LUTANDO PELA ALEGRIA



FILIPENSES 4:4-9

“Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos.” Filipenses 4:4.


Você é uma pessoa alegre! Você é feliz? É possível alguém ser feliz neste mundo de tragédias, fome, guerras, violência, assaltos, arrombamentos, estupros, sequestro, delinquência, vinte milhões de crianças abandonadas, quatro milhões de abortos por ano, doença, AIDS, acidentes e mortes?

Felicidade é uma dádiva, e o mundo vive em busca dessa dádiva. Todos querem ser felizes, mas buscam a felicidade em coisas que trazem consequências ruins e tristezas permanentes.

Existem algumas coisas que podem nos irritar e roubar nossa alegria: desemprego, cansaço, fome, saudades, etc.

Não se trata de apenas “estar” feliz, ou alegre, mas “SER”.

MAS, QUE ALEGRIA É ESSA?


Não se trata de uma alegria passageira, efêmera e superficial. É uma alegria espiritual, que vem de Deus! Por isso podemos entender a expressão "alegria" como sendo algo muito mais elevado do que um momento alegre, mas a própria expressão da felicidade.

É uma alegria que gera força interior em nós: “Portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do SENHOR é a vossa força.” Ne 8:10b.

O termo utilizado em Filipenses 4:4 nos ensina muito:

•    Trata-se de uma ordem, o “alegrai-vos” está no modo imperativo;
•    Trata-se de uma ordem para todos os salvos;
•    Está acima das circunstâncias: “sempre”;
•    Não é sujeita a coisas desse mundo, é “no Senhor”.

O QUE PAULO VIVIA?

Paulo não estava vivendo uma situação confortável e segura, ele estava preso (1:12-30), mas ao invés de se abater e desanimar, ele pregou o Evangelho para toda a guarda pretoriana (1:12-14). Ele próprio teve que passar pelo que passou para dizer essas palavras. Ele experimentou a prisão injusta, a solidão e o abandono, a difamação e ameaça de uma morte brutal.

A vida de Paulo é uma lição viva de alguém que viveu nessa dimensão de força e poder que vem de Deus

COMO LUTAMOS PELA ALEGRIA?

É necessário identificar tudo aquilo que pode drenar a nossa alegria. Muito cuidado! Não permita ser roubado! Por isso devemos nos precaver. Nesse texto Paulo nos apresenta seis matrizes contra as quais devemos nos precaver e lutar. 

1 – Ausência de moderação (vs. 5a)
“Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens.” Fp 4:5a.

Todas as vezes que ultrapassamos os limites nos expomos à dores e sofrimentos interiores que roubam a alegria de ser filho (a) de Deus. A moderação em tudo é boa, e quem não sabe ser moderado geralmente exagera.

2 – Esquecer que Deus está perto (vs. 5b)
“Perto está o Senhor.” Fp 4:5b.

Se nos esquecermos disso eventualmente agiremos como se Ele não visse, não soubesse o que se passa conosco. Deus É onipresente, e mais, Ele está conosco porque nos ama e cuida de nós.

3 – Ansiedade (vs. 6a)
“Não andeis ansiosos de coisa alguma” Fp 4:6a.

Esse é um dos maiores ladrões da alegria. Todos nós lidamos com a ansiedade em nossa caminhada, e há momentos em que a preocupação até nos ajuda e impulsiona a caminhar. Se não houver nenhuma preocupação quanto ao amanhã nos tornamos ociosos e acomodados. Mas o problema e quando a preocupação ocupa um espaço além do que deveria ter, e torna-se ansiedade. O remédio contra a ansiedade é apresentado por Jesus em Mateus 6:25-28, quando Ele nos diz para descansarmos em Deus. Mas existe um método muito prático para alcançarmos esse descanso: a oração.

4 – Não orar (vs. 6b)
“Em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças.” Fp 4:6b.

Aqui aprendemos que há tipos de oração e modos de orar: petições, orações, súplicas e ações de graças. Temos que pedir, é ordem de Deus “pedi e dar-se-vos-á”, e fazemos isso orando. Precisamos aprender a orar. Muitas vezes devemos entrar em um nível mais íntimo e profundo de oração: as súplicas. Lembremos de Ana em 1 Sm 1 que orava com intensidade. Ela estava muito triste, atribulada de espírito (1 Sm 1:14), mas em 1 Sm 1:15 está escrito que ela derramava sua alma perante Deus, ela estava suplicando. E após esse tempo na presença de Deus 1 Sm 1:18 nos diz que “o seu semblante já não era triste”. Sem dúvida a oração nos aproxima de Deus, mas precisamos aprender a orar, e nesse mesmo texto (Fp 4:6b) nos é ensinado outro recurso para conter a ansiedade que rouba a nossa alegria: “ações de graças”. Ao orarmos devemos já agradecer por aquilo que oramos na certeza de que Deus cuida de nós, independentemente do tempo ou modo como Ele vai nos responder, sabemos que Ele vai nos responder, e que a Sua vontade é boa perfeita e agradável (Rm 12:2).

5 – Não guardar entendimento, coração e mente com a paz de Cristo (vs. 7)
“E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.” Fp 4:7.

A paz de Cristo é como um termômetro espiritual. Todas as vezes que estamos vulneráveis essa paz parece se esvair de dentro de nós. O que rouba a sua alegria é o mesmo que rouba a sua paz, porque a paz é o caminho pelo qual o Senhor nos concede a alegria. A paz de Cristo é um árbitro em nossos corações (Cl 3:15), ela é que nos dá a sensação e o discernimento de que estamos vivendo de acordo com a vontade de Deus. E Fp 4:7 nos ensina que essa paz deve permear e guardar três áreas vitais de nossa vida: entendimento, coração e pensamentos.

O entendimento aponta para o modo como interpretamos a vida e o mundo, nossa cosmovisão. Isso faz-nos pensar em quem nós somos diante de Deus. Essa é uma das áreas mais nevrálgicas do ser humano, porque quem não sabe quem é pode ter grandes problemas de identidade e auto estima, poderosos ladrões da alegria.

O coração nos aponta para os sentimentos e vontades. O coração é o nosso espírito, nossa alma, o centro de comando de nossa vida, decisões e vontades. Ora, se a paz de Cristo não comandar essa parte tão vital de nosso ser, tomaremos decisões e agiremos de modo a não ter alegria com nossas decisões. Jeremias 17:9-10 nos ensina que o nosso coração por si só é enganoso e desesperadamente corrupto, e que somente Deus pode conhece-lo. Em Provérbios 23:26 o Senhor nos diz: “Filho meu, dá-Me o teu coração”.

A nossa mente é a sede de nossas ideias, planos e idealizações. É na mente que ocorrem pensamentos que se tornarão ações. O entendimento e o coração devem ser guardados pela paz de Cristo, juntamente com a nossa mente, porque nela é que acontecem os nossos pensamentos. A mente humana é semelhante ao um campo de batalhas, é aí que acontece grande parte da terrível guerra espiritual que travamos todos os dias contra o diabo e seus anjos. É na mente também que negociamos valores e disposições interiores que fluirão em nossa vida, lar, família, negócios, relacionamentos, etc. Por isso que o próximo item trata dos pensamentos.

6 – Vulnerabilidade de pensamentos (vs. 8)
Os pensamentos são como fruto do nosso entendimento e nossos sentimentos. Eles também precisam ser guardados pela paz que vem de Cristo, pois eles podem nos trair. Essa também é uma área onde satanás parece ter acesso para nos tentar colocando ali imagens, ideias e coisas que podem nos levar para longe de Cristo, roubando assim a nossa alegria. Vejam o que diz 2 Co 10:4-5.

Terminando esse ensinamento, a Palavra nos aponta algumas coisas que devem ocupar o nosso pensamento, lembrando que eles são o fruto, a junção, o fruto entre o que entendemos acerca do mundo e da vida (cosmovisão), e nossos sentimentos. Aqui podemos identificar vários ladrões da alegria.

“Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.” Filipenses 4:8.

Virtude   -   perigo
Verdadeiro   -   mentira
Respeitável   -   desrespeito, desonra
Justo   -   injustiças, tudo que não se coaduna com Rm 5:1
Amável   -   odioso
Boa fama   -   má fama, mau testemunho, aparência do mal
Virtude e louvor   -   coisas que desonram o nome do nosso Deus.

CONCLUSÃO

Podemos vencer e destruir os ladrões da alegria, esses inimigos que são tão reais, e que literalmente roubam a alegria dos filhos de Deus, de pertencerem a esse Ser tão maravilhoso e poderoso que é o nosso Senhor. Notemos, no entanto, que isso exige de nós atitudes práticas e firmes. Do contrário seremos roubados.

Por: Rev. Paulo Sergio da Silva
IPB de Brasilândia, S.Paulo / SP
Cultos de Louvor, manhã e noite, 19/04/15.

SDG – A DEUS TODA GLÓRIA!!!

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