A CONTEMPORANEIDADE DOS DÍZIMOS E OFERTAS


“Aliás, aqui são homens mortais os que recebem dízimos, porém ali, Aquele de Quem se testifica que vive.” Hebreus 7:8.

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas!” Mateus 23:23.

“Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na Minha casa; e provai-Me nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se Eu não vos abrir as janelas do Céu e não derramar sobre vós bênção sem medida.” Malaquias 3:10.

O assunto "dízimos e ofertas" é um daqueles temas bíblicos que tem causado um certo afastamento pelos mais fracos na fé. Outros temas que tem sido rejeitados por muitos crentes: escatologia - doutrina das últimas coisas (juízo final, morte eterna), símbolos de fé (Catecismos e Confissões de Fé), pneumatologia (doutrina do Espírito Santo), submissão às autoridades, etc. No caso dízimo há uma dificuldade de muitos em entender o tema devido a duas questões principais:

1 -  Os desvios de algumas denominações quanto a esse tema, e outros.

2 - A visão teológica doutrinária distorcida dos que entendem que o dízimo não é para os nossos dias. Mas a contemporaneidade do dízimo está exposta em Mt 23:23.
Estudar o tema "dízimos e ofertas" é necessário porque é um tema bíblico, está inserido nas Sagradas Escrituras, e faz parte da vida da Igreja. Na Bíblia há vários outros textos que tratam do assunto, mas analisaremos em específico o texto de Malaquias, que é peculiar devido à sua clareza, e também porque é um dos textos que trazem o mandamento com promessa "provai-Me nisso ... se Eu não vos abrir as janelas do Céu" (vs.10).

Quem não dá dízimo e ofertas esta pecando em diversos aspectos. Eis os principais mencionados no nosso texto:

1 - Desvio de Deus. No contexto em que o Livro de Malaquias foi escrito, nota-se claramente que havia um desvio da vida de comunhão com Deus, e esse afastamento estava causando, entre outros pecados, a sonegação de dízimos e ofertas (vs.7).

2 - Roubo a Deus. O texto é claríssimo: "vós Me roubais" (vs.8). Se o dízimo é de Deus, então não podemos ficar com o que é Dele. Nesse caso somos considerados mordomos, temos em nossas mãos a administração daquilo que é de Deus, e Ele observa atentamente nossa fidelidade.

3 - A maldição (vs.9,11) como conseqüência. O único que pode nos amaldiçoar e abençoar é Deus. O cumprimento da Lei traz bênção, o seu não cumprimento traz maldição.

E então chegamos no ponto central do texto, que é o vs.10. Vejamos alguns aspectos importantes do texto:

1 - A ordem de Deus é clara: "Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro". O sentido aqui é de tesouraria, ou seja, aquelas pessoas que tem a competência e a incumbência da administração da Casa de Deus.

2 - O objetivo é direto: "Para que haja mantimento na Minha casa". O suprimento é necessário como forma de manter a Casa de Deus em pleno funcionamento, com dignidade e honra. Observe Ageu 1:4-6. Aqueles que não honravam a Casa de Deus estavam sob Sua maldição. E assim é nos nossos dias também.

3 - As conseqüências da fidelidade são as bênçãos de Deus na vida do povo de Deus.

3.1 - Ele abrirá as janelas do Céu e derramará bênçãos sem medida (vs.10).
3.2 - Ele repreenderá o devorador (vs.11a).
3.3 - A terra não será estéril (vs.11b).
3.4 - Felicidade (vs.12a).
3.5 - Terra deleitosa (vs.12b).  

CONCLUSÃO

A maior bênção que recebemos por dar dízimos e ofertas, é a benção de ser fiel a Deus. Essa é a maior de todas as bênçãos! As janelas do Céu abertas sobre nós inclui toda sorte de bênçãos, sejam materiais, físicas e espirituais. Aliás, na nossa vida tudo provém de uma fonte espiritual, que é Deus.

Por: Rev. Paulo Sergio Visotcky da Silva
Congregação Presbiteriana do Jardim Pery Alto, culto matutino 04/10/15
IPB de Brasilândia, culto vespertino 04/10/15.

SDG – Somente a Deus dai toda glória!!!


Leia também:

AS RAZÕES DOS NÃO-DIZIMISTAS
Por: Rev. Hernandes Dias Lopes

Referência: HEBREUS 7.1-10

A doutrina do dízimo é inaceitável para aqueles que ainda não tiveram uma experiência pessoal com Jesus Cristo. Isto porque não foram ainda marcados pela consciência da causa de Deus nem pela prioridade do Seu Reino.
No Novo Testamento a palavra DÍZIMO aparece 9 vezes e ligadas a duas situações:

1) Mt 23.23 = Partindo dos lábios de Jesus em relação aos fariseus. Jesus aqui reafirma a necessidade do dízimo, ao mesmo tempo que denuncia sua prática como demonstração de piedade exterior (Lc 18.12) – “Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.” Também Jesus denuncia a prática do dízimo como substituição de valores do Reino tais quais: justiça, misericórdia e fé (Lc 11.42).

2) Hb 7. 1-10 = Eis as lições desse texto: a) O Pai da fé deu dízimo de tudo – v. 2; b) O pai da fé deu o dízimo do melhor – v. 4; c) A entrega dos dízimos se deu não por pressão da lei, uma vez que o povo israelita ainda não existia e, portanto, muito menos a lei judaica – v. 6; d) Hebreus nos faz perceber e reconhecer a superioridade do valor do dízimo que é dado a Cristo (imortal) em relação ao dado aos sacerdotes (mortais) – v. 8; e) O autor destaca que os que administram os dízimos também devem ser dizimistas – v. 9.
Ser ou não ser dizimista é uma questão de acreditarmos na causa que abraçamos, na “pérola que encontramos.”
Hoje muitos crentes não são fiéis a Deus na entrega dos dízimos. Para justificar esta atitude criam vários justificativas e desculpas. Se dependessem deles a igreja fecharia as portas. Não existiria templos, nem pastores, nem missionários, nem bíblias distribuídas, nem assistência social.

Eis as justificativas clássicas dos não-dizimistas:

I. JUSTIFICATIVA TEOLÓGICA 
Ah, eu não sou dizimista, porque DÍZIMO é da lei. E eu não estou debaixo da lei, mas sim da graça.

Sim! O dízimo é da lei, é antes da lei e é depois da lei. Ele foi sancionado por Cristo. Se é a graça que domina a nossa vida, porque ficamos sempre aquém da lei? Será que a graça não nos motiva a ir além da lei?

Veja: a lei dizia: Não matarás = EU PORÉM VOS DIGO AQUELE QUE ODIAR É RÉU DE JUÍZO
a lei dizia: Não adulterarás = EU PORÉM VOS DIGO QUALQUER QUE OLHAR COM INTENÇÃO IMPURA…
a lei dizia: Olho por olho, dente por dente = EU PORÉM VOS DIGO: SE ALGUÉM TE FERIR A FACE DIREITA, DÁ-LHE TAMBÉM A ESQUERDA.
A graça vai além da lei: porque só nesta questão do dízimo, ela ficaria aquém da lei? Esta, portanto, é uma justificativa infundada.
Mt 23.23 = justiça, misericórdia e fé também são da lei. Se você está desobrigado em relação ao dízimo por ser da lei, então você também está em relação a estas virtudes.

II. JUSTIFICATIVA SENTIMENTAL
Muitos dizem: A bíblia diz em II Co 9.7 “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria” = espontânea e com alegria.
Só que este texto não fala de dízimo e sim de oferta. Dízimo é dívida. Não pagar dízimo é roubar de Deus.
Perguntamos também: O que estará acontecendo em nosso coração que não permite que não tenhamos alegria em dizimar? Em sustentar a Causa que abraçamos e defendemos?

III. JUSTIFICATIVA FINANCEIRA
“O que eu ganho não sobra ou mal dá para o meu sustento.
1) O dízimo não é sobra = Dízimo é primícias. “Honra ao Senhor com as primícias da tua renda.” Deus não é Deus de sobras, de restos. Ele exige o primeiro e o melhor.
2) Contribua conforme a tua renda para que a tua renda não seja conforme a tua contribuição = Deus é fiel. Ele jamais fez uma exigência que não pudéssemos cumprir. Ele disse que abriria as janelas dos céus e nos daria bênçãos sem medidas se fôssemos fiéis. Ele nos ordenou a fazer prova Dele nesta área. Ele promete abrir as janelas do céu! Ele promete repreender o devorador por nossa causa.
3) Se não formos fiéis, Deus não deixa sobrar = Ageu diz que o infiel recebe salário e o coloca num saco furado. Vaza tudo. Foge entre os dedos. Quando somos infiéis fechamos as janelas dos céu com as nossas próprias mãos e espalhamos o devorador sobre os nossos próprios bens.

IV. JUSTIFICATIVA ASSISTENCIAL 
“Prefiro dar meu dízimo aos pobres. Prefiro eu mesmo administrar meu dízimo.
“ A Bíblia não nos autoriza a administrar por nossa conta os dízimos que são do Senhor. O dízimo não é nosso. Ele não nos pertence. Não temos o direito nem a permissão nem para retê-lo nem para administrá-lo. 
A ordem é: TRAZEI TODOS OS DÍZIMOS À CASA DO TESOURO PARA QUE HAJA MANTIMENTO NA MINHA CASA. A casa do Tesouro é a congregação onde assistimos e somos alimentados.
Mas será que damos realmente os “nossos” dízimos aos pobres? Com que regularidade? Será uma boa atitude fazer caridade com a parte que não nos pertence?

V. JUSTIFICATIVA POLÍTICA
“Eu não entrego mais os meus dízimos, porque eles não estão sendo bem administrados.”
Não cabe a nós determinar e administrar do nosso jeito o dízimo do Senhor que entregamos. Se os dízimos não estão sendo bem administrados, os administradores darão conta a Deus. Não cabe a nós julgá-los mas sim Deus é quem julga. Cabe a nós sermos fiéis.
Não será também que esta atitude seja aquela do menino briguento, dono da bola, que a coloca debaixo do braço sempre que as coisas não ocorrem do seu jeito?
Deus mandou que eu trouxesse os dízimos, mas não me nomeou fiscal do dízimo.

VI. JUSTIFICATIVA MÍOPE
“A igreja é rica e não precisa do meu dízimo.”
Temos conhecimento das necessidades da igreja? Temos visão das possibilidades de investimento em prol do avanço da obra? Estamos com essa visão míope, estrábica, amarrando o avanço da obra de Deus, limitando a expansão do Evangelho?
AINDA, não entregamos o dízimo para a igreja. O dízimo não é da igreja. É DO SENHOR. Entregamo-lo ao Deus que é dono de todo ouro e de toda prata. Ele é rico. Ele não precisa de nada, mas exige fidelidade. Essa desculpa é a máscara da infidelidade.

VII. JUSTIFICATIVA CONTÁBIL
“Não tenho salário fixo e não sei o quanto ganho.”
Será que admitimos que somos maus administradores dos nossos recursos? Como sabemos se o nosso dinheiro dará para cobrir as despesas de casa no final do mês?
Não sabendo o valor exato do salário, será que o nosso dízimo é maior ou menor do que a estimativa? Porque ficamos sempre aquém da estimativa? Será auto-proteção? Será desinteresse?

VIII. JUSTIFICATIVA ECLESIOLÓGICA
“Não sou membro da igreja”
Acreditamos mesmo que os nossos deveres de cristãos iniciam-se com o Batismo e a Profissão de Fé ou com a inclusão do nosso nome num rol de membros?
Não será incoerência defendermos que os privilégios começam quando aceitamos a Cristo: (o perdão, a vida eterna) e os deveres só depois que nos tornamos membros da igreja? Somos menos responsáveis pelo crescimento do Reino de Deus só porque não somos membros da igreja?

CONCLUSÃO
É hora de abandonarmos nossas evasivas. É hora de darmos um basta às nossas desculpas infundadas. É hora de pararmos de tentar enganar a nós mesmos e convencer a Deus com as nossas justificativas.
É hora de sermos fiéis ao Deus fiel. É hora de sabermos que tudo é de Deus: nossa casa, nosso carro, nossas roupas, nossas jóias, nossos bens, nossa vida, nossa saúde, nossa família. TUDO É DELE. Somos apenas mordomos, administradores. Mordomos e não donos. Deus quer de nós obediência e não desculpas. Fidelidade e não evasivas.
Que atitude vamos tomar? Nosso coração está onde está o nosso tesouro. Se buscarmos em primeiro lugar o Reino de Deus, não vamos ter problemas com o dízimo. Amém.

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