O DRAMA DO LEGALISMO


“Atam fardos pesados [e difíceis de carregar] e os põem sobre os ombros dos homens; entretanto, eles mesmos nem com o dedo querem movê-los.” 
Mateus 23:4.

O legalismo é um caldo mortífero que adoece e neurotiza a família e a Igreja em nome da verdade. Os legalistas coam mosquito e engolem camelo (Mt 23:24). Brigam por aquilo que é secundário e transigem com aquilo que é essencial. Em nome do zelo espiritual ferem pessoas, perturbam a paz e quebram os vínculos da comunhão. Os legalistas agem como os fariseus que acusavam Jesus de pecado por curar no dia de sábado, mas não viam seus próprios pecados quando tramavam a morte de Jesus, e ainda mais no sábado.

Os legalistas são aqueles que reputam a sua interpretação das Escrituras como infalível e atacam como os escorpiões do deserto aqueles que discordam da sua visão extremada, chamando-os de hereges. O legalismo é fruto do orgulho e desemboca na intolerância. Em nome da verdade, sacrifica a própria verdade e insurge-se contra o amor. O legalismo é reducionista, pois repudia todos que não olham para a vida pelas suas lentes embaçadas. O legalismo professa uma ortodoxia morta; uma ortodoxia sem amor e sem compaixão. Acautelemo-nos desse caldo mortífero.

Oremos
Senhor Deus, ensina-me a seguir a verdade em amor. Verdade e amor não podem existir separadamente. Concede-me, pois, uma mente regida pela verdade e um coração cheio de amor. Em Cristo Jesus, amém.

Cada Dia.

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