EXPECTADOR OU TRABALHADOR?

Por: Rev. Hernandes Dias Lopes
D

A Igreja é o Corpo de Cristo, e cada membro tem uma função. Todos os membros são importantes e para que o Corpo cresça saudável é preciso que cada membro exerça o seu papel. Todos os crentes são capacitados por Deus com dons espirituais. Esses dons são distribuídos pelo Espírito Santo e visa à edificação de todo o corpo. Assim, não existe membro auto-suficiente nem membro desamparado. Não cabe na Igreja complexo de superioridade nem de inferioridade. O que deve existir na Igreja é a mutualidade.

Dados fidedignos revelam que, na Igreja, 20% dos membros trabalham e 80% assistem. Há mais expectadores do que trabalhadores. Poucos são os que entram em campo e muitos são aqueles que da arquibancada aplaudem ou vaiam o desempenho dos trabalhadores. Há aqueles que passam a vida toda se preparando sem jamais entrar em campo para trabalhar. São como aqueles atletas que vivem se aquecendo, mas jamais entram no campo para jogar. São crentes “promessa” e nunca crentes “realidade”. Uma Igreja que não trabalha dá trabalho. Uma Igreja que não evangeliza precisa ser evangelizada. Uma Igreja que não é uma agência missionária torna-se um campo missionário.


A Igreja não deve ser uma platéia de expectadores, mas uma equipe de trabalhadores. Quando nos envolvemos no trabalho, empregamos nossas energias fazendo a obra, em vez de criticar os obreiros. Quando saímos da arquibancada para o campo, descobrimos que trabalhar é mais compensador do que do que assistir. Deus não nos chamou para sermos expectadores, mas trabalhadores em sua seara.

Muito dessa mentalidade de expectador é ainda um resquício da equivocada teologia do sacerdócio profissional. A Reforma Protestante enfatizou a doutrina do sacerdócio universal dos crentes. Na Igreja não existe hierarquia. Todos têm o mesmo acesso a Deus e todos estão habilitados para fazer a obra. A idéia de que uns fazem e os outros pagam, assistem ou criticam não é um conceito bíblico. A Igreja precisa ser mais efetiva e eficaz em sua ação e isso só poderá acontecer quando todos os seus membros se envolverem, se engajarem, vestindo a camisa e entrando em campo para trabalhar. Há muita obra a ser feita. Há muitas vidas a serem alcançadas pelo Evangelho. Há muitos ministérios a serem realizados. Há muitas portas abertas que precisam ser aproveitadas, mas, infelizmente existem ainda muitos dons e talentos enterrados.

Quem é você: um expectador ou um trabalhador? Você está dentro do campo ou na arquibancada? É tempo de mudar! É tempo de se envolver! É tempo de agir! Deus espera isso de você. A Igreja precisa de você. Seja um trabalhador e não apenas um expectador.

Extraído do Boletim da IPB de Praia Grande / SP.

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