SOLTE OS AMENDOINS

“Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus.” Colossenses 3:1. 

Conta Paul White, em seu livro “Fábulas do Médico das Selvas”, que uma antiga e infalível armadilha para apanhar macacos, era pegar uma lata de querosene, daquelas de mais ou menos vinte litros, fazer uma abertura não muito grande e depois enchê-la com areia e pedras, deixando por cima de tudo uma camada de amendoins. O animal, logo que sentia o cheiro de amendoins, metia a mão pela pequena abertura, agarrava um punhado deles, e, logicamente não conseguia tirar a mão fechada, de dentro da pesada lata. Soltar os amendoins? Jamais, isto nunca!

Assim o bicho "inteligente", ficava preso, à espera do caçador que logo o apanhava e o carregava, rindo da insensatez do animal.

Realmente é uma história interessante e engraçada.

Mas, não é só isso; ela contém uma lição de extraordinário valor para nós, que certamente nos julgamos, e, de fato somos, sem medida, mais inteligentes que os macacos. Isto porque, no que se refere à experiência vivida pelo macaco, com respeito aos amendoins, percebemos facilmente que agimos à semelhança dele. Temos nos agarrado aos “amendoins” deste mundo, e nos deixado ficar presos a eles, preferindo nos sujeitar a todo tipo de servidão, sem, contudo, abrir mão daquilo que nos prende?

Assim, por vezes assistimos o nosso nível espiritual caindo, nossa comunhão com Deus, irmãos e igreja sendo afetados, a nossa alegria sendo tragada pela tristeza, o testemunho antes notório sendo obscurecido e a nossa luz diminuindo, mas apesar disso preferimos ser carregados pelo “caçador” a abrir mão dos nossos “preciosos amendoins”.


É preciso avaliar! Muitas das “melhores coisas” a que nos apegamos podem não passar de simples “amendoins”, que tão somente nos tiram a capacidade de ver as bênçãos excelentes que temos desprezado.

Enfim, “antes que se rompa o fio de prata e se despedace o copo de ouro” (Ec 12:6), seja forte, “solte os amendoins”, ou seja, desprenda o coração de tudo, mesmo do que lhe pareça
precioso”, mas, que de algum modo lhe faça perder bênçãos espirituais de Deus. 

Extraído do Boletim da IPB de Praia Grande / SP.

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