PARTICIPANDO CORRETAMENTE DA CEIA DO SENHOR


Por: Rev. Paulo Sergio da Silva
IPB de Vila Gerti, S.C.Sul / SP
Culto Vespertino 03.02.13


TEXTO BÁSICO

1 CORÍNTIOS 11:23-30

INTRODUÇÃO
O que e quais são os sacramentos?

- Ritos sagrados: o Batismo e a Santa Ceia. Ambos foram instituídos pelo próprio Senhor Jesus, e por seu significado e conteúdo, são canais de graça indispensáveis para se obter a vida eterna. Ele só podem ser administrados pelos Pastores que são Ministros do Evangelho, consagrados pela Igreja, representada no Presbitério. (Dic.Michaelis; CI IPB).
- Sinais visíveis de graças invisíveis.
- Representam duas partes distintas da Aliança de Deus conosco. Nas Escrituras, ALIANÇA é um contrato, um pacto, um ajuste que solenemente se realizava entre duas ou mais pessoas. (PEB).
- São santos sinais e selos do Pacto da Graça, imediatamente instituídos por Deus para representar Cristo e os Seus benefícios, e confirmar o nosso interesse nEle, bem como para fazer uma diferença visível entre os que pertencem à Igreja e o resto do mundo, e solenemente obrigá-los ao serviço de Deus em Cristo, segundo a Sua palavra. (CFW).

Hoje iremos refletir acerca do segundo Sacramento, a Santa Ceia.

“A Ceia do Senhor é um ato de culto que tem a forma de uma refeição cerimonial, na qual os servos de Cristo participam do pão e do fruto da videira, para comemorar a morte de Cristo e celebrar o novo relacionamento, segundo a Aliança, que eles desfrutam com Deus. (...) Todos os reformadores insistiram no fato de, na Mesa de Comunhão, darmos graças a Cristo pela obra da expiação acabada e aceita. Denunciaram a doutrina católica romana da ‘missa’, porquanto nela se dizia que o sacrifício da cruz é repetido, renovado, ou reapresentado de um modo que obscurecia a sua suficiência”. (BEG).

Os elementos tem caráter simbólico: o pão representa o corpo de Cristo, e o fruto da videira representa Seu Sangue.

Sabemos que o sacrifício de Cristo foi realizado uma única vez e é suficiente para cobrir os pecados do povo eleito de Deus.

A Santa Ceia, portanto é um dos Sacramentos instituídos pelo Senhor Jesus, é um santo sinal e um selo do Pacto da Graça, através do qual recebemos graça da parte de Deus. A sua prática é essencial para o crescimento na fé e indispensável para a obtenção da vida eterna. Participar da Santa Ceia é dever de todo aquele que verdadeiramente crê no Senhor Jesus, que se santifica e tem a esperança e a certeza da vida eterna. Só podem participar do segundo sacramento – a Santa Ceia – aqueles que já passaram pelo primeiro sacramento – o Batismo e Pública Profissão de Fé.

EXPLICAÇÃO
É importante notar que o texto lido é uma seção inteira, uma unidade de texto. As expressões “indignamente” (vs. 27) e “examine-se, pois, o homem a si mesmo” (vs. 28) podem ser ampliadas e aplicadas a muitas circunstâncias, mas devemos ter o cuidado de não separá-las de seu contexto. Seria compreender erradamente o vs.30, pensar que Deus rotineiramente castiga os crentes com a enfermidade e com a morte, se eles, apesar de suas falhas espirituais, participarem da Ceia. O problema em Corinto era muito específico e sério. A advertência do vs. 29 acerca de “discernir o corpo” refere-se a essa falha em manter a unidade da Igreja como Corpo de Cristo. Alguns coríntios estavam celebrando a Ceia de um modo que destruía a unidade que ela representa. Por isso, Deus tinha imposto um julgamento contra aquela comunidade. (BEG).

ARGUMENTAÇÃO
No texto lido encontramos vários ensinamentos quanto ao significado da Santa Ceia na vida da igreja, e requisitos necessários para sua prática correta diante de Deus. O apóstolo Paulo relata aqui o momento em que o Senhor Jesus instituiu este ato sagrado.

Diante do Senhor, que é o Deus Santo e Todo-Poderoso, um Deus que é fogo consumidor, necessitamos realizar tal ato com todo temor e tremor. O que é necessário para a uma correta participação da Santa Ceia?

1 – FAZER PARTE DA NOVA ALIANÇA (25)
Jesus referiu-se a uma Nova Aliança, “a Nova Aliança no Meu Sangue”, disse Jesus.

Fazer parte dessa Nova Aliança é ser salvo, lavado, remido, comprado e justificado pelo precioso Sangue de Jesus. Dessa Nova Aliança participam todos aqueles que Deus escolheu para a vida eterna. Para fazer parte dessa Aliança é necessário CRER de fato em Jesus, se entregando totalmente a Ele em arrependimento pelos pecados, e recebendo-O como o seu único Senhor e Salvador pessoal. Trata-se de uma conversão sincera e verdadeira.

1.1 UMA NOVA ALIANÇA
Essa Aliança é chamada de NOVA porque no Antigo Testamento, antes da vinda de Jesus, havia a ANTIGA Aliança de Deus com o Seu povo, através da Lei que o Senhor Deus havia dado ao Seu povo. Jesus não anulou a Lei, antes Ele a cumpriu perfeitamente e em Seu sangue instituiu uma Nova Aliança, não constituída das antigas leis, mas promulgada em amor, justiça, graça, verdade e santidade. Os ritos e cerimoniais da Antiga Aliança foram substituídos pelo sacrifício perfeito que o nosso Senhor realizou na Cruz, mas foram preservados os ensinos, preceitos éticos e morais da Lei, os mandamentos e as ordenanças de Deus. Essa Lei é imutável, eterna, e por ela todo nós prestaremos contas a Deus.

1.2 – NO SANGUE DE JESUS
“No Meu sangue” disse Jesus, demonstrando os efeitos da expiação na vida daqueles que nEle creem. Você sabe o que significa “expiação”?

“A palavra ‘expiação’ é freqüentemente usada no Antigo Testamento em conexão com os sacrifícios típicos da lei e o fazer expiação pelo pecado (Levítico 1:4, 4:20, 26, 31, 35; 5:6, 10, 13, 16, 18; 16:6, 10, 11,16-18, 27, 30, 32-34; 17:11). O significado básico da palavra é ‘cobrir’.
 
- Como o piche com o qual a arca foi coberta, cobriu Noé e sua família do dilúvio da ira de Deus, assim o Sangue de Cristo cobre os eleitos de Deus.
- Como o sangue do ordeiro pascal, aspergido sobre o propiciatório cobria o transgressor da Lei de Deus, assim o Sangue de Cristo cobre e apaga os nossos pecados.

- Como o sangue sobre as portas de Israel fez com que o Senhor Deus, vendo o sangue, passasse de lado e poupasse os Israelitas, quando o julgamento veio sobre o Egito, assim o sangue de Cristo faz com que o Senhor Deus poupe os pecadores escolhidos e redimidos no dia da Sua ira e julgamento, o Dia do Juízo Final.

Cristo, por Seu sacrifício (o antítipo destes) é uma cobertura para o Seu povo das maldições da Lei que temos quebrado, da ira de Deus que merecemos, e da justiça vingativa do santo Senhor Deus à qual os nossos pecados nos expõem.” (Don Fortner, Monergismo.com).

2 – SUBMISSÃO AO SENHOR JESUS
Para participarmos corretamente da Santa Ceia, devemos fazê-lo em reverência e santo temor. Esses são sinais daqueles que amam, horam e obedecem ao Senhor, ou seja, que de fato tem uma Aliança com Ele.

2.1 – EM MEMÓRIA DE CRISTO (24-25)
O Senhor repetiu por duas vezes a frase “em memória de mim”. O que quer dizer isso? Significa lembrar sempre, através da Santa Ceia, e no momento de nossa participação, que a nossa salvação provém de Seu Sangue, Seu sacrifício, Seu esforço, Sua devoção, humildade, obediência e determinação em cumprir a vontade do Pai celestial, pagando assim o preço dos nossos pecados. Devemos praticar esse ato sagrado não somente porque Ele mandou, forçosamente, mas por fé, amor e gratidão à Ele, que Se sacrificou morrendo em nosso lugar na rude Cruz. Devemos obedecer à Sua ordem com gratidão e louvor.

Jamais vimos Jesus face a face, mas nossos corações aspiram pelo dia em que O veremos e estaremos para sempre com Ele. Pela fé podemos pensar em Jesus e dizer que sentimos saudades dEle, e que o nosso maior desejo é estar com Ele.

Aqueles, portanto, que não participam da Santa Ceia, estão pecando por incredulidade, desobediência e desprezo à Aliança que Deus fez com Sua Igreja, e que oferece a todos. Porém, somente os que verdadeiramente crêem percebem a grandiosidade dessa Aliança firmada no Sangue do Senhor Jesus, o Cordeiro de Deus, entregando seus corações a Ele.

2.2 – OBSERVAR SUAS INSTRUÇÕES (26-28)
O Senhor em Sua infinita graça nos instrui naquilo que é essencial para uma correta participação na Santa Ceia. Os vs. 26-28 nos trazem alguns requisitos.

Vs. 26a – “Anunciais a morte do Senhor”. Ao celebrarmos a Santa Ceia estamos evangelizando os que ainda não fazem parte da Aliança de Deus. Ao verem o testemunho dos crentes, são evangelizados. Através da prática desse Sacramento, o nome do Senhor é anunciado. O contrário disso é a negação de Sua obra, portanto, pecam todos aqueles que não fazem parte de sua Aliança, e que não participam da Santa Ceia.

Vs. 26b – “Até que Ele venha”. A Santa Ceia deve ser realizada com freqüência até o Seu retorno. Um dia o Senhor Jesus virá buscar a Sua Igreja, o povo que Ele comprou com o Seu próprio Sangue. Ao celebrarmos a Ceia do Senhor estamos dizendo ao mundo que Jesus Cristo está vivo, venceu a morte, ressuscitou, subiu aos Céus de onde um dia virá, julgará a o mundo com justiça e os povos com equidade. E naquele glorioso dia celebraremos a Santa Ceia juntos com Ele:
“Pois vos digo que, de agora em diante, não mais beberei do fruto da videira, até que venha o Reino de Deus.” Lucas 22:18.

Vs. 27 – Participar dignamente. O sentido deste versículo não é a perfeição, mas fica claro que não se pode participar despreparado. Indignamente aqui significa o pecado não confessado (ABA). É necessário reflexão e mudança de algumas atitudes para não correr-se o risco de pecar tomando a Santa Ceia indignamente. Há pessoas que preferem não ir à Igreja no terceiro domingo para não participar, ou se expor. Outros comparecem, mas recusam o pão e o cálice que lhes é oferecido na ministração. Será que isso é correto perante Deus? Certamente não, pois supõe-se que todos que são membros professos participem, que todo pecado já foi confessado e abandonado. O correto é que cada um se acerte com Deus e participe da Santa Ceia. A não ser que tenha sido cometido algum pecado que ainda não foi confessado e abandonado, e a pessoa pode estar vivendo numa condição de pecado perante Deus, da qual não está conseguindo sair. Nesse caso é necessário procurar o pastor para uma conversa franca, um aconselhamento pastoral, ajuda espiritual, e se necessário for até a disciplina que traz a correção. Havendo temor de Deus qualquer situação será consertada, haverá cura da alma, da vida, e transformação. Do contrário deixa-se de ser alvo da graça e passa-se a ser RÉU!

Vs. 28 – Examine-se e participe. Deus quer que todos participem da Santa Ceia CORRETAMENTE! A ordem é clara: “examine-se o homem a si mesmo e assim coma do pão e beba do cálice”. Todos devem fazer essa autoanálise; em especial no momento de uma cerimônia tão santa e espiritual. Esse ato é necessário para que, com toda reverência e sinceridade, tomemos as medidas exigidas pela Palavra do Senhor para que sejamos alcançados por Sua benção e jamais sejamos amaldiçoados, nos tornando RÉUS do Corpo e do Sangue do Senhor (vs.27).

Pergunto: quem se arrisca a ser lançado no inferno de fogo é um convertido (a)? MISERICÓRDIA!!! Só Deus pode julgar, mas a Bíblia nos diz no final dos tempos o amor se esfriará de quase todos, que a árvore é conhecida por seus frutos, e que satanás é o enganador das nações veio para matar, roubar e destruir. Mas quem perseverar até o fim é que será salvo. O que temos visto é uma grande quantidade de pessoas que estão fora da Igreja, fora da comunhão. Muitos certamente estão assim porque não se examinavam, tomavam a Santa Ceia de qualquer jeito, em pecado, sem arrependimento, sem conserto. Um abismo foi-se abrindo e aumentando cada vez mais a distância entre tal pessoa e Deus.

Deus é amor, mas Ele também é justiça, e diz: “aos que me honram, honrarei, porém os que me desprezam serão desmerecidos.” 1 Samuel 2:30b.

BÊNÇÃO OU MALDIÇÃO?
Tomar a Santa Ceia sem ser convertido não traz benefício algum, pelo contrário, “quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si.” (vs.29).

Num contexto de tantos símbolos, como é no nosso país, pode parecer para os desinformados que tomar a Santa Ceia é sinal de grandeza. Pelo contrário, é nosso atestado de dependência total do Senhor, pois reconhecemos na Santa Ceia que dependemos inteiramente dEle, e que sem Ele não temos salvação.

Para tomar a Santa Ceia corretamente, é necessário ser verdadeiramente convertido, e ter passado pelo Batismo e Profissão de Fé. É um ato de extrema loucura e insensatez tomar a Santa Ceia indevidamente, isto é, sem conversão, sem Aliança com Deus, sem ser lavado pelo Sangue de Jesus.

A Igreja de Corinto era uma Igreja doente e fraca, porque havia muitos que tomavam a Ceia do Senhor indevidamente. Paulo chega a afirmar que iria entregar tais pessoas a satanás. Note como isso pode enfraquecer uma Igreja.

- Individualmente, vs.29 “juízo para si”; ou seja, Deus mesmo se encarrega de tratar com aquele que toma a Santa Ceia indevidamente.

- Coletivamente, vs.30 “fracos e doentes”; “não pouco que dormem”. Agora a Palavra nos fala de uma punição que ocorreu coletivamente na vida daquela Igreja.

Por que Deus nos expõe a tamanho risco? Por que a Santa Ceia é algo tão terrível? Deus quer que o nosso Pacto seja renovado com Ele sempre, e a Santa Ceia, de algum modo nos “força” a isso, pois nesse momento reafirmamos pela fé a nossa confiança, submissão, e temor a Deus.

3 – PRESERVAR A UNIDADE DO CORPO DE CRISTO (29)
O que é “discernir o corpo”? É observar a unidade da Igreja, que é o Corpo de Cristo. Aqui vemos que a unidade é essencial para a correta prática da Santa Ceia.

3.1 - “Discernir o corpo” é fazer parte deste corpo, ou seja, somente podem participar da Santa Ceia aqueles que são convertidos, que já foram batizados, e que já fizeram a sua pública Profissão de Fé. Quem ainda não passou por tudo isso ainda não faz parte do Corpo de Cristo, que é a Igreja, e, portanto não pode participar da Santa Ceia. Por isso que aqueles que estão disciplinados não podem também participar do Sacramento, até que sejam restaurados à comunhão do Corpo de Cristo.

3.2 - “Discernir o corpo” é prezar, honrar, esforçar-se pela unidade da igreja, que é o corpo de Cristo. Não pode haver divisões, “rachas”, fofocas, maledicências, irmãos lutando contra irmãos, desprezando e abrigando mágoas nos corações, rancor, ódio uns pelos outros. A unidade é essencial para o crescimento espiritual (e numérico) da igreja. Ela também é essencial para que haja benção individual, pois tomar a Santa Ceia com mágoa no coração é pecado e pode levar a um endurecimento espiritual ainda maior, que poderá até culminar com o afastamento daquele que assim procede. Como este é um assunto de foro íntimo, cabe a cada um fazer a sua parte.

3.3 - “Discernir o corpo” é viver em amor. Somente no amor de Deus seremos capazes de manter-nos unidos. O amor de Deus traz-nos o perdão, a reconciliação, e nos capacita a amarmos a todos os nossos irmãos e irmãs. O amor de Deus em nós é como água no deserto que mata a nossa sede, é como alimento que sacia a fome da nossa alma, é como bálsamo que cura as nossas feridas, e os nossos relacionamentos.

Essa unidade deve começar em nossos lares. Não podemos ser uma coisa na Igreja e outra coisa totalmente diferente em casa. Se amamos aqui devemos amar lá também; se somos crentes aqui, precisamos viver o Evangelho em casa também!

CONCLUSÃO
“A Ceia do Senhor tem uma referência passada à morte de Jesus, tem uma referência presente à nossa participação corporativa em Cristo, mediante a fé. E tem uma referência futura pelo fato de ser uma garantia da segunda vinda. Encoraja o fiel em sua caminhada diária e em sua expectação. Esse serviço de culto, no qual os cristãos recordam o sofrimento que Cristo suportou por eles, é uma marca distintiva da religião cristã por todo o mundo”.  (BEG).

A participação da Santa Ceia sem esse entendimento resulta no que Paulo já havia constatado na igreja de Corinto: muitos que dormiam um tipo de sono espiritual (vs. 30). Essa palavra pode ser entendida como uma representação da frieza e do endurecimento do coração, daqueles que já foram salvos e batizados, mas que passaram a viver uma vida cristã oca, vazia, triste, que perdeu o seu brilho e o seu significado. E é exatamente o que acontece quando as pessoas participam da Santa Ceia do Senhor sem observar estes princípios elementares da Sua Palavra, pois conforme o vs. 29, “quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si.”

Mas, o alerta de Deus pode ser entendido como algo muito mais severo: um alerta aos coríntios acerca do juízo de Deus que poderia trazer a eles a fraqueza, a doença e até a morte, caso perseverassem em participar da Santa Ceia sem observar essas sagradas orientações. Por isso cada um deve se examinar antes de participar desse ato sagrado.

Que cada um participe com toda sua fé e boa consciência diante de Deus.

 

Material de apoio:
ABA - A Bíblia Anotada
BEG - Bíblia de Estudo de Genebra
PEB - Pequena Enciclopédia Bíblica.


SOLI DEO GLORIA!!!

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