OS PECADOS DE MOISÉS


NÚMEROS 20:7-13

7   Disse o SENHOR a Moisés: 
8   Toma o bordão, ajunta o povo, tu e Arão, teu irmão, e, diante dele, falai à rocha, e dará a sua água; assim lhe tirareis água da rocha e dareis a beber à congregação e aos seus animais. 
9   Então, Moisés tomou o bordão de diante do SENHOR, como lhe tinha ordenado. 
10   Moisés e Arão reuniram o povo diante da rocha, e Moisés lhes disse: Ouvi, agora, rebeldes: porventura, faremos sair água desta rocha para vós outros? 
11   Moisés levantou a mão e feriu a rocha duas vezes com o seu bordão, e saíram muitas águas; e bebeu a congregação e os seus animais. 
12   Mas o SENHOR disse a Moisés e a Arão: Visto que não crestes em Mim, para Me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso, não fareis entrar este povo na terra que lhe dei. 
13   São estas as águas de Meribá, porque os filhos de Israel contenderam com o SENHOR; e o SENHOR Se santificou neles. 

Moisés e Arão estavam debaixo de grande pressão, pois quando faltou água, ao invés de orar, o povo começou a murmurar e questionar a ação de Deus, contendendo com Moisés (vs.1-5). Muitas vezes nós criticamos esse povo incrédulo e rebelde, mas nós também podemos tropeçar. A nossa reação diante das necessidades pode ser das mais absurdas (!!!).

Diante desse quadro, Moisés e Arão prostraram-se e se humilharam, intercedendo a Deus pelo povo, temendo que a Sua ira se acendesse (vs.6).

Foi então que o Senhor deu ordens muito claras a Moisés: 1º - ele deveria tomar o seu bordão; 2º - reunir o povo diante de uma determinada rocha; e 3º - falar com a rocha. Segundo Deus dissera a Moisés, a rocha daria a sua água saciando assim a sede das pessoas e também dos animais (vs.8). Assim o nome de Deus seria glorificado naquela situação, e o povo veria a Sua misericórdia e o Seu poder.

Moisés deu os dois primeiros passos: tomou o seu bordão e reuniu o povo. Mas falhou no terceiro, pois não falou com a rocha conforme Deus ordenara. Ele exortou o povo duramente, e de certo modo questionou a Palavra do Senhor. Ele não conduziu aquele evento para a glória de Deus. Quanto à rocha, Moisés levantou a mão e bateu nela duas vezes com o seu cajado. As águas saíram da rocha e saciaram a sede da congregação e os animais (vs.10-11).

Aparentemente estava tudo bem agora, mas o Senhor Deus, que sonda mentes e corações, não estava satisfeito com a atitude de Moisés, e repreendeu a ele e a Arão, dando-lhes um duro castigo: eles não iriam fazer o povo entrar na Terra Prometida (vs.12). Ao término de 80 anos de trabalho (40 de preparo para guiar o povo, mais 40 anos de dura peregrinação no deserto) Moisés apenas viu essa terra ao longe. Quem guiou o povo até lá foi Josué, seu sucessor (Js 1:1-3).

Existem algumas lições que podemos aprender com esses sutis e graves erros de Moisés. Observemos com atenção para não cairmos nos mesmos erros: incredulidade, desobediência, ira, descontrole, inconsequência, orgulho.

1.    Deus vê tudo fazemos e falamos. Jamais esqueçamos que Ele é onisciente e onipresente (2 Cr 16:9; Jó 34:21; Hb 4:13).


2.    Sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11:6a). A fé é notada em uma vida de obediência (At 7:39; 2 Ts 3:14; Gl 5:7; Rm 6:16; Hb 3:7-11). Moisés duvidou (vs.10b,12a) e por isso desobedeceu.
 
3.    Devemos cumprir à risca as ordens e mandamentos do Senhor. Ele não mandou Moisés bater na rocha, mas FALAR com a rocha. Muitas vezes queremos fazer a obra de Deus não do modo que Ele mandou, mas do modo que achamos melhor. Isso não vai dar certo, Deus é criterioso e não nos abençoará se O desobedecermos (1 Sm 15:22; At 5:29).


4.    Os nossos questionamentos podem nos afastar do cumprimento da vontade Deus. Se Deus mandou falar com a rocha, por mais absurdo que isso pudesse parecer, era isso que devia ser feito. Quando queremos explicar racionalmente o agir sobrenatural de Deus, terminamos por desobedecê-Lo. A fé racional serve ao Deus sobrenatural;
para o homem carnal o Evangelho é irracional, loucura. Mas para nós os que cremos é manifestação do poder de Deus (Rm 12:1-2; 1 Co 1:18).

5.    Tudo deve ser feito para a glória de Deus (1 Co 10:31). Moisés deveria conduzir essa manifestação do poder de Deus para a glória de Deus, mas ele não foi isso que ele fez, e isso teve um preço muito alto para ele (vs.12).

6.    O povo de Deus não é nosso, mas é de Deus, por isso devemos amar e ter paciência. Percebe-se na dureza exagerada das palavras de Moisés, que ele estava fora de controle (Gl 5:22-23).

7.    Não podemos deixar que a ira domine nossos corações, ela pode nos afastar de Deus. Parece que a ira de Moisés se acendeu antes de ira de Deus. Nota-se claramente isso em suas palavras e no modo como ele bateu na rocha (Ef 4:26).


8.    Deus pode nos perdoar, mas nossos atos terão conseqüências. Certamente encontraremos Moisés e Arão no Céu, quando lá chegarmos; mas eles não puderam pisar na Terra Prometida. Moisés ainda insistiu nisso e foi repreendido (Dt 3:24-28). Deus pode nos punir também, por isso devemos tomar cuidado.


CONCLUSÃO

Como foi dito acima, devemos glorificar o nome de Deus em tudo; mas infelizmente muitas vezes nos assemelhamos a Moisés e Arão que não tiveram esse critério no contexto citado. O que ocorre, para vergonha nossa, é que o Senhor glorifica o Seu poderoso nome, apesar de nós (vs.13; Sl 46:10). Será muito mais inteligente da nossa parte cumprirmos a Sua vontade, e assim sermos usados por Ele, quando Ele quiser nos usar, para a glorificação de Seu nome. De que precisamos abrir mão para sermos usados por Deus? O que é mais importante para nós?

Deus não tem filhos prediletos. Moisés e Arão não eram os "queridinhos" de Deus, os "mais chegados". Talvez Moisés tenha pensado que por ser muito usado por Deus, por poder falar com Deus e ouvir a Sua voz, poderia agir de um modo diferente daquilo que Deus lhe ordenada. Que pecado... A quem muito é dado, muito mais é exigido (Is 42:8; Is 48:11; Lc 12:48). Ser usado por Deus é privilégio, toda honra pertence ao Senhor. Para santificarmos o Seu nome, é necessário primeiro mortificarmos o nosso orgulho que é terrivelmente traiçoeiro e avassalador (Lm 3:29; Pv 16:18; Tg 4:6).

Por: Rev. Paulo Sergio da Silva
IPB de Vila Gerti, S.C.Sul / SP, Culto de Louvor 31/08/14.
3ª IPB de Barretos / SP, Reunião de Oração 28/06/11.

SDG - A DEUS TODA GLÓRIA!!!

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