O JUSTO VIVE PELA FÉ




“Pois não me envergonho do Evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no Evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.” Romanos 1:16-17.

Comemoramos no dia 31 de outubro o Dia da Reforma Protestante, que foi o maior movimento na igreja cristã depois do Pentecostes. Foi uma volta ao Cristianismo puro e simples, uma retomada da doutrina apostólica, um retorno às Escrituras. A Igreja havia se desviado da verdade, e introduzido outras doutrinas e práticas: culto às imagens, mediação dos santos, veneração a Maria, salvação pelas obras, confessionário, purgatório, relíquias, indulgências e infalibilidade papal, foram alguns dos maiores desvios. Deus preparou o momento e as pessoas certas para essa volta às Escrituras. Em 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero fixando nas portas da Igreja de Wittenberg suas 95 teses, deflagrou esse decisivo movimento.

Hoje, a Igreja evangélica brasileira precisa voltar à Reforma, pois em grande parte desviou-se do caminho da ortodoxia. As verdades essenciais da fé evangélica estão ausentes de muitos púlpitos, e novidades estranhas às Escrituras têm sido introduzidas. 


O liberalismo que devastou as Igrejas na Europa, e na América do Norte chegou às terras brasileiras, e seu fermento maldito tem sido espalhado e assaltado muitas Igrejas que já não creem mais na inerrância e suficiência das Escrituras. Até a criação é desacreditada, e o mundanismo invadiu muitas Igrejas. 

O misticismo prevalece em muitos púlpitos, onde prega-se prosperidade, e não salvação; curas e milagres, e não arrependimento e novo nascimento. O lucro substituiu a mensagem da salvação e muitas Igrejas se transformaram em empresas, púlpitos em balcões, o Evangelho em produto, e crentes em consumidores.

Muitas Igrejas se acomodaram a uma ortodoxia morta. É preciso conhecer a Verdade e ser transformado pela Verdade. Teologia pura e vida santa andam de mãos dadas. Porém, em muitos contextos a ortodoxia está distante da ortopraxia. A Reforma restaurou não apenas a supremacia das Escrituras e a primazia da pregação, mas enfatizou a necessidade de uma vida piedosa. Não se separa teologia da vida, doutrina da prática, ortodoxia da piedade. Necessitamos de um legítimo reavivamento, que traga vida espiritual verdadeira manifesta em santidade, compromisso, empolgação, disposição e alegria para a obra de Deus, interesse pela Bíblia, vida de oração, comunhão, evangelismo e missões. Esse é o verdadeiro crescimento que a Igreja precisa buscar. Essa é a obra da Reforma!

(Extraído e adaptado de texto do Rev. Hernandes Dias Lopes).

No texto sagrado de Romanos 1:17b temos o famoso texto que Deus usou para tocar o coração do grande reformador, Martinho Lutero: “O justo viverá pela fé!” A pergunta que se faz é: temos vivido pela fé? Mas que fé? Não se trata de “fé em fé”, mas fé na Palavra de Deus. Então a pergunta seguinte é: a fé que abraçamos é a mesma fé dos reformadores, ou temos abraçado um outro tipo de fé? Como vimos na introdução, olhando para a Igreja moderna, podemos detectar desvios claro da fé reformada. Precisamos voltar à nossa origem, nossas raízes doutrinárias. É o que faremos nessa mensagem, entender O QUE É A FÉ e como opera na vida do cristão, pois O JUSTO VIVE PELA FÉ.

1 – A FÉ GERA SALVAÇÃO
“Pois não me envergonho do Evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego” Rm 1:16.

A salvação, novo nascimento, aceitar Jesus como Senhor e Salvador, receber o Senhorio de Cristo, use o termo que quiser, é disponível a todas as pessoas, mas só é possível se for pela fé (“todo aquele que crê”). A fé gera a convicção dos pecados e o arrependimento, o desejo de ser perdoado, a confissão desses pecados, e o recebimento do perdão divino. Se não for assim pode ser apenas emocionalismo, culpa e remorso. Vive-se hoje um tempo em que se fala muito de “aceitar Jesus”, mas pouco se fala de arrependimento. Parece até que Jesus está pedindo “por favor”, para as pessoas O aceitarem, e isso é degradante, é uma blasfêmia, uma heresia. Mas como é alguém “aceitar Jesus” sem arrepender-se de seus pecados? Simplesmente impossível, pois se não houver arrependimento não confissão e nem perdão de pecados, logo não há novo nascimento, então não há salvação. Para ser salvo é necessário que se aceite o Senhor Jesus em seu coração, como seu Salvador e Senhor pessoal, em uma atitude de arrependimento, submissão e fé. Essa é uma questão talvez complexa do ponto de vista humano, pois num primeiro momento, não há como discernir o que se passa no coração de alguém, mas Deus nos ensina a observar a vida das pessoas e ver se de fato houve ou não arrependimento e consequentemente conversão genuína. Observe o que nos diz Mateus 3, onde João Batista pregava o arrependimento, e os vs.7-8 nos chama a atenção de um modo especial:

“Vendo ele, porém, que muitos fariseus e saduceus vinham ao batismo, disse-lhes: Raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura? Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento” Mateus 3:7-8.

Por que João tratou assim aos fariseus e saduceus que vinham para serem batizados por ele? Porque aqueles homens eram muito religiosos, mas a vida deles não condizia com a fé que professavam; eles eram como serpentes venenosas. Mas se de fato houvessem se arrependido de seus pecados, isso seria observado através dos frutos que as suas vidas passariam a produzir a partir de então. Obs.: arrependimento no grego original é “metanóia”, que é a mesma raiz da palavra metamorfose. Arrependimento é mudança e transformação de vida, onde fica para trás o velho homem de pecado, e nasce uma nova criatura que vive para Deus (2 Co 5:17). 

O Senhor Jesus vai mais além em Mateus 7:15ss, onde Ele prega exatamente acerca da verdadeira salvação, colocando em xeque até obras realizadas em nome de Deus. Portanto, não se trata de mero ativismo religioso, a salvação não é por obras, mas por fé (Ef 2:8-9). No entanto a fé gera obras e frutos verídicos na vida dos salvos (Gl 5:19-26). A partir daí sim, eles produzem frutos que agradam a Deus (Jo 15). A salvação é fruto da fé, e é plenamente observável na vida dos salvos. Você é um salvo? Já se arrependeu de seus pecados e aceitou ao Senhor Jesus como seu Senhor de sua vida, de sua existência? Se a sua resposta for “sim”, glória a Deus! Se não, muito cuidado, você irá para o inferno ao morrer, caso se não arrependa de seus pecados, recebendo assim a salvação que Cristo oferece gratuitamente ao que nEle creem.

2 – A FÉ GERA SANTIFICAÇÃO
“Por intermédio de Quem viemos a receber graça e apostolado por amor do Seu nome, para a obediência por fé, entre todos os gentios” Rm 1:5.

A salvação é o start, o começo de uma nova vida com Deus, um novo caminhar onde progressiva e gradativamente os servos de Deus são aperfeiçoados por Ele mesmo, em uma vida de obediência e santificação. Paulo afirma que ele mesmo recebera o apostolado “para a obediência por fé”. Assim também ocorre com todos os que creem, vivem para uma vida de obediência a Deus, por meio da fé. Esse é um outro tema polêmico em nossos dias, onde cada vez menos se fala, ou se deseja ouvir, acerca de santidade. Muitos pastores, pregadores e mestres estão tentando ganhar a simpatia de suas Igrejas, deixando de apontar a problemática do pecado na vida dos crentes. O mundanismo tem adentrado os templos e os lares, o liberalismo teológico tem se estabelecido em muitas mentes e Igrejas inteiras tem aceitado o pecado na vida dos crentes como coisa boa e natural. É assim que para muitos “crentes” tem se tornado tão natural a vida noturna, os pubs e bares, as bebedices, as festas dançantes, a fornicação, o adultério e o divórcio, e agora até o homossexualismo tem tido aceitação por parte dos tais “evangélicos modernos”. Pergunto-me se esses tais são convertidos mesmo, ou se são apenas convencidos, pois como vimos no item anterior, sem arrependimento não há salvação, e a salvação traz consigo uma mudança interior de mentes e corações. Esse é um tema por demais importante, basta notarmos que em Hebreus 12:14 somos alertados que “sem a santificação ninguém verá o Senhor”.

“Por amor do Seu nome”. A santificação é um meio pelo qual observamos quanto amamos ao nosso Senhor (e este é o primeiro grande mandamento conforme Mt 22:37-38), pois Paulo diz que é “por amor do Seu nome”. Se amamos ao Senhor de fato, buscaremos progredir na nossa santificação. Acontece que se perguntarmos nas Igrejas quantos amam ao Senhor, dificilmente alguém o negaria. No entanto, a falta de amor a Ele se manifesta frequentemente na falta de amor ao próximo, na ausência de submissão às autoridades constituídas por ele, no abandono da frequência aos trabalhos semanais da Igreja, na negativa em evangelizar, orar e estudar a Palavra de Deus. Há uma falta de santificação generalizada em muitas Igrejas, sinal da falta de amor ao Deus da Igreja. O que será desse povo que anda titubeante, quando se manifestar o anti-Cristo? Quando a grande perseguição cair sobre toda a Terra, como agirão esses que são tão frágeis?

“Entre todos os gentios”. A santificação é para ser praticada não só dentro da Igreja, mas muito mais fora dela, “entre os gentios”, isto é, no mundo, no meio dos não crentes. É fácil dizer-se crente dentro da Igreja, mas como agem os filhos de Deus quando estão entre os ímpios em seu ambiente de trabalho? Como conversam nas escolas e faculdades? Como procedem quando (pensam que) não estão sendo observados? Em Pv 15:3 está escrito que “Os olhos do SENHOR estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons.” O que o Senhor tem contemplado em tua vida cotidiana? O que o mundo diz a teu respeito? Teus amigos sabem que você é crente? Você os tem evangelizado? Se a tua resposta for “não”, desculpe dizer, mas você é um falso amigo, pois se fosse um amigo verdadeiro te preocuparias com o destino da alma daqueles que você chama de “amigo”, os evangelizaria e lhes falaria acerca do grande amor de Deus.

3 – A FÉ GERA UNIÃO MÚTUA
“Isto é, para que, em vossa companhia, reciprocamente nos confortemos por intermédio da fé mútua, vossa e minha.” Rm 1:12.

Paulo expressa seu carinho para com aquela amada Igreja, dizendo que gostaria muito de vê-los (vs.11), compartilhando bênçãos, e na companhia deles se confortarem mutuamente na fé. Essa vivência é fruto da fé, pois a fé gera essa união mútua, é o que vemos em Atos 2:42-46, quando o Espírito Santo foi derramado sobre a Igreja, e eles viviam tão unidos, tão próximos uns dos outros, verdadeiramente como família da fé. Quão distantes temos vivido desse padrão bíblico. A Igreja de Cristo se subdividiu e continua se compartimentalizando cada dia mais. São novas denominações que surgem dia a dia, e dentro das próprias Igrejas há tantas subdivisões. Basta um pensamento diferente para se formar uma nova “panelinha”, mais um grupinho tramando e fazendo planos muitas vezes diferentes daquilo que está sendo proposto para aquela situação. Até quando certas pessoas serão tão fracas na fé? Até quando essa meninice e carnalidade governará tantas mentes e corações? Imagine o que seria se todos gostassem do azul ou do vermelho? Como seria estranho se sempre concordássemos com tudo e com todos? No entanto muitas e muitas vezes não sabemos conviver com nossas diferenças, por mais natural que seja elas existirem. O amadurecimento da fé está, sem dúvida alguma, em submetermos nossos pensamentos pessoais à Palavra de Deus, que é o prumo, o padrão, a regra, a régua (cânon), onde medimos e alinhamos nossos pensamentos e vontades, não segundo o que pensamos ou desejamos, mas segundo Cristo, preservando assim a unidade da Igreja.

O grande problema dessa questão é que a desunião está em total oposição ao que o Senhor ordenou na Palavra, por isso é fruto da ausência de fé nos mandamentos deixados pelo Senhor, seja por desconhecimento ou desobediência mesmo. A importância da preservação dessa união espiritual é revelada em diversos textos, como Ef 4:4-6 que fala da unidade da Igreja em um só corpo, um só Espírito, em uma só fé e batismo, sob o Senhorio de um único Deus. O tema central de 1 Co 12 é o corpo de Cristo, que é a Igreja, corpo que não pode jamais ser mutilado em divisões, do contrário não subsistirá (Mc 3:24). E em Rm 16:17 somos alertados acerca dos que promovem divisões, e orientados a nos afastarmos deles.

O saldo é muito simples: quem tem fé se esforça pela unidade da Igreja e cresce espiritualmente nessa união mútua. Já os que não tem o Espírito vivem provocando divisões (Jd 1:19). De qual lado você está?

4 – A FÉ GERA CRESCIMENTO
“Visto que a justiça de Deus se revela no Evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.” Rm 1:17.

Finalmente, a fé produz em nós o amadurecimento e o crescimento espiritual, “de fé em fé”. O crente precisa se importar com o seu crescimento espiritual, do contrário não amadurecerá suficientemente. O crescimento na fé é um tema abordado exaustivamente nas epístolas paulinas (1 Co 3:1; 13:11; 14:20; Gl 4:1,3; Ef 4:14; 2 Tm 3:15). Em Hebreus 5:12-14 também encontramos essa questão sendo tratada por seu autor, levando-nos diretamente à reflexão do tempo vivido dentro da Igreja, e o crescimento:

“Pois, com efeito, quando devíeis ser mestres, atendendo ao tempo decorrido, tendes, novamente, necessidade de alguém que vos ensine, de novo, quais são os princípios elementares dos oráculos de Deus; assim, vos tornastes como necessitados de leite e não de alimento sólido. Ora, todo aquele que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal.” Hebreus 5:12-14.

Você não pode ficar estagnado em sua fé, mas precisa nutri-la e buscar crescer nela e desenvolvê-la. A questão que surge é: como? Esse único versículo nos instrui sobre como crescer na fé, e o que podemos fazer para obter esse crescimento, seu método.

4.1 – INSTRUÇÃO. A instrução divina é que “a justiça de Deus se revela (...) de fé em fé”. O crescimento espiritual ocorre na medida em que conhecemos mais e mais da justiça de Deus. Ora, que justiça é essa? Rm 5:1-2 nos responde dizendo que:

“Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de Quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus.” Romanos 5:1-2.

A maneira pela qual crescemos na fé, é através do conhecimento mais íntimo e profundo de Cristo e Sua obra de salvação e justificação. Note que Rm 5:1-2 aponta diretamente para a fé e a graça onde nos firmamos, e a esperança da glória de Deus.

4.2 – MÉTODO. Mas o Senhor também nos mostra um método pelo qual esse conhecimento é obtido: Sua Palavra, o Evangelho. “A justiça de Deus se revela no Evangelho, de fé em fé”. O crente dedica à busca do crescimento espiritual, debruçar-se-á sobre o Evangelho, lendo, estudando e meditando na Palavra da justiça. Não há outra maneira de se conhecer melhor a Deus, senão a partir das Escrituras. Não existe outro Caminho, Jesus É o Caminho (vida no Evangelho), Ele É a Verdade (o Evangelho), Ele É a vida (vida no Evangelho). Uma vida centrada em Cristo é assim, tudo nos leva a Ele, tudo nos conduz ao Evangelho. Engana-se absurdamente quem pensa que crescerá na fé e em sua vida espiritual, tendo um conhecimento pífio do Evangelho. Pergunto a você, amado leitor (a), com todo amor e respeito: 

Você conhece todos os livros da Bíblia?
Sabe declamá-los de Gênesis a Apocalipse?
Conhece as divisões na formação do Cânon Sagrado?
Quantos capítulos ou trechos particulares da Bíblia você já decorou?
Saberia encontrar com facilidade os 10 mandamentos ou as Bem-Aventuranças?

Para muitos são perguntas óbvias, para outros isso é coisa de teólogo. Mas pertenço a uma geração em que isso era ensinado em casa. Infelizmente vivemos um tempo de esfriamento espiritual tão notório, que tal pensamento tem sido motivo de zombaria por muitos que acham isso ridículo, e apoiam-se o tempo todo em aparelhos eletrônicos e sites de busca, mas desconhecem as Sagradas Escrituras.

CONCLUSÃO

“O justo viverá por fé.” Rm 1:17. Obviamente, a fé genuína gera vida, e vida com Deus. O justo não vive por si mesmo, ou por pensamentos alheios, de terceiros. 

Em sua salvação, o justo vive uma vida de fé e temor, logo uma vida de frutos e obras que engrandecem e agradam a Deus. 

Em sua vida particular com Deus, o justo vive os mandamentos de Deus. O justo vive a doutrina de Deus. O justo vive uma vida que floresce para a glória de Deus. 

Em sua vida de comunhão, o justo vive o amor que procede de Deus. O justo não mente, porque vive a Verdade que procede de Deus. O justo não é mundano, porque busca santificar-se para agradar a Deus. O justo não é falso, porque aprendeu o valor da integridade que revela que ele pertence a Deus. 

Em seu crescimento, o justo sabe que não é perfeito, mas é justificado por Deus, por isso ele é justo, e por isso ele depende de Deus para viver nessa dimensão espiritual da fé. Ele não está raquítico ou estagnado espiritualmente, não é um membro atrofiado, mas cresce em vigor e alegria diante de Deus.

Pr. Paulo Sergio Visotcky da Silva
CP Jardim Pery Alto, culto matutino 01/11/15
IPB de Brasilândia, culto vespertino 01/11/15.

SDG – Somente a Deus dai toda Glória!!!

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