O EXERCÍCIO PIEDOSO DA PATERNIDADE – PARTE 2

Por: Rev. Paulo Sergio da Silva
 

IPB de Vila Gerti, S.C.Sul / SP
Culto de Louvor 11.08.13


TEXTO BÁSICO

MARCOS 9:14-29

INTRODUÇÃO
Hoje é o Dia dos Pais, dia de festa, alegria e comemorações. Mas é um momento oportuno para refletirmos sobre o assunto: que tipo de pai temos sido? E que tipo de pais pretendemos ser?

Vivemos em um mundo falido e em processo avançado de autodestruição. Essa condição é gerada em lares e famílias que tem passado por um processo de troca de valores que foram implantados por Deus, desde o princípio da formação do lar. Obviamente os pais tem um papel preponderante nessa questão.

Que tipo de geração há de se esperar daqui a 10 ou 20 anos? Que futuro você está arquitetando para seus filhos? Que tipo de família e Igreja seremos no futuro?

EXPLICAÇÃO
A Bíblia nos mostra um pai anônimo, alguém de quem Deus não quis revelar o nome, procedência, família, etc., visto que Deus é o autor da Bíblia. Esse pai muito nos ensina através de sua atitude amorosa e responsável diante de um quadro muito triste e desesperador pelo qual seu filho passava. E quando um filho (a) está em crise, a família toda passa por essa crise JUNTOS.

Todos temos problemas, mas essa família vivia um problema muito difícil de resolver, humanamente falando sem solução. Como num filme de horror, imaginamos esse menino terrivelmente possuído por satanás, apavorando não somente a seu pai, mas a todos ali, deixando até os discípulos sem ação (vs.17-18,22a). Só havia um meio, uma pessoa que poderia resolver aquela situação dramática: O SENHOR JESUS CRISTO!

ARGUMENTAÇÃO
Como enfrentamos as crises nos nossos lares? E como reagimos diante dos problemas que nossos filhos enfrentam? O modo como agirmos definirá que tipo de pais nós somos. As atitudes desse homem diante de sua crise nos ensinam como agir diante das crises familiares. Que atitudes são essas?

No dia 05/05/13 – O EXERCÍCIO PIEDOSO DA PATERNIDADE (1) – falamos acerca desse texto destacando a necessidade de...

1 – LEVAR OS FILHOS A CRISTO
“Mestre, trouxe-Te meu filho...” (vs.17b)

1.1 - ORAÇÃO
1.1.1 – A realidade da batalha espiritual
1.1.2 – Cristo é a solução!
1.2 - VIDA ECLESIÁSTICA

2 – CUIDADO, ZELO
“Perguntou Jesus ao pai do menino: Há quanto tempo isso sucede? Desde a infância, respondeu.” (Vs.21).


Hoje daremos prosseguimento falando acerca de duas virtudes que nos são apresentadas e que nós, pais, devemos buscar desenvolver.

3 – PERSEVERANÇA COM HUMILDADE
“Ajuda-me na minha falta de fé” (Vs.24b)


Nosso personagem agora falou algo que demonstrou a sua falta de maturidade e conhecimento (vs.22b), e foi exortado pelo Senhor. Certamente por desconhecer a pessoa de Jesus, Quem Ele É, por simplicidade, falta de fé mesmo.

Como precisamos conhecer mais de Jesus, como precisamos amadurecer na fé, como precisamos medir nossas palavras. A boca fala do que vai no coração, e por nossas palavras seremos julgados. O que falamos pode edificar ou destruir, a vida e a morte estão no poder da língua.

De certo modo Ele questionou o poder e a autoridade de Jesus, algo tão comum no nosso contexto. Na maioria das vezes isso é algo muito particular, pois passamos por inúmeras crises e lutas interiores, na grande maioria das vezes essas crises são tão pessoais, que não manifestamos isso a ninguém. Assim como Asafe questionou a bondade e a justiça de Deus no Salmo 73, esse homem também questionou Jesus.

“...se Tu podes alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos.” Marcos 9:22b.

A repreensão de Jesus faz-nos pensar que a razão de não termos diversos problemas solucionados está em nossa falta de fé.

“Ao que lhe respondeu Jesus: Se podes! Tudo é possível ao que crê.” Marcos 9:23.

Deve ter sido duro para aquele pai ser exortado publicamente, e ainda vendo seu filhinho sofrer daquele jeito. Muitas vezes, quando Deus nos repreende, nos desanimamos por causa do nosso orgulho, arrogância, e auto piedade. Muitos desistem quando são repreendidos pelo Senhor. Basta vir alguma provação e já pensam em desistir. Se forem exortados verbalmente então, nem se fala... Mas na vida daquele homem foi diferente... Ele nos deu um maravilhoso exemplo de humildade e perseverança ao dizer, EM LÁGRIMAS, a Jesus:

“Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé!” Marcos 9:24b.

Era exatamente isso que ele tinha que fazer, e não ir embora dali revoltado com o Senhor; se ele assim fizesse, o maior prejudicado seria seu filho. Mas é isso que muitos pais fazem quando deixam a humildade e seguem o caminho do orgulho espiritual; é isso que muitos fazem quando são exortados pelo Senhor, sem se importar naquele momento com as inevitáveis conseqüências que o pecado traz.

Aquele pai reconheceu o seu pecado, não discutiu com o Senhor, não tentou se retratar ou se justificar, mas se humilhou. Ele poderia dizer: “Senhor, se eu não tivesse fé não estaria aqui, se eu não cresse não estaria cuidando do meu filhinho...” Não! Ele simplesmente disse: “Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé!”. Que humildade, que lição de perseverança! A humildade gera perseverança.

"Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança." Tiago 1:1-2.

Não sejamos orgulhosos (as), não sejamos arrogantes, não sejamos inconseqüentes... Vale muito mais a pena sermos humildes do que nos rebelarmos. Sejamos submissos, creiamos e supliquemos a bênção do Senhor em nossas vidas, em nossa Igreja, e em nossos lares. Façamos a coisa certa.

A sua humildade o levou a perseverar na busca da bênção de Deus para o seu filho. Ele não desanimou, não parou , não se retirou, mas perseverou, insistiu, continuou. O orgulho nos afasta de Deus e de Suas promessas, além de ser um péssimo exemplo em casa. Já a humildade nos aproxima de Deus, e é o exemplo a ser seguido por cada um de nós.

CONCLUSÃO

Existem muitos pais que não cuidam de seus filhos, não lhes dão a atenção devida, não lhes dão bom testemunho, como se diz na linguagem popular “não estão nem aí”. Alguns abandonam fisicamente seus filhos, outros estão presentes de corpo, mas são ausentes de coração. Diferentemente, este pai agiu de um modo coerente com a sua paternidade, amando seu filho e fazendo todo esforço possível para vê-lo liberto.

Todos temos problemas, mas não podemos fugir, abandonar e recuar. Para alcançar a bênção de nossos filhos, precisamos estar dispostos a ser transformados por Deus. Encaremos nossos problemas pessoais, assumamos nossa paternidade, assumamos nosso compromisso e lutemos. Lutemos sempre, mas desistir nunca!

Ao invés de reclamar, murmurar, vamos dar graças a Deus que sempre está conosco, mesmo em meio às provações e dificuldades. E tais situações são instrumentos dEle para nos aperfeiçoar e nos aproximar cada dia mais dele.

Os pais devem compreender os problemas de seus filhos e fazer de tudo para conduzi-los a Cristo, se possível levando-os à Igreja; mas acima de tudo espiritualmente orando e intercedendo por eles sempre, apresentando-os a Cristo.




SDG – A DEUS TODA GLÓRIA!!!

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