SE DEUS NOS AMA, POR QUE SOFREMOS?

Por Rev Hernandes Dias Lopes

O problema do sofrimento não é uma questão apenas filosófica, mas, sobretudo teológica. Temos dificuldade de conciliar o amor de Deus com o sofrimento humano. Os judeus questionaram o amor de Jesus por Lázaro, por este ter passado pela morte sem a intervenção de Jesus. Ao longo dos séculos reverbera sempre a inquietante pergunta: Por que sofremos? Por que a nossa dor não cessa? Chamo sua atenção para alguns pontos importantes no trato dessa matéria: 

1. O sofrimento não é fruto do desamor de Deus, mas do pecado human – O sofrimento é filho do pecado. Não tivesse existido a queda não haveria sofrimento. Somos concebidos em pecado e nascemos com uma natureza corrompida num mundo que está gemendo açoitado por muitas agruras. O sofrimento é a conseqüência inevitável do pecado. O pecado é como uma fonte poluída de onde flui copiosamente o sofrimento. O pecado é o solo onde crescem os espinheiros do sofrimento. O pecado é como um anzol que por trás da isca do prazer esconde a carranca do sofrimento e da morte.
 

2. O sofrimento é um aviso solene e altissonante aos ouvidos humanos – Se não houvesse a dor nós sucumbiríamos subitamente sem a mínima chance de buscarmos socorro. A dor é uma trombeta; o sofrimento, um aviso solene de que é impossível transgredir os preceitos de Deus sem sofrer as devidas conseqüências. Se a violação de uma lei física desencadeia uma conseqüência inevitável, assim também, a violação dos preceitos morais e espirituais deságua em sofrimento atroz. Muitos tentam abafar a voz da consciência e outros tentam negar a dor, mas mesmo aqueles que amortecem os efeitos da dor nesta vida, jamais poderão ficar incólumes do sofrimento eterno. 

3. O sofrimento precisa ser nosso pedagogo e não nosso coveiro - Muitas pessoas se desesperam a ponto de dar cabo da própria vida ao passarem pelo vale do sofrimento. Há sofrimentos físicos, mentais, emocionais e espirituais. Há dores na alma que doem mais do que ter a carne fustigada pela doença. Não poucas pessoas revoltam-se contra Deus como a mulher de Jó, ao passarem pelas tempestades da vida. Em vez de serem como a cêra que se derrete ao sol, são como o barro que endurece ainda mais quando exposto ao seu calor. O sofrimento deve nos ensinar em vez de nos destruir. Ele deve nos tomar pela mão e nos ensinar a viver com mais sensibilidade e sabedoria em vez de nos enclausurar na cova existencial da morte. O rei Davi disse: “Foi-me bom passar pelo sofrimento, para que eu aprendesse os teus decretos” (Sl 119.71). É preciso deixar claro que nem todo sofrimento é fruto de um pecado específico ou de um castigo. O homem que nasceu cego estava sofrendo não por causa do seu pecado ou do pecado de seus pais, mas para que nele se manifestasse a glória de Deus (Jo 9.1-9). Nesse mundo passamos por aflição e importa que entremos no Reino de Deus por meio de muitas tribulações. 

4. O sofrimento presente pode ser prelúdio da consolação eterna – O sofrimento deve ser visto à luz da eternidade. O sofrimento do justo é passageiro e suave quando comparado com as glórias por vir a serem reveladas nele. Nós temos uma boa esperança e uma consolação eterna. Aqui pisamos estradas crivadas de espinhos, mas, então, pisaremos ruas de ouro e cristal. Aqui nossos olhos ficam inchados de tanto chorar, mas, então, Deus enxugará dos nossos olhos toda a lágrima. Aqui, nós sofremos pela escassez, pela fraqueza, pela enfermidade e pelo luto, mas, então, receberemos um corpo de glória, semelhante ao corpo de Cristo. Aqui, vivemos como estranhos e peregrinos, mas em breve, mudaremos de endereço e viveremos na Casa do Pai, no Paraíso, na Nova Jerusalém, na Cidade Santa, onde a dor, a morte e o luto jamais entrarão. O sofrimento é um cálice amargo, mas ele findará; então, beberemos das fontes da água da vida, que jorram sem cessar do trono de Deus. Diante da carranca do sofrimento presente, podemos erguer a nossa voz e dizer como o apóstolo Paulo: “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação” (2 Co 4:17). 

Fonte http://www.hernandesdiaslopes.com.br/ - publicado com autorização do autor.

Comentários

  1. Esta pergunta é muito comum. Entretanto, é muito facil e compreensivel a resposta.
    Todo o crente deve ter absoluta certeza, de que é nas lutas e dificuldades que vemos o grande amor de Deus. Percebemos isto quando o apostolo Paulo insiste para que ele tire o espinho da carne.
    Atente para a resposta: A MINHA GRAÇA TE BASTA. E imediatamente Paulo compreendeu, a ponto de entender que o SOFRIMENTO trazia benefícios.
    Portanto, irmão, para nós que conhecemos e temos uma vida de intimidade com Deus, podemos afirmar: QUE É NO SOFRIMENTO QUE PERCEBEMOS O QUANTO ELE NOS TEM AMADO!
    NESTE MUNDO TEREIS AFLIÇÕES, MAS EU VENCI O MUNDO.
    Quer ver a maior prova de amor?
    Ela está no SALMO 34:19: MUITAS SÃO AS AFLIÇÕES DO JUSTO, MAS O SENHOR DE TODAS O LIVRA.
    Amado, vamos confiar sempre que /deus tem o melhor para aqueles que o temem.
    ABRAÇÕS, CARINHOSOS NOSSOS.
    JOSÉ LUIZ E LUCILLA

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  2. De: Nelson Martins Filho
    Enviada em: segunda-feira, 24 de setembro de 2007 18:20
    Para: Paulo Sergio da Silva
    Assunto: Re: Marcas da Verdadeira Igreja - Uma Reflexão Calvinista

    PAULO,

    DEUS O ABENÇOE...

    A SUA MENSAGEM SOBRE POR QUE SOFREMOS, FOI TEMA E BASE DE MINHA PREGAÇÃO NO CULTO DE ENSINO/DOUTRINA NESTA ULTIMA 6A. FEIRA EM N/IGREJA NA PRÇA DOS ANDRADAS,24 CENTRO SANTOS, NA QUAL SOU UM DOS DIRIGENTES.

    DEUS TE USOU.

    GRATO.

    AMÉM

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