Sal da Terra, Luz do Mundo - Mateus 5:13-16


“Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos Céus.” Mateus 5:16.

Jesus estava nas imediações do Mar da Galileia, quando usou a figura do sal e da luz como metáforas de Seu ensino. O mundo está em trevas e escuridão, seja do ponto de vista social, moral e espiritual; não tem luz própria. O mundo, obviamente não tem condições de se preservar, sendo pelo contrário autodestrutivo. O mal está presente na natureza humana, e a sociedade caminha em uma única direção, que é a decomposição, auto destruição, e caos social. A Igreja jamais será sal da terra e luz do mundo se misturar-se com o mundo, tornando-se parecida com o mundo, trocando os valores do Reino de Deus pelos valores do mundo (Rm 12:1-2). 

C.S. Lewis disse que “não nascemos para a felicidade, nascemos para amar”. Não fomos chamados por Deus prioritariamente para “sermos felizes”, mas para fazer a vontade dEle. Misteriosamente aí é que reside nossa real felicidade e realização. É necessário, antes de qualquer coisa, que a Igreja volte ao seu primeiro amor (Ap 2:4-5), seja restaurada em seu interior, pensamentos, convicções e práticas, fortalecendo o seu compromisso com a Palavra de Deus, expressão exata de Sua vontade, sendo ela mesma transformada “de glória em glória, (...) como pelo Senhor, o Espírito” (2 Co 3:18). A metáfora do sal tem diversas qualidades: dá sabor, preserva alimentos, elimina certas bactérias, cura e fertiliza. Jesus usou essa figura para falar do poder da Palavra de Deus na vida de Seus seguidores, e seus efeitos na sociedade quando influenciada por tais valores. A Bíblia é o agente de transformação, inicialmente na vida dos seguidores de Cristo.   

Devemos ter consciência de nossa posição e responsabilidades diante de uma sociedade que jaz no maligno e está em constante e acelerado estado de decomposição. “Os verdadeiros cristãos devem ser nesse mundo como o sal. Ora, o sal tem um sabor todo peculiar, diferente de qualquer outra coisa. Quando misturado com outras substâncias, preserva da corrupção. O sal transmite um pouco do seu sabor a tudo com o que é misturado. Só é útil enquanto preserva o sabor, do contrário para nada mais presta. Somos crentes verdadeiros? Atentemos para a nossa posição e nossos deveres no mundo. Os verdadeiros crentes devem viver como luzes no mundo. A propriedade da luz é ser totalmente diferente das trevas. A menor centelha em uma sala escura pode ser vista profundamente. [...] A luz fertiliza o solo. A luz guia. A luz reanima. A luz foi a primeira coisa que Deus trouxe à existência. Sem a luz esse mundo seria um vazio obscuro. Somos crentes verdadeiros? Nesse caso consideremos novamente a nossa posição e as nossas responsabilidades!” (J.C.Ryle, “Meditações no Evangelho de Mateus”). 

A Palavra de Deus transforma inicial e constantemente a vida dos que são chamados para serem seus proclamadores. Quem não é transformado por essa Palavra torna-se semelhante ao sal insípido que para nada mais presta. Se isso ocorrer, perderemos também nossa capacidade de clarear, e não seremos mais uma luz em meio às trevas, como Cristo alerta: “Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão!” (Mt 6:23b). Transformados, modelados e lapidados pela Palavra, somos capacitados para leva-la avante, somos feitos agentes de transformação, fazendo assim a vontade de Deus, levando ao mundo a Sua Palavra. 


Boletim IPNA 14/01/18
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