tinha a missão de chamar o povo de Israel ao arrependimento e combater a idolatria. Ele ficou conhecido por desafiar os profetas de Baal, onde Deus mostrou seu poder ao enviar fogo do céu, e por subir ao céu sem morrer. A história de Elias está registrada em 1 Reis 17 a 2 Reis 2, com menções em outros livros, como Malaquias e no Novo Testamento. (Bíblia On).
Nessa mensagem veremos o que podemos aprender e destacar acerca dos fatos ocorridos no Monte Carmelo entre Elias e os profetas de baal, o que isso tem a ver conosco hoje na igreja do século 21, e o que podemos aprender sobre a vontade de Deus em nossas vidas individualmente e como igreja.
1 - Coragem para não aceitar, mas confrontar o mal (vs.20-29)
Elias não se deixou vencer pelo medo ou pela covardia. Diante da situação caótica estabelecida em Israel ele cumpriu as ordens do Senhor e confrontou o sistema de pecado com a palavra de Deus. O medo de confrontar o mal é pecaminoso perante Deus, pois aquele que sabe do erro e não faz nada não somente está deixando o seu irmão cair na ira de Deus, mas torna-se cúmplice no mesmo pecado e obviamente também se torna réu diante do tribunal eterno (Rm 1:32).
O que fazer?
- Falar com as pessoas e expor o erro, não para humilhar, mas para orientar.
- Seguir as orientações de Mt 18:15-20.
- Lutar pela obra e honrar o nome do Senhor 1 Sm 2:30b.
- Silêncio se transforma em aprovação e cumplicidade Rm 1:32.
2 - Organizar e orientar o culto ao Senhor (vs.30-35)
A pergunta que se faz é: por que o povo de Deus tomou essa direção? Certamente porque não tinham mais comunhão como Senhor da vida. A palavra que muitos ouvirão no Dia do Juízo Final será: “nunca vos conheci”. Trata-se de pessoas que confundem religiosidade vazia com comunhão. Jamais se viu tantos não convertidos fazendo parte das igrejas como em nossos dias. Há uma verdadeira vulgaridade em se tratando de vida com Deus, disfarçada de espiritualidade e comunhão. Assim eram aqueles israelitas, pensavam que pertenciam a Deus, porém não O conheciam.
Elias tomou medidas pontuais e firmes para que o problema fosse resolvido e o inimigo fosse destruído.
- Restauração do altar do Senhor (vs.30). Primeiramente o altar tinha que ser restaurado. Essa restauração não ocorreu somente no ambiente físico, mas principalmente no coração que Deus faz a Sua obra, restaurando-nos por dentro. Somente assim a Sua glória se manifesta: onde há compromisso e o altar não está em ruínas. Como está o altar do seu coração??
- Organização, orientação (31-33). Nesse momento Elias deu orientações práticas aos que estavam com ele, orientações que vinham da parte de Deus para a execução daquela obra de restauração. Assim também nós, no percurso da nossa restauração espiritual devemos agir de conformidade com as ordenanças de Deus. O que Deus quer que você faça para Ele? Você é um servo fiel ou negligente? Prudente ou imprudente? Sábio ou estulto? Pare de bancar a criança dizendo que não sabia ou que não dá conta, Deus te pedirá contas!
- Submissão (vs.34-35). Agora se destaca a submissão dos que seguiam Elias. Ele aqui aparece como profeta, líder e pastor daquele povo. E eles o respeitavam e andavam com ele. Creio que esse é um ponto preponderante na busca da restauração interior: a submissão e o respeito às autoridades constituídas por Deus na Igreja. Vivemos um tempo de muita contestação e rebeldia. Não porque os líderes falaram ou fizeram coisas absurdas, mas porque não é do jeito que a pessoa queria, ou porque a pessoa não concorda e pronto! Parece que muitos crentes não conhecem a Palavra que nos alerta que a rebelião é igual ao pecado de feitiçaria (1 Sm 15:23a).
3 - Clamar e esperar o agir de Deus (vs.36-38)
Mas Elias fez algo mais na restauração do culto a Deus, algo que é essencial na vida de quem crê em Deus e não quer que o seu altar do coração permaneça em ruínas: oração. Elias orou, clamou, buscou intensamente o agir de Deus e Deus agiu. Deus poderia não ter agido naquele momento, porque Deus é soberano, mas Elias está a postos, alinhado e preparado para o agir de Deus, obedientemente, com fé e temor. Vejamos alguns aspectos.
- Essa oração tem o reconhecimento sincero de quem Deus é e quem se é perante Ele (vs.36). Essa visão é essencial na oração, pois do contrário não se dá a Deus o devido respeito, louvor e adoração a Ele.
- Elias declara quem Deus é
- Quem ele é perante Deus, e que
- Tudo que ele fez foi pela graça de Deus, ou seja, que
- Ele depende de Deus em tudo.
- Essa oração tem o clamor objetivo pela intervenção de Deus, isso é invocação ao Soberano Senhor (vs.37). Elias clamou a Deus intensamente pedindo a Sua intervenção. Precisamos aprender a ir além de oração superficiais e gerais para podermos entrar num outro nível de oração, as orações de súplicas e clamor a Deus. Isso não é algo do dia a dia, mas acontecerá em momentos específicos em que seremos conduzidos pelo próprio Deus, através das circunstâncias da vida, ao caminho da oração. Orar é comunicar-se com o próprio Deus, e isso é santo e tremendo, é sobrenatural. Esse é um desafio de fé para nós.
- Essa oração tem a resposta do Senhor (vs.38-39)
“Então, caiu fogo do Senhor, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e a terra, e ainda lambeu a água que estava no rego. O que vendo todo o povo, caiu de rosto em terra e disse: O Senhor é Deus! O Senhor é Deus!” 1 Reis 18:38-39.
Deus concedeu-lhes a Sua graça e derramou fogo santo no altar. Aquele altar que anteriormente estava caído agora estava em chamas, era fogo de Deus ali. Não foram eles que acenderam esse fogo, mas o Senhor mesmo assim o fez.
O resultado do altar em chamas são os corações derramados em louvor adoração ao Único que é digno de receber essas palavras com os rostos em terra:
“O Senhor é Deus! O Senhor é Deus!” vs.39b.
Conclusão
- No nosso contexto eu substituí a palavra ALTAR pela palavra CULTO. O altar está em nossos corações e o culto tem que ser 24 horas, o fogo não pode se apagar (Lv 6:13)!
- Deus sempre age em resposta à oração e ao clamor sincero e cheio de fé.
- Devemos repudiar toda prática ocultista ou que nos aproxime disso, sejam símbolos, adereços, sinais, marcas, músicas, palavras e expressões que possam nos remeter ao mal.
- Devemos frisar em nossa caminhada de fé que não temos nada com o inimigo, que não admiramos e não aprovamos nada que ele faz ou tenciona fazer.
- Devemos abdicar tudo que a cultura e a arte secular diz e faz contra a Palavra de Deus, pois se somos servos de Deus devemos andar com Ele e para Ele.
- Devemos estar atentos à realidade da guerra espiritual (Ef 6:12) buscando o agir de Deus em nossas vidas com poder e glória, assim como ocorreu no Monte Carmelo.
SDG - Soli Deo Gloria!!!
PSVS

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