CELEBRANDO A NOVA ALIANÇA


Por: Rev. Paulo Sergio da Silva
IPB de Vila Gerti, S.C.Sul / SP
Culto de Louvor 06.10.13


“Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o Meu corpo. A seguir, tomou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos; porque isto é o Meu Sangue, o Sangue da Nova Aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados.” Mateus 26:26-28.

INTRODUÇÃO  


A ministração da Santa Ceia é o momento especial em que, pela fé e na comunhão com o Espírito Santo e a Igreja (o corpo de Cristo), celebramos a ALIANÇA com o Deus eterno, através do sacrifício de Seu Filho Unigênito, o Senhor Jesus, que padeceu na Cruz em nosso lugar, pagando assim o preço do nosso pecado, e dando-nos a vida eterna, tornando-nos Povo de Deus, Família de Deus, Corpo de Cristo. São estes simples elementos, que consagrados a Deus, tornam-se para aqueles que os tomam, instrumentos de Deus, canais da graça de Deus, através dos quais somos fortalecidos e edificados na fé. A permanência na presença de Deus nos garante o direito de participarmos deste sacramento.

Como é bom participarmos deste momento tão sagrado e repleto de significado! O Senhor Jesus se referiu à Nova Aliança, que é o novo acordo de Deus para com os homens, baseado na morte de Cristo. “Nova Aliança” também é o significado da expressão “Novo Testamento”. A palavra “aliança” significava um acordo feito por um indivíduo com outro indivíduo (...), sendo que esta segunda parte podia aceitar ou recusar o acordo, mas não modificá-lo.

OS SACRAMENTOS 


A Santa Ceia é um dos dois sacramentos que as Igrejas Protestantes Históricas observam. Você sabe o que é significa a palavra “sacramento”?

Os Sacramentos – Mt 28:19-20; At 2:40-47; Rm 6:1-4; 1 Co 11:23-34; Gl 3:26-29. Historicamente, a palavra sacramento era usada para designar algo sagrado. O termo latino, “sacramentum”, foi usado para traduzir a palavra “mistério” no Novo Testamento. Num sentido amplo, todos os rituais e cerimoniais religiosos eram chamados sacramentos. Com o tempo, o termo sacramento assumiu um sentido mais preciso e mais restrito. Um sacramento veio a ser definido como um sinal visível por meio do qual Deus oferece Sua promessa de graça de uma forma externa. Os sinais externos selam e confirmam as promessas da Aliança de Deus. Os sacramentos consistem de alguns elementos visíveis tais como água, pão e vinho (ou o suco de uva, “o fruto da videira” conforme Mt 26:29; Mc 14:25; Lc 22:18); uma atividade definida ordenada por Deus em associação com o sinal; e um benefício redentor comunicado ao crente.

A igreja católica romana estabeleceu o número de sacramentos (num sentido especial) em sete. Eles são batismo, crisma, eucaristia (a Ceia do Senhor), penitência, matrimônio, ordem e extrema-unção. O protestantismo histórico limitou os sacramentos em dois: Batismo e Ceia do Senhor. Apesar dos protestantes reconhecerem outros rituais, tais como o matrimônio, como ordenanças especiais, não os reconhecem como se nivelando aos sacramentos.

Os sacramentos são limitados a:
(1) ordenanças instituídas diretamente por Cristo;
(2) ordenanças que por sua própria natureza são significativas;
(3) ordenanças designadas para serem perpétuas; e
(4) ordenanças designadas para representar, instruir e selar os crentes que as recebem pela fé.

Os sacramentos são meios reais de graça que comunicam as promessas de Deus. Seu poder não reside nos elementos em si, mas em Deus, de Quem são sinais. Tampouco podem depender do caráter ou fé daqueles que os administram, mas da integridade de Deus.

Os sacramentos são formas não verbais de comunicação. Nunca foram destinados a ficar isolados, sem referência à Palavra de Deus. Os sacramentos confirmam a Palavra de Deus, de modo que a administração deles e a pregação da Palavra vão juntas.

A salvação não se opera por meios dos sacramentos. A salvação é pela fé em Cristo. Mas onde a fé está presente, os sacramentos não são ignorados nem negligenciados. São uma parte vital do culto divino e do desenvolvimento da vida cristã.

Embora os sacramentos envolvam a utilização de formas externas, não devem ser menosprezados com ritualismo ou formalidade vazio. Embora possam ser corrompidos e transformados em rituais vazios, não devem ser rejeitados. São de fato rituais, mas são ordenados por Deus, e portanto, devemos participar deles alegre e solenemente. (“Verdades Essenciais da Fé Cristã”, R.C.Sproul, Editora Cultura Cristã.)


Martinho Lutero definiu sacramento como um elemento, uma coisa material, que através da Palavra de Deus, vira uma coisa diferente. Não no sentido material, pois o vinho continua a ser vinho e pão continua pão, mas pela promessa divina é atribuído um poder vinculado a essa matéria. (Wikipedia). 


No Antigo Testamento havia dois sacramentos: a Circuncisão e a Páscoa. No Novo Testamento igualmente há dois sacramentos: o Batismo (e a Pública Profissão de Fé), e a Santa Ceia.

A Santa Ceia é o sacramento que representa a Nova Aliança de Deus com os homens e mulheres crentes, regenerados, lavados no Sangue do Cordeiro, selados com o Espírito Santo da promessa. São estes que vivem pela graça de Deus, e que obedecem Seus mandamentos.

A ALIANÇA DE DEUS NO AT E NT

O Antigo Testamento registra o trato de Deus com Israel, baseado na aliança outorgada através de Moisés no monte Sinai (Ex 24:1-8), ao passo que o Novo Testamento descreve um novo acordo entre Deus e os homens, mediado através de Cristo, com base na Nova Aliança (Lc 22:14-20; 2 Co 3:6-11). A Antiga Aliança revelava a santidade de Deus no justo padrão da Lei, e prometia a vinda do Redentor; a Nova Aliança revela a santidade de Deus em Seu justo Filho.

O Novo Testamento, portanto, consiste dos escritos que revelam o conteúdo desta Nova Aliança. O sangue de novilhos aparece em Êxodo 24:8 como o sangue da Antiga Aliança (Lv 17:11). Porém na Nova Aliança é o santo Sangue do Cordeiro de Deus que nos garante a remissão de pecados (Hb 9:11-14,22,27-28). No texto de Mateus 26:26-28, o Senhor Jesus anuncia que o Seu precioso Sangue seria o pagamento, o aval, a garantia segura e eficaz da Nova Aliança.


Aos incautos navegantes que poderiam pensar que “não tem nada a ver”, como muitos tentam atualmente firmar-se em uma fé vazia, não fundamentada na Palavra de Deus, argumentando para si mesmos que não necessitam ir à Igreja, que podem alimentar-se da Palavra de Deus em seus lares, que não necessitam participar da Santa Ceia, pois Cristo já os perdoou de seus pecados, João 6:48-71 nos alerta que:

1 – Participar da Santa Ceia nos garante a vida eterna (vs.51);
2 – Quem não participa da Santa Ceia não tem a salvação (vs.53);
3 – Quem participa da Santa Ceia tem a vida eterna (vs.54a);
4 – Quem participa da Santa Ceia tem a promessa da vida eterna (vs.54b);

CONCLUSÃO 


Ao celebrarmos a Santa Ceia, em obediência à ordem de Jesus, afirmamos que:

1 – Fazemos parte dessa Aliança de Deus com os Seus eleitos;
2 – Preservamos a unidade do Corpo de Cristo, a Igreja;
3 – Cremos em Sua Palavra, e conscientemente, com toda obediência aceitamos os Seus mandamentos em nossos corações.
Se você ainda não faz parte dessa Aliança, arrependa-se de seus pecados, e receba URGENTEMENTE o Jesus como Salvador Senhor de sua vida.

Que Deus te abençoe.



Material de apoio: A Bíblia Anotada; Wikipedia; Teu Ministério; IPB Vida Nova em Cristo. 

SDG – A DEUS TODA GLÓRIA!!!

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