PERSEVEREMOS COM HUMILDADE


Por: Rev. Paulo Sergio da Silva
IPB de Vila Gerti, S.C.Sul / SP
Pastoral Boletim 12.05.13

“Ajuda-me na minha falta de fé.” Marcos 9:24b.

Diante de uma grave crise familiar, o personagem bíblico falou algo que demonstrou a sua falta de maturidade e conhecimento (vs.22b), e foi exortado pelo Senhor. Ele questionou o poder e a autoridade de Jesus, algo tão comum no nosso contexto, algo tão particular, pois ainda que muitas vezes passemos por crises de fé, na maioria das vezes essas crises são tão particulares, tão interiores, que não manifestamos isso a ninguém. Assim como Asafe questionou a bondade e a justiça de Deus no Salmo 73, esse homem também questionou Jesus.

“...se Tu podes alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos.” Marcos 9:22b.

A repreensão de Jesus faz-nos pensar que a razão de não termos diversos problemas solucionados reside em nossa falta de fé.

“Ao que lhe respondeu Jesus: Se podes! Tudo é possível ao que crê.” Marcos 9:23.

Deve ter sido duro para aquele pai ser exortado publicamente, e ainda vendo seu filhinho sofrer daquele jeito. Muitas vezes, quando Deus nos repreende, nos desanimamos. Talvez seja por causa de nosso orgulho, arrogância, autopiedade e autocomiseração, que também é pecado. Muitos desistem quando são repreendidos pelo Senhor. Basta vir alguma provação e já pensam em desistir. Se forem exortados verbalmente então... Mas na vida daquele homem foi diferente... Ele nos deu exemplo de humildade e perseverança ao dizer, EM LÁGRIMAS, a Jesus:

“Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé!” Marcos 9:24b.

Era exatamente isso que ele tinha que fazer, e não ir embora dali revoltado com o Senhor. Se ele assim fizesse o maior prejudicado seria seu filho; mas é isso que muitos pais fazem quando deixam a humildade e seguem o caminho do orgulho espiritual. É isso que muitos servos e servas fazem quando são exortados pelo Senhor, sem se importar naquele momento com as inevitáveis consequências que o pecado traz.

Aquele homem reconheceu o seu pecado, não discutiu com o Senhor, não tentou se retratar ou se justificar, mas se humilhou. Ele poderia dizer: “Senhor, se eu não tivesse fé não estaria aqui, se eu não cresse não estaria cuidando do meu filhinho toda sua via.” Não! Ele simplesmente disse: “Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé!”. Como se dissesse: “Eu creio Senhor, mas se ainda não é o suficiente, me ajude!” Que humildade, que lição de perseverança!

Não sejamos orgulhosos (as), não sejamos arrogantes, não sejamos inconsequentes... Vale muito mais a pena sermos humildes e suplicarmos a bênção do Senhor em nossas vidas, em nossa Igreja, e em nossos lares, do que nos rebelarmos. Façamos a coisa certa.

SOLI DEO GLORIA!!!

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