NAMORO, CASAMENTO E SEXO

Por: Tim Challies

"Há três coisas que são maravilhosas demais para mim, sim, há quatro que não entendo: o caminho da águia no céu, o caminho da cobra na penha, o caminho do navio no meio do mar e o caminho do homem com uma donzela." Provérbios 30:18-19.

Ontem à noite, minha esposa e eu nos sentamos e fizemos uma contagem aproximada do número de casais que conhecemos e passaram pelo namoro e noivado. É um bom número de amigos, familiares e membros da nossa Igreja. Então pensamos em quantos deles mantiveram limites físicos saudáveis e que glorificam a Deus e quantos deles confessaram que não o fizeram. De repente, o número estava longe de ser bom. Essa é uma daquelas áreas onde os cristãos contemporâneos frequentemente agem de forma pobre e é exatamente o motivo de estar surgindo muitos livros recentes sobre namoro, cortejos, pureza e tudo o mais. Os cristãos estão fracassando e buscando desesperadamente um caminho melhor.

Já faz algum tempo que li um livro sobre namoro e relacionamentos, provavelmente por ter sido naquela época que o assunto me pareceu urgente. Mas recentemente um pastor local me falou que ao pastorear jovens adultos em busca de casamento, ele foi ajudado pelo livro “Sex, Dating, and Relationships: A Fresh Approach” (Sexo, Namoro e Relacionamentos: Uma Nova Abordagem), de Gerald Hiestand e Jay Thomas. Decidi verificar e alegro-me por isso.

Hiestand e Thomas chamam a sua abordagem sobre relacionamentos de “uma nova abordagem”, e essa é uma forma correta de descrevê-la. Eles não dão adeus ao namoro e não defendem um retorno aos cortejos de anos atrás. Em vez disso, eles encorajam os cristãos a “sair juntos, como amigos”. Nessa pequena expressão “sair juntos” é a atividade, e “como amigos” é a categoria de relacionamento. Vocês não são namorado e namorada, mas amigos, e vocês passam algum tempo juntos passeando como amigos, com o propósito de ver se há interesse mútuo e compatibilidade. O romance e o namoro (abraços, beijos, elogios e palavras de amor e carinho) podem aguardar; por ora, trata-se simplesmente de “dois amigos saindo para se conhecer com vista para o casamento”. (Nem é necessário dizer que beijos e carícias que denotam as chamadas “preliminares”, e a própria atividade sexual, também devem ser aguardados para depois do casamento).

Pense em sair juntos como amigos como um precursor de uma proposta de casamento, sem todas as conotações românticas e sexuais que com muita frequência acompanham certos tipos de relacionamentos e namoros no mundo. Um casal sai juntos como amigos, a despeito de sua atração um pelo outro, e não fingem que existe algo mais do que o que o relacionamento garante. Eles conscientemente se abstêm de abertamente românticas, que propiciem atividades sexuais, e não ficam ingenuamente otimistas sobre o nível de comprometimento de sua amizade. Dessa forma, o objetivo principal de sair juntos como amigos é explorar a viabilidade do casamento, enquanto preservando as diretrizes da pureza sexual e romântica requeridas pelo relacionamento com o próximo, dentro do âmbito cristão.

Integral para o argumento é um entendimento de como a Bíblia guia e restringe a atividade sexual. Deus nos dá limites sexuais claros para guiar os relacionamentos maritais (sexo é exigido), os relacionamentos com o próximo (sexo é proibido), e os relacionamentos familiares (sexo é proibido). Os casais que saem juntos devem entender que até que se casem, o seu relacionamento para com a pessoa que eles estão buscando é um relacionamento com um próximo, no qual qualquer atividade sexual ou mesmo o despertar do desejo sexual é inapropriado. O que está claramente ausente da Bíblia é uma categoria que esteja entre próximo e cônjuge. Todavia, é daqui que emerge grande parte da nossa confusão sobre relacionamentos mais íntimos entre namorados, uma categoria inventada que é mais do que a primeira (próximo), mas menos do que a última (cônjuge), e sem quaisquer diretrizes bíblicas claras.

Ainda mais fundamental, é que os cristãos entendam que o relacionamento marital, e o sexo dentro do casamento, foram dados por Deus para o propósito específico de servir “como um testemunho vivo da unidade espiritual entre Cristo e a Igreja”. Quando casamos de forma errada, e quando tiramos o sexo e a atividade sexual do casamento, servimos como uma falsa imagem da própria coisa que estamos destinados a representar. “Tendemos a crer que os mandamentos de Deus nos foram dados meramente por nossa causa. Mas isso não é verdade. Como aqueles que foram criados à imagem de Deus, nossa própria natureza como portadores dessa imagem, explica as razões por detrás dos mandamentos de Deus. Não somente o sexo é uma imagem divinamente apontada do Evangelho, mas o próprio homem é também uma imagem de Deus; somos ilustrações ambulantes.” Desta forma, é necessário preservar a santidade e a pureza dessa poderosa imagem do Evangelho.

Num tempo onde há tanta confusão sobre sexo, namoro e relacionamentos, estes são conselhos úteis e oportunos. Busque a clareza para a natureza dos relacionamentos, e encorajamento; a pureza não está fora de alcance. O resultado pode ser uma abordagem sobre namoro mais simples e mais honrosa a Deus do que você já imaginou ser possível.

Extraído e adaptado de Monergismo.

SDG – A DEUS TODA GLÓRIA!!!

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