INTRODUÇÃO AO NT - Razões para o estabelecimento do Cânon do NT

Por: Rev. Ivan Pereira Guedes 

Já no segundo século a circulação de livros que ensinavam heresias multiplicou-se acentuando a necessidade de se distinguir Sagrada Escritura válida de outra literatura cristã. Ao menos três razões podem ser destacadas para explicar esta urgente necessidade:

Havia uma necessidade eclesiástica interna e uma externa – a primeira se relaciona com a necessidade de se estabelecer quais os livros que deveriam ser lidos na igreja, que de fato fundamentassem o ensino apostólico (1 Ts 5.27); a segunda esta ligada à expansão rápida alcançado pelo cristianismo, e quais os livros que deveriam ser traduzidos para estas diversas línguas. Estas duas vertentes exercem forte pressão sobre os líderes eclesiásticos para que estabeleçam uma lista oficial dos livros canônicos.

Uma segunda razão esta relacionada com a questão teológica – uma vez que o ensino da igreja deveria ser fundamentado nas Escrituras (II Tm 3:16,17), tornou-se indispensável definir os limites da genuína herança apostólica, visto que rapidamente surgiram falsos e heréticos ensinos dentro das igrejas. A circulação de um cânon extramamente limitado, produzido por Marcião (140 d.C.), onde ele inclui apenas o evangelho segundo Lucas e dez das cartas de Paulo e outro extremo que desejava incluir uma gama cada maior de literatura “religiosa”, obriga a Igreja a se posicionar e elaborar uma lista completa dos livros canônicos.

Uma terceira razão é de cunho político – pois a disposição do império, agora regido por Diocleciano (c. 302-305) era totalmente inversa de Constantino. O historiador Eusébio cita que um edito imperial ordenada que as Escrituras cristãs fossem queimadas, assim, mais uma vez a Igreja precisava estabelecer com clareza quais seriam de fato os livros canônicos e que deveriam ser preservados.

Fonte: Reflexão Bíblica.
Leia o post anterior: RECONHECIMENTO PROGRESSIVO DOS LIVROS DO NT.

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