Santificado Seja o Teu Nome







"Santificado seja o Teu nome" Mateus 6 9.


O que é santificar o nome do Senhor?


Essa pergunta pode soar um tanto quanto óbvia para os que temem, uma vez que santificar o nome de Deus é respeitar o mesmo, entendendo que o nome tem a ver com a pessoa. Uma outra pergunta um tanto quanto reflexiva seria:


Quem é Deus para você??


Ocorre que com o passar do tempo muitos costumes tem entrado sorrateiramente nas igrejas, e um deles é o excesso de simplicidade e informalidade que conduz à irreverência. Através desse mal costume, muitas pessoas passaram a tratar Deus de uma forma desrespeitosa, pensando que isso é um tipo de "intimidade". Chamar Deus de "você" é um costume comum em muitas igrejas e seitas, mas nós que somos seguidores da doutrina reformada, procuramos manter o nível do respeito, reverência e formalidade santa. Não o farisaísmo ou a religiosidade vazia, mas partimos do óbvio: que o respeito é elementar para quem ama a Deus. Nesse estudo vamos procurar entender o que é santificar o nome do Senhor na Bíblia, como isso se aplica na nossa vida prática, no cotidiano eclesiástico. No final faremos algumas aplicações práticas e um alerta incômodo para os que contradizem esse pensamento.


"Santificado seja o Teu Nome" Mateus 6 9.

A santificação do nome de Deus é um princípio central na fé bíblica, refletindo o respeito profundo que as criaturas devem ao Criador.

Abaixo, veja o significado bíblico dessa santificação e uma análise sobre o uso de termos informais no tratamento com o Senhor.


O Significado de se santificar o nome do Senhor

Santificar o nome de Deus significa separá-lo de tudo o que é comum, profano ou mundano. O nome de Deus é santo por si só e representa a Sua própria essência, Sua santidade e Seu caráter. Portanto, santificar o nome de Deus significa santificá-Lo em nossa boca e em nossa vida.


  • Reconhecimento de Sua majestade. Trata-se de reconhecer que Ele é o Deus Supremo, transcendente e Criador e o único Rei do Universo.


  • O terceiro mandamento. Êxodo 20 7 proíbe expressamente o uso do nome do Senhor em vão, o que inclui a falta de reverência e o tratamento leviano.


  • Na Oração do Pai Nosso. Jesus inicia o modelo de oração com "Santificado seja o Teu nome" (Mateus 6 9), colocando a reverência em primeiro lugar na comunicação com Deus.


  • Zelo divino. O próprio Deus afirma nas Escrituras que zela pela santidade do Seu nome e não divide Sua glória com ninguém (Ezequiel 36 22 a 23). O uso da informalidade excessiva sugere uma participação em um nível com o divino que não é descrito nem autorizado nas Sagradas Escrituras. Querer apropriar-se disso indevidamente constitui pecado grave diante de Deus, que transcende e extrapola o nível da irreverência, seguindo na direção da blasfêmia. Lembremos que o pecado de satanás foi querer subir até o trono de Deus e ser igual a Deus (Isaías 14 13 e 14). Aliás essa é uma astúcia antiga de satanás que ainda engana e atrai os incautos (Gênesis 3 4 e 5).


O uso de pronomes de tratamento e a reverência devida ao Senhor Deus

A linguagem humana é uma forma de expressão cultural. Em diversos idiomas e culturas, o uso de pronomes define o grau de proximidade e respeito. Na fé bíblica os pronomes também denotam a hierarquia espiritual.

  • A quebra da solenidade. A objeção ao pronome informal "você" baseia-se no fato de que ele nivela o Criador ao patamar de um igual, de um humano comum ou de um amigo casual.


  • O perigo do desejo de forçar um tipo de "familiaridade" excessiva fora dos padrões bíblicos. Embora a Bíblia ensine que Deus é um Pai amoroso, aproximar-se dEle sem o devido temor (reverência) pode diluir a percepção de Sua santidade, transformando o relacionamento em algo mundano. Classificar o Senhor pelo pronome "você", ou dizer que vai sentar no colo dEle e puxar a Sua barba não condiz com a Sagradas Escrituras, pelo contrário, fere o princípio do respeito e do temor santo que Lhe é devido.


  • Tradição litúrgica. Historicamente, a Igreja e as traduções bíblicas adotam pronomes de segunda pessoa do plural ou formas solenes (como Tu, Vós ou O Senhor) para demarcar visualmente e oralmente a distância sagrada entre o homem e Deus.


O coração por trás das palavras e do tratamento

A gravidade de uma palavra depende tanto do vocabulário escolhido quanto da intenção de quem a profere. Não basta ter boas intenções, é preciso vigiar sobre como se expressar.

  • O erro por ignorância. Muitas pessoas, influenciadas pela linguagem contemporânea ou por falta de instrução teológica, usam expressões informais sem a intenção deliberada de insultar. Para essas, o erro está na falta de instrução sobre o temor ao Senhor.


  • O erro por afronta. Qualificar o Senhor de forma desprezível, seja por palavras de baixo calão, deboche ou desrespeito intencional, constitui uma ofensa direta à soberania divina, frequentemente associada ao pecado da blasfêmia.


  • A verdadeira adoração. A verdadeira santificação do nome de Deus ocorre quando a linguagem respeitosa exterior reflete uma vida de obediência interior. De nada adianta usar pronomes formais se a atitude do coração desonra os mandamentos.

Santificar o nome do Senhor é reconhecer Sua santidade, honrando-O através de nossas palavras e ações. Isso significa alinhar a nossa vida à vontade divina, testemunhando o Seu amor e bondade no dia a dia.


Essa postura de fé envolve práticas diárias importantes:

  • Oração e adoração. Separar momentos para buscar a Deus, reconhecendo Sua grandeza e pedindo que Sua vontade se manifeste em nós.


  • Testemunho. Agir com amor, justiça e compaixão, sendo reflexo dos ensinamentos divinos onde quer que você esteja.


  • Respeito. Honrar o nome de Deus em conversas, evitando o uso de Seu nome em vão, juramentos falsos ou atitudes que contradigam os valores da fé.


Conclusão

Ressalto a importância da observação piedosa das palavras de Jesus, quando Ele diz que a boca fala do que está cheio o coração, em Lucas 6 45 e Mateus 12 33 a 37.

“O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que está cheio o coração.” Lucas 6 45.

Se expressar de qualquer modo na presença do Rei do Universo mostra que o coração não traz o devido respeito a Ele. Não se trata apenas de uma questão semântica, mas do modo como a pessoa encara o Divino e eterno Deus.

O destemor ignora as palavras de Jesus:

“Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo; porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado.” Mateus 12 36 e 37.

Ora não se pode julgar alguém por suas palavras? Certamente o juízo eterno pertence a Deus, mas o Senhor nos ordena (João 7 24) a julgar não segundo nossos próprios pensamentos ou ideias, por mais coerentes e bem intencionadas que sejam, humanamente falando. A ordem do Senhor também não é que deixemos de julgar, mas que julguemos segundo a reta justiça. Ou seja, o nosso modo de interpretar as coisas - julgamento - deve ser de acordo com a Palavra de Deus. E é a própria Palavra de Deus que manda observarmos o modo como se trata Deus, segundo todos os textos demonstrados e analisados nesse estudo, outros que não mencionamos aqui devido ao espaço tempo, mas é de ciência dos leitores da Palavra de Deus o quão árdua e intensivamente Deus trata dessa questão. Mas os ignorantes da Palavra desconhecem, são esses que não a lêem e não a estudam corretamente, mas ficam na superficialidade dos falsos mestres e suas falsas doutrinas.

Querido leitor, o meu conselho para você que chegou até aqui:

  • Encher-se o Espírito Santo através da leitura, estudo e prática da Palavra de Deus, da oração e do louvor conforme as Sagradas Escrituras e não segundo o mundo.

  • Ter discernimento para não misturar o sagrado com o profano. A intenção de satanás é justamente essa: se infiltrar através da profanação do que é sagrado. Não declaradamente, pois ele é mentiroso, mas sutilmente através de falsos costumes inseridos dentro do culto a Deus.



Soli Deo Gloria!!!

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