BÍBLIA, MANUAL DO CRENTE


Pergunta 2: "Que regra Deus nos deu para nos dirigir na maneira de O glorificar e gozar?" 

Resposta: "A Palavra de Deus, que se acha nas Escrituras do Velho e do Novo Testamentos, é a única regra para nos dirigir na maneira de O glorificar e gozar."(Gl 1:8-9; Lc 16:29-31; 2 Tm 3:15-17).
 

Glorificação 

Qualquer ato de glorificação a Deus é uma liturgia, um serviço cúltico ao Criador. O salvo glorifica o Salvador com seus dons, habilidades e talentos nas adorações comunitárias e fora delas. Jamais um redimido se comportará como depredador ou corruptor das ordens sociais, morais e culturais da sociedade. Cristo coloca o salvo no mundo como boa semente, como o fermento da massa nutritiva, como luz para evitar o triunfo das trevas, como arauto anunciador das boas novas do Reino do Cordeiro. Os verdadeiros eleitos contribuem, natural e decisivamente, para a existência e a manutenção, ainda, de todos os bens e virtudes no seio da sociedade. Os santos de Deus, na verdade, impedem a total depravação dos sistemas, estruturas e organizações sociais, políticas, econômicas e culturais, embora tal papel não se lhes reconheça e nem se lhes atribua. Por outro lado, os filhos das trevas geram, implantam e divulgam os vícios corruptores dos indivíduos, da família e do estado. Para eles, a eliminação da moralidade, da honra, da decência, da dignidade, da honestidade, da fidelidade e do pudor resultará na plena liberdade, direito que entendem significar liberalidade ilimitada e permissividade sem fronteiras. Um povo composto somente de réprobos não passaria de uma "incivilização", de um inominável caos. Os princípios cristãos são mantidos por cristãos de princípios.

A Igreja, como corpo de Cristo, e cada um de seus membros, templos do Espírito Santo, são frutos da obra redentora de Cristo, doutrinados e guiados na terra pelas Escrituras Sagradas, seus normativos parâmetros de fé e de comportamento. Cada crente sincero é uma carta viva de Jesus Cristo de tal modo que sua mente e sua consciência, pela regeneração, harmonizam-se com a vontade de Deus na execução de suas tarefas seculares e espirituais tanto no campo da individualidade como no da coletividade. O salvo é imagem de seu Salvador, Sua glória visível e permanente. Os ministros liderantes da comunidade eclesial são respeitáveis e merecedores de respeito enquanto se submeterem, sem restrições, à doutrina e à ética bíblicas. A palavra da Igreja, quando emanada das Escrituras, tem força norteadora e poder autoritativo sobre seus membros e ação missionária no mundo. O povo de Deus não deve impressionar-se com as multidões, característica de um evangelismo de resultados numéricos imediatos e canalizador, supostamente, de bênçãos materiais como saúde, emprego, riquezas e facilidades psicológicas e temporais.

Gozo


O gozo do servo de Deus está em:
 

a - Submeter seus impulsos e desejos sensoriais ao poder imperativo controlador e santificador da Palavra de Deus. O alimento, o lazer, o trabalho e o sexo são bênçãos divinas para o crente e, exercitadas por este conforme as ordenanças escriturísticas, convertem-se em atos de glorificação ao Criador e de realizações extremamente prazerosas.
 

b - Conviver com o Salvador, que nele habita pelo Espírito Santo, num relacionamento íntimo e permanente. O regenerado é capaz de entrar no seu quarto, fechar a sua porta e, em privativa e profunda comunhão, falar a sós com o seu Senhor e Pai Celeste.
 

c - Viver na fraternidade dos redimidos, a Igreja, como membro e cooperador, segundo os talentos que Deus lhe deu. Na comunhão eclesiástica (ekklesia = Igreja) o servo do Senhor se realiza e coopera para realização de seus conservos.
 

d - Prestar culto a Deus em espírito e em verdade tanto nas adorações comunitárias como nas domésticas. O verdadeiro crente em Jesus Cristo sente prazer indescritível na leitura da Bíblia, nos cânticos espirituais, na oração e na comunhão eucarística. Tal prazer, includente e disciplinador do sensório, supera, e muitíssimo, qualquer gozo concupiscente. O corpo humano, obra do Criador, não é apenas fonte geradora de desejos e impulsos sensoriais, mas é, principalmente, veículo de adoração. Eis porque Paulo ordenou, não apenas recomendou, que apresentemos nossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o nosso culto racional (Rm 12:1). O culto, pois, é uma das realizações espirituais mais alegres e prazerosas para o verdadeiro crente.
 

e - Vivenciar uma paz interna, dádiva de Cristo, desconhecida dos ímpios. Esta paz constante, mesmo diante de perturbações internas e conflitos externos, de dores e sofrimentos, de incertezas e desesperanças, nos é assegurada e mantida em nosso coração pelo Consolador, que nos foi outorgado e habita em nós, o Espírito Santo.
 

f - Ser instrumento nas mãos do Criador no trabalho profissional para que, naquilo que depender do servo, o Senhor seja bem servido no serviço ao próximo. A consciência do dever cumprido é tranqüilidade e gozo para o real cristão.
 

Não nos esqueçamos que os escolhidos e regenerados em Cristo são instruídos e dirigidos pelas Palavra de Deus proclamada pela Igreja e aplicada pelo Espírito Santo.

IPB de Vila Gerti, S.C.Sul / SP

Estudo Bíblico 04/12/13 - Glorificação
Estudo Bíblico 18/12/13 - Gozo.

Comentários Rev. Onézio Figueiredo (adaptado).
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e baixe o Breve Catecismo comentado pelo Rev. Onézio Figueiredo.

SDG – A DEUS TODA GLÓRIA!!!

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