O PECADO DE ISRAEL, E O NOSSO PECADO

Aula EBD 27.12.09
3ª IPB de Barretos / SP 

TEXTO BÁSICO: Números 21:4-9

INTRODUÇÃO
Mais uma vez Moisés tem de lidar com a persistente ingratidão de todo o povo. Israel tinha conquistado a terra do Neguebe, porque o Senhor lhe tinha dado a vitória. Ele clamou ao Senhor e este se compadeceu deles e os abençoou (Nm 21:1-3). Mesmo após uma grande vitória eles continuaram murmurando.
O estudo da história do povo de Israel em sua peregrinação rumo à terra prometida, é um paralelo com a Igreja. A rebeldia e a murmuração deles assemelha-se à nossa, não somos muito diferentes.

A REBELDIA DO POVO
Uma das características de Israel foi a sua incostância; várias vezes os israelitas enfrentaram sofrimento e muitas dificuldades pela disciplina de Deus. Paralela à inconstância de Israel, porém, está a misericórdia de Deus, sempre atuante e contínua. Em sua fidelidade, Ele jamais descumpriu suas promessas.
O povo estava contornando Edom, porque lhe fora proibida a passagem por aquele território (Nm 20:14-21). No caminho, os israelitas começaram a ficar impacientes e irritados. Essa "impaciência" provém do desafeto e da ira que estavam nutrindo contra Deus e seu servo Moisés.

ANSIEDADE PERSISTENTE
A impressão que temos é que eles estavam guardando em seus corações uma ansiedade que não conseguiam mais conter. As coisas pareciam estar bem, mas Israel encontrou mais razões para murmurar contra Deus, mesmo depois de tantas experiências desagradáveis que eles haviam passado, pelos mesmos motivos.
Segundo o texto básico, os israelitas começaram a falar "contra Deus" e "contra Moisés" (Nm 21:5), isto é, estavam em oposição a eles, em declarada discordância de seus métodos e ações. Os israelitas se arrependeram de ter saído do Egito e preferiam voltar à escravidão, a continuar naquela caminhada sob a direção de Deus e com Moisés.

MENTIRAS
Mas não pararam aí, ainda reclamaram que não havia pão nem água. Porém, isso não era verdade. Toda manhã eles recebiam o maná, e nem água Deus permitia que lhes faltasse. Deus mudou a dinâmica da natureza, o curso normal das coisas e até fez brotar água da rocha para saciá-los (Nm 20:2-13; Ex 15:22-27). Deus é fiel! (Rm 3:4).

INGRATIDÃO
O fato é que eles sabiam que tinham o necessário para sobreviver, tanto que reconheceram que recebiam o maná, sem contudo elogiá-lo: "...A nossa alma tem fastio desse pão vil". Essas duras palavras de Israel mostram o grau de ingratidão daquele povo. A Bíblia NVI (Nova Versão Internacional) faz uma tradução que mostra o tom ainda mais severo: "...Nós detestamos essa comida miserável". "Pão vil" ou "comida miserável" foi o nome que eles deram ao alimento que Deus providenciava todos os dias.

FALAR CONTRA DEUS
Mesmo reconhecendo e testemunhando tudo o que Deus lhes proporcionava e todos os seus benefícios, ainda assim os israelitas conseguiam murmurar. Dessa maneira, o Salmo 78 rememora o acontecido: "Falaram contra Deus, dizendo: Pode, acaso, Deus preparar-nos mesa no deserto?" (Sl 78:19).

CONCLUSÃO
Muitas vezes, nós também procedemos da mesma maneira, somos assim. Quando estamos insatisfeitos com algum problema, ainda que tenhamos excelente moradia, carro, emprego, uma família bem constituída, comida farta, murmuramos e agimos com ingratidão. Começamos a ver tudo o que temos como coisas "vis", desmerecendo a graça de Deus, e não submetendo o controle da nossa vida em suas mãos. Porém, Deus não suportou a ingratidão de seu povo, e a sua reação imediata foi trazer a disciplina. Vigiemos e oremos para não cairmos em tentação, trazendo sobre nós a ira de Deus (1 Ts 5:18).


Extraído e adaptado da Lição 12 "Olhando Para Cristo", revista Expressão "Com Deus No Deserto", Editora Cultura Cristã, da IPB.

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