APRENDENDO COM A MUDANÇA

"Não fareis segundo as obras da terra do Egito, em que habitastes, nem fareis segundo as obras da terra de Canaã, para a qual Eu vos levo, nem andareis nos seus estatutos." Levítico 18:3.

Quando estamos num processo de mudança, é interessante observar que podemos tentar permanecer os mesmos, mesmo mudando. Temos a tendência natural a procurar estabilidade, faz parte das nossas defesas psicológicas assegurar que as coisas aconteçam de maneira previsível. Quem vive mudança constante acaba sofrendo um estresse além do consegue suportar.

Mas, mesmo quando a mudança é inevitável, necessária até, temos essa tendência de querer fazer as coisas do mesmo jeito que sempre fizemos. Raras vezes isso é possível. Além das óbvias mudanças geográficas, há também as mudanças sociais e psicológicas que precisam acontecer. Querer fazer tudo exatamente do mesmo jeito é receita para frustrações e problemas.

A própria passagem do tempo provoca esse mesmo fenômeno. Você já não pode mais fazer as coisas hoje da mesma maneira que fazia há dez anos. Algumas não são possíveis, outras não convém mais. É sinal de imaturidade, ou até de insensatez, não acompanhar essa mudança natural na vida.

Quando Deus tirou o povo de Israel do Egito deu instruções específicas: não farás lá como se fazia aqui. Foi inclusive além, dizendo que quando chegassem lá, não era para fazer nem como os de lá. Ou seja, nem de um jeito nem de outro, mas do jeito dEle.

Na nova situação (seja ela geográfica ou não) Deus quer dirigir e ensinar como devemos proceder. Ele deseja nos mostrar a maneira melhor de viver, desfrutar a presença dEle e ser instrumentos de bênção para aqueles que Ele pode alcançar através de nós.

Mudanças são inevitáveis. Muitas delas é o próprio Deus que inicia, com o propósito de que busquemos nEle a sabedoria e a direção.

"Senhor, que eu tenha a humildade de entender que as mudanças são a oportunidade de aprender a maneira nova que queres que eu viva."

Ichtus.

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