O DIA DE AMANHÃ

Por: Pb. Osni Rullo
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Para afastar o trauma da preocupação, o ex-presidente dos Estados Unidos Abraham Lincoln costumava aconselhar seus assessores dizendo: “Nunca tente atravessar o rio, antes de chegar às suas margens!”.

Conta-se que um bonito relógio de parede que ficava dependurado no salão de uma grandiosa mansão, depois de longos anos de trabalho enfadonho e incessante, achou que havia chegado o momento de se preocupar com o seu próprio bem estar. Então ele calculou o número de segundos que teria de percorrer para completar os minutos de uma hora, as horas de um dia, e, em seguida, da semana, dos meses e do ano.

“Ai de mim!”, disse ele. Na verdade, o total de segundos que ele teria de marcar durante um ano era algo fabuloso, mais de trinta trilhões. Então o cansado relógio levantou os seus ponteiros e irritado disse: “Jamais poderei alcançar esta montanha de segundos!” Nesse momento, uma misteriosa voz lhe sussurrou: “Não desanime, pois muitas vezes é a última chave do molho que abre a fechadura”

“Tique taque”, continuou o pêndulo, com batidas fortes e decididas. E a voz misteriosa disse novamente: “Você está muito enganado senhor relógio, pois jamais chegaremos a parte alguma, a menos que demos um passo agora e outro depois, se fizermos assim, poderemos subir à parte mais alta da colina, basta apenas se lembrar de que deve dar apenas uma tique-taque de cada vez. Não se esqueça nunca de que o sacrifício de subir a montanha, sempre é compensado pela linda paisagem que vislumbramos do alto”.

E então, o precipitado relógio, após breve meditação, recuperando o tino e adquirindo um vigor renovado, prosseguiu na sua tarefa de marcar os minutos, as horas, os dias e os anos. 

Realmente, caminhando passo a passo, com paciência e perseverança, poderemos subir a mais alta das montanhas.

Extraído do boletim semanal da Congregação do Jardim Suarão, Itanhaém / SP.

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