APELO À CORAGEM E AO TRABALHO

Quero ser como criança, 
Te louvar pelo que és...

Por: Rev. Paulo Sergio da Silva 
3ª IPB de Barretos / SP
Pastoral 19.09.10

“Ora, pois, sê forte, Zorobabel, diz o SENHOR, e sê forte, Josué, filho de Jozadaque, o sumo sacerdote, e tu, todo o povo da terra, sê forte, diz o SENHOR, e trabalhai, porque Eu Sou convosco, diz o SENHOR dos Exércitos.” Ageu 2:4. 

Os judeus retornaram do exílio sob o decreto do rei Ciro, da Pérsia em 538 a.C., e iniciaram a reconstrução do templo. Oposições e desencorajamentos fizeram com que o projeto de reconstrução ficasse parado durante cerca de 16 anos (Ed 4:1-4). A mensagem de Ageu traz um apelo à retomada da reconstrução do templo, e serve de lição a todos que são alvo da restauração de Deus. O que Deus diz aqui deve nos impactar profundamente. Primeiramente Deus requer de nós a coragem. Esse é o sentido da expressão “sê forte”, repetida triplamente, dando ênfase a essa ordem. Todos deveriam ser fortes e corajosos: Zorobabel que representava a família real naquele contexto (1 Cr 3:17,19) e todas as autoridades reais; Josué, filho de Jozadaque, que representava a família sacerdotal (1 Cr 6:15) e portanto todas as famílias levíticas e autoridades do templo; e por fim, todo o povo deveria ser forte e corajoso.

A ausência dessa coragem (covardia) espiritual se refletiu no desânimo e apatia para com a obra de Deus, naquele contexto a reconstrução do templo. Em nossos dias, quando falamos da obra de Deus não nos referimos inicialmente a grandiosas realizações, as quais serão muito bem-vindas, se Deus em Sua infinda graça, nos permitir realizar para a Sua glória. Antes porém, nos referimos ao básico da fé cristã: AMOR a Deus, à família, à Igreja e às pessoas em geral, ao conhecimento das Escrituras e à presença e atuação do Espírito Santo em sua vida. Um modo eficaz de percebermos se nos falta coragem e forças espirituais, é através de nossa presença nos trabalhos espirituais da Igreja, não só aos domingos, mas também às terças e quintas-feiras. É inverdade afirmarmos que cremos e amamos a Deus, se não amamos a Sua Igreja, isto é, a Igreja da qual fazemos parte, onde somos membros. Muitos dizem que amam a Igreja, genericamente, mas não querem se envolver com a Igreja local. Isso é egoísmo e  falsidade individualista. Deus nos fez seres relacionais e necessitamos vivenciar o amor a Ele (TAMBÉM) através da prática do amor ao nosso próximo, e especialmente aos da fé na convivência na Igreja (Gálatas 6:10). De fato precisamos ser fortes e corajosos para negarmos todo o nosso orgulho.

A segunda expressão é “trabalhai”, e isso nos faz pensar nos dons e talentos que recebemos de Deus. Temos nos empenhado em trabalhar para Deus com essas ferramentas, ou estamos sempre fugindo de nossas responsabilidades para com Ele e sua obra? Pense nisso com muito carinho porque um dia você vai prestar contas a Deus. O servo que enterrou o seu talento foi lançado nas trevas onde há choro e ranger de dentes (Mt 25:30). Como já foi dito, a Igreja é um dos lugares onde trabalhamos para Deus, mas ainda há muito que se dizer da família e da santificação pessoal, onde vamos refletir aquilo que cremos e somos de fato. Tudo isso é trabalho. Isso nos indica que trabalhar consiste inicialmente em uma postura de vida e não atividades religiosas, as quais também são necessárias. A base de todo trabalho cristão começa na sujeição de nossas mentes corações e mentes à vontade de Deus. Isso gera vida prática e santificação em amor; as obras vêm a reboque. Por sermos templo do Espírito de Deus (1 Co 6:19,20) e também estarmos em processo de reconstrução, seja individualmente, seja como famílias e Igreja, devemos ser fortes e trabalhar corajosamente para o Senhor.

Tudo isso seria inválido e impossível de se praticar, se estivéssemos sozinhos nessa empreitada. Mas o que nos consola e fortalece é saber que o Senhor está conosco. “Eu Sou convosco, diz o Senhor dos Exércitos”. Firmemos nossos corações nessa verdade.

Soli Deo Gloria!!!

A todos uma abençoada semana! Vosso servo em Cristo, Rev. Paulo Sergio da Silva. 
Material de apoio: Bíblia de Genebra e Revista Lar Cristão.

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