NOSSA CONFISSÃO DE FÉ


“Portanto, todo aquele que Me confessar diante dos homens, também Eu o confessarei diante de Meu Pai, que está nos Céus; mas aquele que Me negar diante dos homens, também Eu o negarei diante de Meu Pai, que está nos Céus.” Mateus 10:32-33.

O dia da nossa Confissão de Fé é marcante. Sempre nos recordamos daquele maravilhoso dia em que fomos à frente da Igreja reunida na presença do Senhor, e confessamos diante de Deus, dos homens, dos anjos e até dos demônios, que somos de Deus, que amamos a Deus acima de todas as coisas, que Ele É o nosso Senhor, que cremos totalmente em Sua Palavra revelada a nós, e que prometemos servi-Lo e honra-Lo por toda a nossa existência.

Esse momento é de suma importância na vida cristã, e todos que amam e temem ao Senhor valorizam ao máximo esse cerimonial, pois é um culto que ficará para sempre na nossa história como um marco da Aliança de Deus conosco. Porém, a nossa Confissão de Fé não termina aí, mas deve transcender as paredes do templo e invadir todos os âmbitos da nossa existência. Devemos continuar confessando o Senhorio de Cristo em nossa casa, no trabalho, na rua, na escola, etc. Assim também devemos confessar que Ele é o nosso Senhor não só através de nossas palavras, mas também nas nossas atitudes, decisões, prioridades e até em nossos pensamentos (Mt 5:28).

CONFESSAR DE CORAÇÃO
A nossa Confissão de Fé só tem algum valor se for feita de coração. De nada vale dizermos que Ele É o nosso Senhor e não vivermos submissos a Ele. Infelizmente esse é o tipo de espiritualidade adotado por muitos que se dizem cristãos, crentes, evangélicos, etc., mas ignoram os preceitos de Deus. Desde os primórdios da história do povo de Deus, somos exortados a que O confessemos não só de palavras, exteriormente, mas de coração – Is 1:4,6,11-20; 29:13. Os Evangelhos também tratam dessa questão, especialmente Jesus repudiou a falsa confissão – Mt 26:27; Jo 8:44.

A nossa Confissão de Fé nos conduz a passos essenciais da vida cristã, e sem confessar a fé em Jesus não é possível seguir esses passos.

1 – COMPROMISSO

A nossa Confissão de Fé realça e reafirma nosso compromisso com Deus. É sobre isso que trata Rm 7:4-6, onde está escrito:

“Assim, meus irmãos, também vós morrestes relativamente à Lei, por meio do Corpo de Cristo, para pertencerdes a Outro, a saber, aquEle que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que frutifiquemos para Deus. Porque, quando vivíamos segundo a carne, as paixões pecaminosas postas em realce pela Lei operavam em nossos membros, a fim de frutificarem para a morte. Agora, porém, libertados da Lei, estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, de modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra.”

Todas as vezes que praticamos nossa Confissão de Fé, deixamos claro, para nós mesmos e também para os que nos cercam, que nossa vida mudou, que no passado éramos de um jeito e hoje somos diferentes, fomos transformados, fomos libertos. E não servimos a Deus por causa de meras formalidades, mas porque pertencemos àquEle que ressuscitou dentre os mortos: JESUS.

2 – FRUTIFICAÇÃO

É grande o número de crentes acomodados, que não produzem fruto, e isso tem a ver com a ausência da Confissão de Fé. Rm 7:4-6 fala de um tempo em que frutificamos para a morte, ou seja, produzíamos pecado em cima de pecado, vivendo uma vida dissoluta, sem Deus. Agora somos chamados para frutificarmos para Deus. Somete confessando nossa fé a de modo verbal e prático é que conseguimos frutificar para Deus. Lembre-se que aquele que não frutificar será cortado e lançado no fogo – Jo 15:1-6.

O que é frutificar? Seria ir para o Seminário? Ser Pastor ou Missionário? Sim e não. Sim, porque que foi chamado por Deus deve frutificar nessa área. Não, porque não precisa ser Pastor ou Missionário para frutificar. Frutificar é aqui e agora, desde já.

Vejamos alguns frutos que todo crente produz:
- Ir à Igreja e participar dos trabalhos realizados na Casa de Deus;
- Ter uma vida de leitura da Bíblia e oração;
- Honrar ao pais;
- Amar aos irmãos, e até aos inimigos;
- Dizimar e ofertar;
- Falar de Cristo, divulgar sua Igreja;
- Etc., etc., etc.

Tudo que foi dito são modos práticos de confessarmos nossa fé, não só de palavras, mas de coração, praticando, vivendo.

3 – EVANGELISMO

Confessar a fé é evangelizar, a obra fundamental da Igreja na Terra. A nossa Confissão de Fé tem a ver essencialmente com evangelismo, e sempre nos conduz a essa prática. Quem não confessa a sua fé não evangeliza, mas quem evangeliza confessa a sua fé. Evangelizar é amar ao próximo e quando confessamos nossa fé nos diversos ambientes em que estamos, vamos tornando pública a nossa vida com Deus. Isso trará novas oportunidades, abrirá portas e nos fornecerá meios de praticarmos o amor ao próximo da maneira mais objetiva e real que possa ser: agindo para livra-los do inferno. E isso começa com nossas palavras e ações.

Que tipo de amigos somos? Como somos amigos se não alertamos as pessoas do inferno de fogo para o qual eles estão indo? Como podemos ser boas pessoas se falamos da salvação que Cristo oferece a todo aquele que nEle crer? Como podemos ser “boa gente” se não nos importamos que eles passarão a eternidade no sofrimento, onde há chamas, trevas, e ranger de dentes?

CRENTES TÍMIDOS
Um dos argumentos mais utilizados para não falar de Deus às pessoas é a timidez. Isso é comum, mas o grande problema é quando isso é sinal de vergonha de Deus, vergonha de Jesus, vergonha de ser crente. Ora, quem se envergonha da Palavra de Deus não confessará ser Seu discípulo.

“Porque qualquer que, nesta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de Mim e das Minhas Palavras, também o Filho do Homem Se envergonhará dele, quando vier na glória de Seu Pai com os santos anjos.” Marcos 8:38.

A nossa Confissão de Fé nos afasta desse mal, dessa cilada, e nos leva a a obter vitórias espirituais. Os que não confessam a fé em Jesus são derrotados, por isso não evangelizam, não produzem fruto, não amam verdadeiramente, e não crescem na fé. São sempre meninos, e se são de fato convertidos, só Deus sabe (1 Co 3:1-2; Ef 4:14; Hb 5:12).

A FILHA QUE TINHA VERGONHA DA MÃE
Ouvi uma história que me deixou perplexo. A mãe vai levar a filha na escola, e quando o carro se aproxima do portão, a filha diz: “Mãe, pare aqui ou um pouco mais à frente, por favor.” A mãe pergunta por que, e a resposta da filha foi: “É que eu não quero que meus amigos me vejam com a senhora.” Que coisa mais triste para a mãe saber que a própria filha sentia vergonha dela. Ela que a gerou, amamentou, criou, etc. Agora dizem que isso é comum hoje em dia, e eu temo que até entre crentes isso aconteça. Outros poderão dizer que é uma questão de personalidade, fase, coisa da adolescência, que há filhos mais dados aos pais, enquanto outros são mais fechados, tímidos, vergonhosos, etc. O papel dos pais é ensinar e educar os filhos. Será que os pais têm ensinado que o nosso Deus transforma o caráter e a personalidade de Seus filhos? Na história acima, tratava-se de uma família não crente, mas quando todos são da Igreja, frequentam a EBD e os Cultos de Louvor, enfim, quando é uma casa que professa a fé em Jesus, as coisas tem que ser diferentes. No entanto, ainda que haja filhos que tenham essa dificuldade, certamente os pais continuarão amando-os, ainda que sofram e chorem por tamanha prova de desamor e ingratidão. Os pais amam assim mesmo, esperando que os filhos mudem.

Creio que o mesmo ocorre com respeito ao nosso Deus. Guardadas as devidas proporções, a Bíblia nos revela que Ele é um Deus que tem sentimentos: amor, compaixão, alegria. Deus Se alegra, Se entristece, Se ira e Se regozija. Ainda que algum de Seus filhos seja fraco ao ponto de envergonhar-se dEle, Ele Se entristecerá, mas amará e tratará com esse filho problema, até que ele se arrependa de seu pecado e mude de atitude. Quando isso acontecer, pode-se dizer que houve crescimento espiritual.

E se houver perseguições, lembremos de Mt 5:11-12 onde Jesus declara que ser perseguido (isolado, etc.) por causa dEle, é para nós motivo de honra:

"Bem-aventurados sois quando, por Minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos Céus; pois assim perseguiram aos Profetas que viveram antes de vós."

Ter vida social não é negar a Cristo, é necessário saber relacionar-se com as pessoas da maneira correta, respeitando certos limites, sem contudo negar sua fé, mas confessando o Senhorio de Cristo sempre que houver oportunidade, e até sem palavras.

4 – CRESCIMENTO

A nossa Confissão de Fé nos conduz ao crescimento espiritual. Essa é a vontade de Deus para nós. Ele É misericordioso, entende nossas fraquezas e nos ama com amor incondicional. Mas se faz necessário que tomamos atitudes que confirmem Seu Senhorio em nossas vidas. Isso é crescimento espiritual.
 
Para isso é necessário que o ciclo da fé se complete: ouvir, entender, viver e confessar. Sem ouvir a Palavra não há crescimento. Ouvir e não entender também não adianta nada. Mas quando se ouve, entende e se confessa a fé em Jesus, então o ciclo se completa e há crescimento. Ressalto que confessar a fé não é algo apenas vocal, teórico e cerimonial, mas muito mais prático e cotidiano.

CONCLUSÃO

Confiemos sempre no amor e na graça de Deus. Mas O amemos também, nos alegremos nEle, tenhamos orgulho de ser filhos dEle, sintamos prazer em falar dEle e dizer a todos que somos Seus filhos.

Por: Rev. Paulo Sergio da Silva
IPB de Vila Gerti, S.C.Sul / SP
EBD 19/01/14.


SDG – A DEUS TODA GLÓRIA!!!

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