A Loucura da Idolatria


Salmos 115

“1 Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao Teu nome dá glória, por amor da Tua misericórdia e da Tua fidelidade. 2 Por que diriam as nações: Onde está o Deus deles? 3 No Céu está o nosso Deus e tudo faz como Lhe agrada. 4 Prata e ouro são os ídolos deles, obra das mãos de homens. 5 Têm boca e não falam; têm olhos e não veem; 6 têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram. 7 Suas mãos não apalpam; seus pés não andam; som nenhum lhes sai da garganta. 8 Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem e quantos neles confiam. 9 Israel confia no SENHOR; Ele É o seu amparo e o seu escudo. 10 A casa de Arão confia no SENHOR; Ele É o seu amparo e o seu escudo. 11 Confiam no SENHOR os que temem o SENHOR; Ele É o seu amparo e o seu escudo. 12 De nós se tem lembrado o SENHOR; Ele nos abençoará; abençoará a casa de Israel, abençoará a casa de Arão. 13 Ele abençoa os que temem o SENHOR, tanto pequenos como grandes. 14 O SENHOR vos aumente bênçãos mais e mais, sobre vós e sobre vossos filhos. 15 Sede benditos do SENHOR, que fez os Céus e a Terra. 16 Os Céus são os Céus do SENHOR, mas a Terra, deu-a ele aos filhos dos homens. 17 Os mortos não louvam o SENHOR, nem os que descem à região do silêncio. 18 Nós, porém, bendiremos o SENHOR, desde agora e para sempre. Aleluia!”

Vivemos em um mundo idólatra. O que é a idolatria? Idolatria é colocar qualquer coisa ou pessoa no lugar que é devido somente ao Senhor – o nosso coração.

Definição de idolatria: 

“O coração humano é uma fábrica de ídolos”, escreveu Calvino. “Cada um de nós é, desde o ventre materno, experto em inventar ídolos”. De fato, diariamente enfrentamos tentações para criar novos ídolos, nos quais depositamos nossa esperança. Esta esperança e confiança, em qualquer outra coisa, que não Deus, é a essência da idolatria. Ken Sande escreve: “Em termos bíblicos, um ídolo é alguma outra coisa, que não Deus, na qual empregamos nosso coração (Lc.12:29, 1 Co. 10:6), que nos motiva (1 Co. 4:5), que nos controla ou governa (Sl. 119:133), ou a qual servimos (Mt. 6:24)”. Como Richard Keyes salienta, idolatria é extremamente sutil e penetrante: “Toda sorte de coisas são ídolos em potencial, dependendo somente, das nossas atitudes e ações concernentes a elas... Idolatria pode não envolver negações explícitas da existência de Deus ou de Seu caráter. Ela pode vir também, na forma de um afeto excessivo a algo que é, em si mesmo, perfeitamente lícito... Um ídolo pode ser um objeto físico, uma propriedade, uma pessoa, uma atividade, uma posição, uma instituição, uma esperança, uma imagem, uma ideia, um prazer, um herói, qualquer coisa que possa substituir Deus”.

Aqui está João Calvino, de novo: “O mal em nosso desejo, caracteristicamente não repousa no que queremos, mas em o querermos muito”.

Quando um desejo, mesmo por algo não naturalmente mal em si mesmo, se torna um ídolo? Como posso determinar se eu quero alguma coisa exageradamente? Não é difícil de saber.

Faça a si mesmo, as seguintes perguntas: Porque eu quero isto?; qual será minha reação se eu não conseguir o que quero?; e se eu conseguir, mas me for tomado?; em resumo, qual é o proveito do meu desejo?; se ele me é negado, o que acontece no meu coração? continuarei, apaixonadamente, a procurar conformidade com Cristo ou me cercarei de auto-piedade, amargura, malevolência ou queixumes (os quais, no fim das contas, são direcionados a Deus)?
O que ocorre no seu coração quando você não é reconhecido por algum serviço no âmbito de dons? quando lhe negam uma certa posição? quando você é substituído? o que ocorre no seu coração em um conflito de relacionamento?

Como é que nossas reações pecaminosas aos testes de caráter diários e comuns, são, na verdade, antes atos de adoração e obediência direcionados a ídolos, do que a Deus? Muito simples; porque Deus nos ordenou, nas Escrituras, a confiar nEle, o Único Soberano, como fonte suprema da realização de todas as coisas.” (C.J. Mahaney, “A Fábrica de Ídolos”). 

Estamos na semana em que se comemora o dia da padroeira do Brasil, e nós como bons protestantes criticamos e condenamos todo tipo de idolatria, mas precisamos ficar atentos para não termos também ídolos dentro de nosso coração (Ezequiel 14:1-11).

1 – A idolatria é loucura porque nega a Deus
O idólatra não glorifica a Deus, Criador dos Céus e da Terra (1,15).
Deus afirma que a Sua glória não será dividida com ninguém.

“Eu Sou o SENHOR, este é o Meu nome; a Minha glória, pois, não a darei a outrem, nem a Minha honra, às imagens de escultura.” Isaías 42:8.

2 – A idolatria é loucura porque é morte
O idólatra crê em objetos inanimados e não em Deus (2-8,17-18).
Idolatria é morte porque os ídolos são mortos, não tem vida (5-7).
Idolatria é morte porque os idólatras são mortos espiritualmente (8,17).
Idolatria é morte porque os idólatras não serão salvos (17-18).

“Congregai-vos, e vinde; chegai-vos juntos, os que escapastes das nações; nada sabem os que conduzem em procissão as suas imagens de escultura, feitas de madeira, e rogam a um deus que não pode salvar.” Isaías 45:20.

3 – A idolatria é loucura porque rejeita a bênção do Senhor (12-16)
Os que adoram somente a Deus serão abençoados.
Só aqui no Salmos 115 essa declaração aparece sete vezes: vs. 13, 14, 15, 18 e no vs. 12 três vezes.
Em contrapartida os idólatras provocam a ira de Deus

“Os filhos apanham a lenha, e os pais acendem o fogo, e as mulheres preparam a massa, para fazerem bolos à rainha dos céus, e oferecem libações a outros deuses, para me provocarem à ira.” Jeremias 7:18.

Conclusão

C. J. Mahaney, em “A Fábrica de Ídolos”, diz o seguinte: “Quando um desejo não realizado me tenta, com êxito, a cometer qualquer pecado, seja de discórdia, amargura ou raiva, eu demonstro que estive confiando na realização daquele desejo para alcançar minhas necessidades, ao invés de confiar em Deus. Que estive agindo sobre minha, agora exposta, crença de que eu sei, melhor que Deus, o que é bom para mim. Que nesta área da minha vida, eu destronei Deus e coloquei, no Seu lugar, um ídolo feito por mim e este ídolo, nada mais é do que uma manifestação [...] da minha própria natureza pecaminosa, que se auto glorifica e deifica (diviniza, assume o lugar de Deus). Eu substitui o Deus que eu professo, por um falso deus, um deus funcional, um que só pode me prejudicar.”

Soli Deo Gloria!!!

IPNA, Culto Vespertino 08/10/17
Rua Álvares Fagundes, 102, Americanópolis, São Paulo.

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