O FIM PRINCIPAL DO HOMEM


IPB de Vila Gerti, S.C.Sul / SP
Estudo Bíblico 20.11.13

Pergunta 01: Qual é o fim principal do homem?
Resposta: O fim principal do homem é glorificar a Deus (Rm 11:36; 1 Co 10:31), e gozá-Lo para sempre (Sl 73:24-26; Jo 17:22-24).


Glorificação permanente
Deus criou o homem à Sua imagem e semelhança para que Ele, por Sua natureza, grandeza e virtudes, Lhe fosse, naturalmente, perpétua glória na existência e na adoração. Arte do grande Artista, o homem destina-se às artes, à ciência, ao pensamento, à moral, à ética, à comunhão com o Criador e às relações interpessoais harmoniosas com seus semelhantes.

A obra prima da criação deveria, por si mesma, ser, dentro de seus objetivos originais, sublime expressão de glória e exaltação do Pai eterno. O pecado prejudicou desgraçadamente o homem, corrompeu-o, mas Deus lhe preservou, na essência, princípios qualitativos da base original, ainda que rudimentarmente, de moralidade, espiritualidade, inteligência, sensibilidade, racionalidade, criatividade, e de poder regencial. Poucos seres humanos, porém, depois da queda, voltam-se para Deus. A maioria torna-se egocêntrica, materialista, hedonista e, parte considerável, satanista.

Na massa caída e degenerada Deus introduziu o novo Adão, Jesus Cristo, de Quem Ele mesmo diz: "Este É meu Filho amado, em Quem Me comprazo; a Ele ouvi." (Mt 17:5). Em Cristo, Cabeça da nova humanidade, a glória está perfeita e exuberantemente visível: "E o Verbo Se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como a do Unigênito do Pai." (Jo 1:14).

O homem, em si mesmo, apesar da queda, é glória de Deus, pois é o único ser moral, intelectivo, volitivo e criativo. Os regenerados em Cristo Jesus, retirados da humanidade degenerada pela eleição da livre graça divina, recuperaram a espiritualidade e se reconciliaram com Deus, tornando-se imagens e semelhanças de Cristo, formando com Ele um corpo interativo e indissolúvel, e por meio dEle, estão restabelecidos à comunhão do Pai celeste: "Que todos sejam um; e como És Tu, ó Pai, em Mim e Eu em Ti, também sejam eles em Nós; para que o mundo creia que Tu Me enviaste." (Jo 17:21,24).

O crente é, por sua natureza e vocação, um glorificador de Deus, um santificador de Seu nome. No regenerado Cristo é glorificado (Jo 17:10). Como nosso conservo Paulo, podemos dizer: "Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim." (Gl 2:20).

Glorificação por testemunho
O mundo toma conhecimento de Deus, de Sua paternidade, santidade, poder, honra, misericórdia e glória pelo testemunho existencial e missionário de Seu povo. O salvo em Cristo Jesus não “deve ser”, a Bíblia declara que ele é: sal, fermento e luz: "Vós sois o sal da terra". "Vós sois a luz do mundo", disse Jesus; e acrescentou: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos
Céus." (Mt 5:13-16).

Onde o redimido é colocado como boa semente, aí florescem a dignidade, a honestidade, a sinceridade, a bondade e a paz. O crente modifica o ambiente em que vive ética, moral, social e espiritualmente. Enquanto o homem carnal é glória de si mesmo, de seu ego e de seu mundo, o verdadeiro crente é glória de Deus; para isso foi criado, eleito desde a eternidade, chamado em Jesus Cristo, vocacionado, salvo, justificado, colocado e selado no corpo dos redimidos, a Igreja, que é o Corpo vivo de Cristo; sustentado e preservado pelo Santo Espírito da promessa. Por seu testemunho claro e forte, a mensagem se torna clara e poderosa, convincente e transformadora. O nome de Deus é santificado na vida de Seus santos.

Cristo administra os seus servos (douloi), jamais é administrado por eles. Ao renunciar as glórias do mundo, o salvo se transforma em glória de Seu Salvador.

Gozá-lo para sempre
Imagine se você pudesse ter seus pais, sadios, jovens, amorosos e dedicados, sempre ao seu lado, a vida toda. Que a doença, a velhice e morte jamais os atingissem. Seria um gozo ininterrupto e completo para os corações tanto do filho como dos pais. A paternidade divina, imensuravelmente mais profunda, significativa e construtiva, nunca se apartará do regenerado. O filho estará eternamente com o seu Pai Celeste numa interligação pessoal, fraternal e prazerosa, para a alegria do Criador e da criatura.

A humanidade geral, porém, seduzida pelo maligno, afasta-se do Salvador e se entrega a si mesma e aos caprichos da carne. Corrompem-se no pecador não regenerado os laços da fraternidade e os vínculos de unidade; deturpa-se, e se lhe degenera o ser original. Cristo, no entanto, restaura no eleito, a imagem danificada pela queda, restabelece-lhe o gozo permanente pelo consolo do Espírito, reata-se o elo de convergência espiritual da indissolúvel ligação entre o Criador e a criatura, feita para ser imagem, não caricatura.


"E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com Salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo." Efésios 5:18-21.

O cristão regenerado glorifica o Salvador e vive no gozo de Sua paternidade e proteção.

Comentários Rev. Onézio Figueiredo (adaptado).
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SDG – A DEUS TODA GLÓRIA!!!

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