REFLEXÕES SOBRE O CARNAVAL - SUA ORIGEM, HISTÓRIA, PERIGOS E EFEITOS

IPB de Vila Gerti, S.C.Sul / SP
EBD 10.02.13

O CARNAVAL E O CRISTÃO 
Por: Rev. Antonio Carlos Rezende

Aproveito da oportunidade para lembrar aos amados irmãos algumas verdades sobre o carnaval. Segundo a Enciclopédia Barsa, a palavra carnaval etmologicamente origina-se do baixo latim “carnelevamen”, cuja tradução é “festa da carne”. Sua origem tem sido atribuída a evolução e a sobrevivência do culto à deusa pagã ísis, deusa de maior importância no antigo Egito. O culto a essa deusa teve início no Egito. Difundiu-se por todo o país, chegando a Grécia e a Roma, passando assim às nações de quase todo o mundo. É portanto, uma festa de origem pagã e cultua ísis, deusa egípcia, pelos prazeres da carne. O dicionário da língua portuguesa, da Enciclopédia Britânica do Brasil, diz que o carnaval é a “folia que precede à quarta-feira de cinzas, durante a qual existe o afrouxamento das normas morais”.

A posição bíblica da Igreja Presbiteriana e da Igreja Cristã Reformada é definida e orienta a cada seguidor de Jesus para não ter envolvimento algum com este festejo. Existe uma clara oposição e contradição do carnaval com a vida cristã. O cristão anda no espírito, luta contra a carne e jamais deve satisfazer as suas vontades (Gálatas 5:16-17). O apóstolo Paulo, em sua carta escrita aos Romanos, capítulo 13, dos versos 11 a 14, nos exorta a sermos despertados do sono, a deixarmos as obras das trevas e a nos revestirmos das armas da luz. Paulo nos chama a um andarmos dignamente, como em pleno dia, não em orgias e bebedices, não em impudicícias e dissoluções, não em contendas e ciúmes.

Somos, finalmente, exortados a nos revestirmos do Senhor Jesus Cristo e não “dispormos nada” à carne, no tocante aos seus prazeres. Carnaval é festa da carne, a vida cristã é festa do Espírito Santo. O cristão vive uma vida espiritual com conduta regrada pelo Espírito de Deus. Os não cristãos vivem uma vida oposta, vivem uma vida dominada pelos prazeres da carne. Andemos em total separação: eles nos prazeres da carne, e nós nos prazeres do Espírito!

Termino com a lembrança do texto de Apocalipse 18:4 que nos exorta:

“Foge dela povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos”.

O Rev. Antonio Carlos Rezende é pastor da IPB de Vila Prudente / SP.



POR QUE EVANGÉLICOS NÃO DEVEM PARTICIPAR DO CARNAVAL? QUAL A ORIGEM DESSA FESTA? 

Por: Pr. Silas Malafaia

A origem do carnaval ainda é desconhecida. As primeiras referências a ele estão relacionadas a festas agrárias. Alguns atribuem seu surgimento aos cultos de agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela colheita, realizados na Grécia durante o século 7 a.C. A festividade incluía orgias sexuais e bebidas, e os foliões usavam máscaras e disfarces simbolizando a inexistência de classes sociais.

As folias do carnaval também estão ligadas às festas pagãs romanas, marcadas pela licenciosidade sexual, bebedeira, glutonaria, orgias coletivas e muita música. Eram conhecidas como bacanais (em homenagem a baco, o deus do vinho e da orgia), lupercais (em homenagem ao deus obsceno pã, também chamado de luperco) e saturnais (em homenagem ao deus saturno, que, segundo a mitologia grega, devorou seus próprios filhos).

Com o advento do cristianismo, a Igreja Católica Apostólica Romana começou a tentar conter os excessos do povo nessas festas pagãs e a condenar a libertinagem. Porém, com a resistência popular, em 590 d.C. ela própria oficializou o carnaval dando origem ao “carnaval cristão”, quando o Papa Gregório I marcou definitivamente a data do carnaval no calendário eclesiástico.

Esse momento de grandes festejos populares antecedia a quaresma, período determinado pela Igreja Católica para que todos os anos os fiéis se dedicassem, durante 40 dias, a assuntos espirituais, antes da Semana Santa. No período que ia da Quarta-feira de Cinzas até o Domingo de Páscoa, o povo deveria entregar-se à austeridade e ao jejum, para lembrar os 40 dias que Jesus passou no deserto consagrando-se.

Como o povo enfrentaria um longo período de privações e abstinência, alguns “carnais” permitiram que o povo cometesse então algumas extravagâncias antes. Às vésperas da Quaresma, os cristãos fartavam-se de assados e frituras entre o domingo e a “terça-feira gorda”. O que deveria ser apenas uma festa religiosa acabou assimilando os antigos costumes de libertinagem e bebedeiras.

Esses dias de “vale-tudo” que antecedem a Quaresma, em que as pessoas ficam 40 dias sem comer carne, passaram a ser chamados de adeus à carne, que em italiano é carne vale, ou “carnevale”, resultando na palavra carnaval.

A Quarta-feira de Cinzas, primeiro dia da Quaresma, simbolizava o momento em que as pessoas se revestiam de cinzas, evocando que do pó vieram e para o pó retornariam, e ingressavam no período em que a Igreja celebra a paixão, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo.

Visto que até hoje essa festa da carne traz consequências físicas, morais e espirituais degradantes, estampadas nos noticiários da Quarta-feira de Cinzas, aconselho aos que não participam do Carnaval que continuem de fora; e, aos que participam ou pretendem participar, meu conselho é:

“Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.” 1 João 2:16.

Sendo assim, não convém ao cristão, mesmo a título de curiosidades, participar dessa festividade.

SUGESTÕES DE LEITURA:
Salmo 1.1; Tiago 1.2-4; Apocalipse 22.15.


Extraído de Verdade Gospel.



CARNAVAL - FESTA DO DIABO, FESTA DA CARNE
Por: Rev. Paulo Sergio da Silva
 
"Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam." 1 Coríntios 10:23.

Todos os anos, no mês de fevereiro acontece a festa da carne - CARNAVAL. Como vivemos numa sociedade não cristã onde os valores e costumes são muitas vezes contrários à Palavra de Deus, precisamos tomar certos cuidados. Não podemos cair no engano de pensar que não tem problema participar dessa festa, simplesmente por ser uma "manifestação cultural", ou uma "diversão". O cristão verdadeiro não participa do carnaval, e nem se sente bem em tais locais, pois esse é um ambiente degradante de propagação do pecado, onde reina a licenciosidade, bebidas, drogas e prostituição. Esse não é o ambiente dos filhos de Deus, e sim dos filhos do diabo. Saibamos bem onde colocamos a planta de nossos pés. Sigamos o exemplo de Jesus, certamente Ele jamais participaria disso. O crente é sal da terra e luz do mundo e prestará contas a Deus por todos os seus atos.

O cristão verdadeiro não se deixa seduzir pelo clima de imoralidade e “vale tudo” que predomina nessa festa. Muitos se desviaram da verdade, e estão indo para o inferno por darem espaço em seus corações ao pecado, caso não se arrependam.

O cristão verdadeiro tem limites em seus horários, crente não tem “vida noturna”. Sempre devemos dar bom testemunho de nossa fé, não sendo jamais uma pedra de tropeço e escândalo, mas edificadores do Reino de Deus, pescadores de almas, atalaias da Verdade.

Talvez esses sejam os principais cuidados, em se tratando do procedimento do crente no mundo. Lembremos que Jesus esteve no meio de perdidos para lhes anunciar a salvação e chamá-los ao arrependimento. Muitos crentes estão evangelizando nesses locais, imitando Jesus, e não os perdidos. Porém, não são todos que estão prontos para essa obra.

Leia esses textos com bastante cuidado, atenção e oração: Js 3:5; Sl 1:1-2; 51:11; Pv 23:29; Mt 5:13; 6:23; 7:13-14; Mc 9:42; 1 Co 5:11; 6:9-10; Gl 5:19-21; Ef 4:30; Cl 1:18; 1 Ts 5:1-10,19; Hb 10:25;12:14; Tg 4:4; 1 Pe 2:8; 1 Jo 2:15; Ap 2:10; 17:5.

Que Deus nos livre dos laços de pecado e destruição que estão arrastando milhares de indecisos para as trevas. Que Ele retire toda dúvida dos que estão entre dois pensamentos. Que Deus nos liberte, quebrante, tire de nós a frieza espiritual, derramando Seu Espírito sobre nós, e tenha misericórdia de nós! 


SOLI DEO GLORIA!!!

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