BREVE CATECISMO - A CRIAÇÃO DO HOMEM


Pergunta 10: “Como Deus criou o homem?” 

Resposta: “Deus criou o homem (ser humano) macho e fêmea (homem e mulher), conforme a Sua própria imagem (Gn 1:27), em conhecimento, retidão e santidade (Cl 3:10; Ef 4:24), com domínio sobre (todas) as criaturas (Gn 1:28).”


O Par Humano


O par humano, conforme a vontade divina e a ordem natural, constitui-se de “macho e fêmea”, isto é, homem e mulher. A unidade conjugal, base da família segundo o coração de Deus, é formada de esposo e esposa (Gn 2:21-24). E este princípio matrimonial estabelecido na criação é inequivocamente reafirmado por Jesus Cristo: “Desde o princípio da criação Deus os fez homem e mulher. Por isso deixará o homem a seu pai e mãe [unir-se-á à sua mulher] e, com sua mulher, serão os dois uma só carne. De modo que já não são dois, mas uma só carne”(Mc 10:6,7). As Escrituras consideram aberração, corrupção e torpeza os propalados “casamentos homossexuais”, acontecidos e defendidos em nome da liberdade, do direito das “minorias discriminadas”, do amor sem fronteiras, da realização sexual de pessoas do mesmo sexo. Os homossexuais a si mesmos se incluem no grupo dos “discriminados”: negros e judeus, confundindo “discriminação racial” com "julgamento moral” sobre os que se desviam sexualmente e se corrompem. Eis os termos bíblicos veementemente condenatórios do homossexualismo: “Com homem não te deitarás, como se fosse mulher: é abominação”(Lv 18:22). “Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticam coisa abominável”(Lv 20:13). “Por causa disso Deus os entregou a paixões infames; porque até as suas mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo em si mesmos a merecida punição do seu erro” (Rm 1:26-27). “Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados (malakós = pederasta passivo), nem sodomitas (arsenokóites = homossexuais), nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus(1 Co 6:9-10). A família é uma instituição divina; o homossexualismo é depravação, abominação ao Senhor. Marido e mulher completam-se na indissolúvel unidade conjugal. O sexo, não se nega, é importante na organização e na manutenção do casal, mas não essencial, pois os objetivos originais do Criador foram: o companheirismo, a idoneidade compartilhada, a mutualidade consensual: “Não é bom que o homem esteja só: far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea” (Gn 2:18). Conforme as Escrituras, a união homossexual é perversão pecaminosa, abominável.


Sublimidade do Homem


Deus criou o homem extraordinariamente sublime, coroado de glória e honra (Sl 8:5), dotado de autoridade para governar e poder para dominar (Gn 1:26-28; Sl 8:6-8). Destaquemos-lhe as principais qualidades:


a - Identidade com o Criador. O homem é o único ser vivente feito à imagem e semelhança de Deus, em condições de viver na companhia de seu Pai celeste e ser-lhe parceiro como filho, servo e mordomo. E isto se realiza na pessoa do Filho do Homem em quem estamos e quem a nossa humanidade sublima-se, aperfeiçoa-se e se eterniza, pois ele, como ser humano e corporalmente, está entronizado à destra do onipotente Pai.


b - Racionalidade. O homem é o único ser vivo que supera e domina o impulso instintivo da satisfação dos desejos, da perpetuação e preservação da espécie, da sobrevivência pessoal, das relações e interrelações, das adaptações às novas circunstâncias, do controle dos meios naturais, da aquisição de conhecimentos, da produção e captação de informações, das descobertas e das invenções. Em suma, ele é um ser inteligente intelectual e intelectualizante por natureza e por ordenação divina.


c - Moralidade. O homem foi dotado de capacidade para distinguir o certo e o errado, o decente e o indecente, o bem e o mal morais, o lícito e o ilícito nas relações com o próximo e com os semelhantes, estabelecendo recompensas sociais e prêmios para as ações benéficas e justas e sanções para as maléficas e injustas, criando um código natural de princípios e direitos consuetudinários nas sociedades primitivas, e isto muito antes das modernas leis impostas por indivíduos ou poderes superiores.


d - Espiritualidade. A religiosidade, proveniente de sua espiritualidade original e fundamental, é uma das maiores características do ser humano. Ele recebeu de seu Criador e Senhor os inefáveis dons de: crer em um ser superior e transcendente; receber a revelação; dialogar com seu Criador, Senhor e Mestre por meio do mistério da oração; ser regenerado; santificar-se; tornar-se servo de Deus pela mediação de Cristo; congregar-se em comunidade litúrtica, a Igreja; transformar-se em missionário do Redentor. A incredulidade, para quem foi criado à imagem e semelhança de Deus, é anormalidade.


(Comentários do Pr. Onézio Figueiredo).

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