FILOSOFIA DE MINISTÉRIO E MENTOREAMENTO


“O que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel.” 1 Coríntios 4:2.

Esta é uma breve explanação do que compõe a base de minha visão e prática pastoral.

Fidelidade – 1 Co 4:2; 1 Ts 2:1. Minha filosofia ministerial é embasada na fidelidade (a Deus, à família e à Igreja), pois o Pastor fiel é útil a Deus e abençoado por Ele. Assim, o Pastor pode exercer seu Ministério com alegria, temor e tremor diante daquEle que sonda mentes e corações. A fidelidade é como a coluna vertebral das relações familiares e eclesiásticas. Devemos ser fiéis a Deus acima de tudo, obviamente fiéis à Sua Palavra. Mas essa fidelidade se manifesta objetivamente na comunhão fraternal – família, Igreja e sociedade.

Pregação, ensino e discipulado – Mt 28:19-20; At 5:42. Ressalto a grande no ensino das doutrinas reformadas, vivendo-as e ensinando-as. Enfatizo algumas áreas em meu ministério: liderança, família, louvor, jovens e adolescentes. Um dos alvos do meu Ministério é o discipulado, começando por três áreas fundamentais da Igreja: casais, líderes e grupo de louvor. Procuro trazer o conteúdo teológico doutrinário em uma linguagem simples a todos os níveis de conhecimento e formação cultural, de modo que o mesmo não se torne intangível ou extremamente cansativo, mas acessível e prático.

Crescimento da Igreja. “Os campos estão brancos” (Jo 4:35). Deus É Quem concede à Igreja a graça do crescimento tanto espiritual, quanto numérico e financeiro. Porém, precisamos nos engajar em evangelização e missões, nos colocando à disposição daquEle que pergunta: “Quem há de ir por Nós?” (Is 6:8). Para que isso ocorra e permaneça, é necessário o desenvolvimento e manutenção de algumas ações fundamentais e estratégicas na vida eclesiástica: oração, discipulado, comunhão, louvor, e reuniões nos lares (At 2:46; 5:42). Os grupos familiares de crescimento tem sido cada vez mais utilizados em Igrejas Presbiterianas do Brasil, como uma estratégia de fomentar a comunhão, o ensino a oração e a evangelização. Periodicamente devemos programar cursos rápidos de evangelização, preparando o rebanho para a ceifa. Cultos evangelísticos também são ferramentas fundamentais na busca dos perdidos para o Reino de Cristo.

Família – Sl 127-128. O fortalecimento das famílias é essencial para a saúde da Igreja. Uma das estratégias para esse fortalecimento é o discipulado de casais, através de RCCs – Reuniões de Casais com Cristo (mensais, bimensais ou trimestrais), e ECCs – Encontros de Casais com Cristo (anuais ou semestrais).

Pastoreio e aconselhamento – Atos 20:18-24. O Pastor de almas deve estar sempre pronto para ajudar as pessoas, especialmente os da fé, prioritariamente seu próprio rebanho. A vida do Pastor tem que ser uma vida de amor que se manifesta em dedicação, trabalho, esforço, compromisso, zelo e humildade. Assim o Pastor de almas pode ser usado por Deus na vida dos que a Deus se submetem, em visitações ao rebanho, e estando sempre disponível para o atendimento pastoral na Igreja, em horários pré-estabelecidos, e 24 horas por dia onde se fizer necessário. Me esforço para estar sempre presente na Igreja nos dias e períodos estabelecidos, à disposição da Igreja para aconselhamentos. Esse é um tempo precioso também para a oração e estudo da Palavra de Deus e preparo de mensagens. Procuro fazer visitar pelos menos duas vezes por semana, a tarde ou a noite, e nesse aspecto tenho sido muito privilegiado pelo fato de ser acompanhado de minha esposa na maioria das vezes. As visitas são programadas de acordo com a necessidade do rebanho, priorizando os enfermos e idosos, momento em que levo a Santa Ceia para os que estão impossibilitados de ir aos Cultos. Os enfraquecidos e desviados têm uma atenção especial, com diligência e sabedoria. Procuro sempre visitar todos os demais membros da Igreja, iniciando pelos oficiais.

Preparo e reciclagem – 1 Tm 4:16. O Pastor não pode jamais parar de estudar, e buscar o crescimento interior através da renovação do conhecimento e aprofundamento na Palavra de Deus. A superficialidade pode influenciar negativamente as pregações e mensagens, ocasionando o despreparo de muitos para o enfrentamento das falsas doutrinas e do secularismo atual. Cabe ao Pastor conduzir o rebanho de Cristo aos “pastos verdejantes e às águas tranquilas”, sendo ele também ensinável, estudando, reciclando-se, lendo, aprendendo e sendo modelado por Deus, aprimorando-se sempre.

Fé Reformada – 2 Tm 4:1-5. Todo Ministro Presbiteriano deve viver e anunciar a fé reformada, não só como tradição doutrinária, mas como estilo de vida, e a interpretação correta das Sagradas Letras. Esse é um tempo de obscuridade doutrinária, onde a fé bíblica tem sido abandonada por muitos, e muitas Igrejas estão perdendo o bem mais precioso que nossos pais nos legaram, seguindo ventos de doutrinas contrárias aos princípios básicos e elementares da fé. Meu desejo é, enquanto viver nesse mundo, anunciar, ensinar e viver os princípios de fé Reforma Protestante, de modo autêntico, claro, prático, atraente, piedoso e impactante na vida do povo de Deus.

Oração – Jr 33:3; Lc 6:12; At 2:42; 1 Ts 5:17. Tudo isso perde seu valor se não for regado por oração e jejum. O Pastor deve ser modelo, exemplo e padrão de conduta espiritual, não somente ensinando estes princípios, mas vivendo-os dia após dia na dependência da graça de Deus. Anseio ser o condutor do rebanho de Cristo às mansas águas que refrigeram a alma.

Mentoreamento

“É notório que o homem jamais chega ao puro conhecimento de si mesmo, até que haja antes contemplado a face de Deus, e da visão dEle, desça a examinar a si próprio.”

“Unicamente aquele que recebeu o verdadeiro conhecimento de Deus, por meio da Palavra do Evangelho, pode chegar a ter comunhão com Cristo.”

“Jamais alguém poderá conhecê-Lo devidamente, se não aprender ao mesmo tempo, a santificação do Espírito Santo. A fé consiste no conhecimento de Cristo, e Cristo não pode ser conhecido senão por meio da santificação do Seu Espírito. O conhecimento de Deus é a genuína vida da alma.”

João Calvino (1509-1564)

“Todo aquele que ler estas explanações, quando tiver certeza do que afirmo, caminhe lado a lado comigo; quando duvidar como eu, investigue comigo; quando reconhecer que foi seu o erro, venha ter comigo; se o erro for meu, chame minha atenção. Assim haveremos de palmilhar juntos o Caminho da caridade em direção àquEle de Quem está dito: Buscai sempre a Sua face.”

“Se você crê somente no que gosta do Evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê, mas sim em si mesmo.”

Agostinho de Hipona (354 – 430)

SOLI DEO GLORIA!!!

Por: Pr. Paulo Sergio Visotcky da Silva
EBD IPB de Americanópolis, 31/07/16.
SDG!!!

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